Cenário político puxa Ibovespa para queda de 1,35%; dólar sobe

NurPhoto/GettyImages
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Baixa ocorre apesar do bom resultado do Caged, divulgado nesta manhã

O Ibovespa opera em forte baixa nesta tarde de quinta-feira (1º), com queda de 1,35%, a 125.089 pontos, por volta de 15h em Brasília, repercutindo os riscos políticos conforme a CPI da Covid ouve novos depoentes. O suposto esquema de corrupção envolvendo a compra de vacinas abala o desempenho do mercado doméstico, ainda que dados divulgados hoje sobre criação de empregos e crescimento da indústria tenham mostrado um movimento de recuperação da economia.

Segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Brasil abriu 280.666 mil vagas formais de trabalho em maio. O resultado ficou bem acima das 150 mil vagas esperadas, segundo pesquisa da Reuters. O país acumula a criação de 1,2 milhão de empregos com carteira assinada em 2021. De janeiro a maio do ano passado, haviam sido fechadas 1,1 milhão de vagas formais.

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O setor de serviços liderou a criação líquida de vagas no mês, com 110.956 mil postos. O comércio gerou 60.480 mil postos, seguido por indústria (44.146 mil) e agropecuária (42.526 mil).

Ainda nesta manhã, o IHS Markit divulgou Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria brasileira, que avançou a 56,4 em junho, frente a 53,7 registrado em maio, o nível mais elevado desde fevereiro e bem acima da marca de 50, indicando crescimento.

“Os resultados do PMI de junho apresentaram outro conjunto de desfechos positivos no setor industrial brasileiro. Apesar da batalha contínua contra outra onda de casos da Covid-19, as empresas viram seus pedidos aumentarem substancialmente em relação ao mês passado”, afirmou em nota a diretora associada da IHS Markit, Pollyanna De Lima.

Esse resultado teve como base o aumento dos pedidos de exportação pelo quinto mês consecutivo. Os participantes da pesquisa citaram a retomada da atividade dos clientes no exterior e a oferta de itens escassos em outros lugares como razão para a expansão.

Em Wall Street, o dia é de novas altas para S&P 500 e Dow Jones, que operam com crescimento de 0,4% e 0,26%, a 4.314 pontos e 34.592 pontos, respectivamente, por volta das 15h de Brasília.

Os índices são puxados pela alta nos preços do petróleo, além do bom resultado do balanço dos pedidos de seguro-desemprego. As solicitações caíram para 364 mil, ajustados sazonalmente, na semana encerrada em 26 de junho, enquanto as demissões despencaram para o menor número em 21 anos, com as empresas segurando seus trabalhadores em meio à escassez de mão de obra.

O dólar teve uma arrancada a partir do meio da manhã e voltou a operar acima de R$ 5,00, acompanhando a tomada de fôlego da moeda no exterior, com investidores ansiosos antes da divulgação de cruciais dados de emprego nos Estados Unidos amanhã (2). Às 15h, o dólar avançava 1,25%, a R$ 5,0355 na venda.

“Esse é um movimento de acompanhamento de outras moedas (pares do real), que estão tendo um ajuste ao redor do mundo”, afirma Thomás Gibertoni, analista da Portofino Multi Family Office.

O peso mexicano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso colombiano caíam entre 0,3% e 1% nesta sessão. (Com Reuters)

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