Bilionários do Alibaba doam US$ 220 milhões para desenvolvimento de tecnologias esportivas

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O casal de bilionários, Clara Wu Tsai e Joe Tsai, é também proprietário da equipe de basquete Brooklyn Nets, de Nova York

Os bilionários proprietários do time de NBA Brooklyn Nets estão empenhados em aprimorar o desempenho dos melhores atletas do mundo. Joe e Clara Tsai lançaram ontem (28) a Wu Tsai Human Performance Alliance, uma fundação cuja missão é colocar em campo o que há de mais moderno em tecnologia e biotecnologia.

“Houve enormes avanços de bioengenharia e inteligência artificial, mas nada disso foi aplicado nos esportes e no desempenho dos atletas”, diz Clara. “Por estarmos próximos dos atletas, percebemos que não havia muita inovação nas áreas de recuperação e treinamento. Isso acontece porque a maior parte do financiamento das agências governamentais é focada em doenças.”

O casal, que acumulou uma fortuna de US$ 11 bilhões com sua participação na gigante de tecnologia Alibaba, prometeu US$ 220 milhões para a fundação, que financiará equipes de especialistas e acadêmicos das universidades norte-americanas de Stanford, de Kansas, de Oregon, a UC San Diego, o Hospital Infantil de Boston e o Instituto Salk.

“Você pode obter avanços ao cruzar ideias de pessoas que normalmente não se encontram”, diz Wu Tsai, “Teremos os melhores clínicos, atletas e profissionais trabalhando ao lado dos cientistas.”

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Clara afirma que, embora ela seja dona de um dos times mais aclamados da NBA, o objetivo da nova organização sem fins lucrativos é fazer avanços significativos nos estudos de desempenho físico com o objetivo de combater os efeitos de doenças, lesões e envelhecimento. “Não é algo para o Nets, é algo para a ciência. A iniciativa é sobre como pesquisas profundas nessas áreas se aplicam no mundo real – o que permitirá criar regimes de treino, dispositivos tecnológicos [como smartwatches] e produtos reais que irão melhorar a vida cotidiana.”

O marido de Clara, Joseph Tsai, um ex-advogado corporativo, foi cofundador da gigante chinesa de comércio eletrônico Alibaba em 1999. Hoje, a capitalização de mercado da companhia chega a US$ 550 bilhões. Os Tsais usaram US$ 1 bilhão de sua fortuna para comprar 49% do Brooklyn Nets em 2017. Em 2019, Tsai comprou os outros 51% da equipe que eram do bilionário russo Mikhail Prokhorov, assim como os direitos de operação da arena Barclay’s Center, em um negócio avaliado em cerca de US$ 3,3 bilhões à época. O advogado também é dono do time de basquete feminino New York Liberty e de uma equipe profissional de lacrosse, a San Diego Seals.

Facebook/San Diego Seals
Facebook/San Diego Seals

Jogadores de lacrosse do time norte-americano San Diego Seals

Fora das quadras, os Tsai doaram a entidades filantrópicas dedicadas à justiça social e a pesquisas médicas sobre o cérebro. Em agosto de 2020, eles prometeram US$ 50 milhões para criar um fundo de combate ao racismo sistêmico e promoção de mobilidade econômica no Brooklyn.

“Eu cresci no Kansas, sou filha de imigrantes taiwaneses. Eles vieram para os Estados Unidos em busca de oportunidades econômicas e dos ideais de democracia”, diz Clara, que tem diplomas da Stanford University e da Harvard Business School. “Mas as desigualdades do país ficaram expostas e a democracia não trata todos da mesma forma.”

O Fundo de Justiça Social do casal Tsai lançou programas-piloto na região dos Nets com a esperança de expandir os modelos bem-sucedidos para todo o país. Um dos primeiros experimentos foi um programa de empréstimo sem juros de US$ 2,5 milhões para empresas cujos donos são negros e que lutavam para permanecer abertas durante o lockdown da pandemia. “Eu conversei com várias pessoas para entender as lacunas e ver como poderíamos atender às necessidades mais urgentes da comunidade”, diz Wu Tsai. “Aprendemos que o maior problema era o acesso a crédito. Não queríamos perder tempo desenvolvendo um programa complexo, mas sim começar algo que pudesse ter um impacto rápido.”

O casal diz que está elaborando indicadores para estudar o impacto dos empréstimos e planejando um programa piloto semelhante voltado para start-ups do Brooklyn. “Queremos ampliar nossa plataforma e descobrir onde podemos agregar valor ou insights que outras pessoas não teriam. Isso faz parte dos nossos motivos para escolher essas áreas para fazer nossas doações.”

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