Após ações despencarem, presidente global da DiDi não é mais bilionária

Empresa perdeu quase um terço de seu valor de mercado depois de agência chinesa abrir investigação .

Isabelle Bousquette
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Fortuna de Jean Qing Liu era estimada em US$ 1,1 bilhão após o IPO da empresa realizado em Nova York; na manhã de ontem (6), as ações caíram 27%

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A presidente da companhia chinesa DiDi Global, Jean Qing Liu, perdeu o posto de bilionária após o preço das ações da sua empresa cair 27% na manhã de ontem (6). A queda ocorreu depois de a Administração do Ciberespaço da China anunciar a abertura de uma investigação contra a empresa no domingo (4) por riscos à segurança dos dados de usuários. A DiDi foi proibida de cadastrar novos usuários e retirou seu aplicativo das lojas de app.

Em comunicado à imprensa, a empresa disse que “se esforçará para corrigir quaisquer problemas, melhorar sua consciência de prevenção de riscos e seus recursos tecnológicos, proteger a privacidade dos usuários e a segurança dos dados, e continuar a fornecer serviços seguros”. A companhia também afirmou que a retirada do app das lojas de aplicativo deveria impactar negativamente sua receita na China.

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A notícia da investigação chega poucos dias após o IPO da DiDi na Bolsa de Valores de Nova York, no dia 30 de junho. A oferta de ações catapultou o patrimônio líquido de Liu para cerca de US$ 1,1 bilhão. O patrimônio líquido do CEO Will Wei Cheng também cresceu para cerca de US $ 4,4 bilhões, de acordo com estimativas da Forbes.

Liu possui cerca de 1,6% das ações da DiDi. A partir das 11h da manhã de ontem (6), esse montante passou a valer US$ 920 milhões. Cheng, por sua vez, continua bilionário, com patrimônio estimado em US$ 3,8 bilhões, graças à sua participação de 6,5% na empresa.

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Liu fundou o serviço de transporte por aplicativo ao lado de Cheng, em 2012, após sair de seu emprego como diretora-gerente da Goldman Sachs. Em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), ela escreve que a ideia do aplicativo a atraiu porque ela tinha três filhos e tinha medo de acabar presa em algum lugar por causa de chuva ou neve, sem ter como voltar para casa.

Hoje, a DiDi é a maior plataforma de transporte da China, com mais de 493 milhões de usuários ativos anuais, e opera em média 41 milhões de transações diárias, de acordo com os documentos apresentados à SEC. No entanto, a empresa não tem sido lucrativa nos últimos anos. Em 2020, teve uma receita de US$ 21,6 bilhões, mas um prejuízo líquido de US$ 1,6 bilhão.

A DiDi não é a única empresa de tecnologia visada pela Administração do Ciberespaço da China. A Full Truck Alliance, Co. e a Kanzuhn Ltd. também foram citadas como alvo de investigações nesta semana. Ambss concluíram seus IPOs de junho de 2021 na Bolsa de Valores de Nova York e na NASDAQ, respectivamente. A DiDi Global não respondeu a um pedido de comentário para esta reportagem.

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