"Clube dos garotos bilionários" da F1 tem fortuna combinada de US$ 146 bilhões

Mark Thompson/GettyImages
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Carlos Slim ao lado de Christian Horner, chefe da equipe Red Bull Racing durante corrida sprint para o Grand Prix Italiano de 2009, em Monza

Sem o apoio de seu pai, que trabalhou em diversos empregos, Lewis Hamilton nunca teria ascendido em sua carreira no kart na Inglaterra. Agora, o piloto de Fórmula 1 da Mercedes com um recorde de sete campeonatos mundiais, critica veementemente a quantidade de dinheiro necessário para ser competidor no automobilismo, chamando recentemente a F1 de “clube de garotos bilionários” à imprensa espanhola.

“Se eu fosse começar de novo com uma família de trabalhadores, seria impossível estar aqui hoje”, disse Hamilton, que é o único piloto negro da F1 no grid e defensor da diversidade no automobilismo. Ele tem seus motivos: uma única temporada na Fórmula 3 – um trampolim para a F1 – custa aos pilotos mais de US$ 1 milhão para participar, disse o diretor e CEO da Mercedes, Toto Wolff, recentemente à emissora alemã RTL.

Recentemente, três novos pilotos no grid – Haas ‘Nikita Mazepin, Aston Martin’s Lance Stroll e Williams’ Nicholas Latifi – foram criticados por ganhar lugar na F1 por meio da vasta fortuna de seus pais, e não por seus próprios méritos, ficando presos ao antigo rótulo dos pilotos remunerados (pay drivers, em inglês).

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Nesse mesmo contexto estão ainda o novo limite em orçamento firmado pelas equipes da F1 e o controle para limitar a quantia gasta na melhoria do desempenho dos carros – com brechas para os salários dos motoristas, entre outros itens. Logo, não é nenhuma surpresa que a tensão em torno da riqueza do paddock da F1 apenas pareça estar crescendo. A Forbes estima que pelo menos dez bilionários, avaliados em US$ 146 bilhões, estejam envolvidos na F1 até a temporada de 2021.

Aqui está uma lista de proprietários de equipes, patrocinadores e outras personalidades entre os mais ricos do mundo. O patrimônio líquido foi estimado com base no dia 16 de julho de 2021.

  • Carlos Slim

    Patrimônio líquido: US$ 71 bilhões

    A Claro, braço da empresa pan-latino-americana de telecomunicações America Movil, de propriedade do magnata mexicano Carlos Slim, é patrocinadora da equipe da Red Bull, com o logotipo da empresa em destaque na asa traseira de seus carros. Slim é patrocinador do piloto mexicano Sergio Pérez desde seus primeiros dias de kart até a Red Bull. Os dois homens parecem ter desenvolvido um relacionamento próximo: Pérez se referiu a Slim como seu pai, seu amigo e seu ‘braço direito’ em postagens do Instagram.

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  • Dietrich Mateschitz

    Patrimônio líquido: US$ 27,5 bilhões

    Dietrich Mateschitz, cofundador e CEO da Red Bull, detém 49% das ações da empresa de bebidas. A Red Bull emergiu como uma força dominante na F1 nas últimas temporadas com duas equipes no grid: Red Bull e AlphaTauri, uma equipe júnior. Mateschitz também possui o Red Bull Ring, uma pista em Spielberg, na Áustria, que substituiu o A1-Ring. Ele sediou o Grande Prêmio da Áustria todos os anos desde 2014.

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  • Sir James Ratcliffe

    Patrimônio líquido: US$ 16,3 bilhões

    A Ineos, gigante petroquímica britânica de Sir James Ratcliffe, possui uma participação de 33% na Mercedes, uma força dominante no grid graças à sequência de campeonatos do piloto Lewis Hamilton. A montadora alemã Daimler AG e o chefe da equipe e CEO, Toto Wolff, são donos do restante da equipe. A Ineos é relativamente nova, tendo adquirido sua participação na equipe da Mercedes (por um valor não revelado) em dezembro. Separadamente, a Ineos fechou um acordo de patrocínio de cinco anos com a Mercedes por US$ 128 milhões, em abril de 2020.

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  • John C. Malone

    Patrimônio líquido: US$ 7,7 bilhões

    O bilionário norte-americano de telecomunicações, John C. Malone, supervisiona os direitos comerciais da F1 por meio do Formula One Group, que foi adquirido pela sua empresa, a Liberty Media, em 2017 por US$ 4,4 bilhões. Apelidado de “Cable Cowboy” por seus muitos negócios com empresas de cabo ao longo dos anos, ele tem trabalhado para aumentar o interesse norte-americano na F1 por meio de mais corridas nos EUA, entre outras iniciativas. A Liberty Media também possui a Atlanta Braves e uma participação de 77% na rede de rádio por satélite SiriusXM.

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  • Stephen Ross

    Patrimônio líquido: US$ 7 bilhões

    Stephen Ross, um proeminente doador republicano e sócio majoritário da equipe do Miami Dolphins, da NFL, está usando parte de sua fortuna estimada de US$ 7 bilhões para trazer a F1 à Miami pela primeira vez em 2022, no Hard Rock Stadium. Ross fundou a Related Companies, incorporadora imobiliária por trás do complexo de varejo e escritório Hudson Yards na cidade de Nova York, e possui as marcas SoulCycle e Equinox Fitness.

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  • Antony Ressler

    Patrimônio líquido: US$ 5 bilhões

    O magnata de private equity Antony Ressler é dono de uma parte da equipe de corrida britânica McLaren por meio da Ares Management, empresa de private equity que ele fundou. A Ares faz parte de um consórcio liderado pela MSP Sports Capital, que adquiriu uma participação de 15% na McLaren em dezembro. Essa participação deve aumentar para 33% até o final de 2022.

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  • Bernie Ecclestone

    Patrimônio líquido: US$ 3,4 bilhões

    Bernie Ecclestone foi deposto do cargo de CEO do Formula One Group pelo colega bilionário John C. Malone, após a aquisição do grupo pela Liberty Media em 2016. “Fui demitido”, disse ele a uma agência de corridas alemã em 2017, e não ofereceu mais detalhes. Ele foi nomeado presidente emérito e conselheiro após um trabalho de quatro décadas, mas o contrato não foi renovado após declarações racistas feitas por ele em junho de 2020. Ecclestone continua influente e é frequentemente citado em notícias da F1.

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  • Lawrence Stroll

    Patrimônio líquido: US$ 3,2 bilhões

    Lawrence Stroll é o presidente-executivo da equipe Aston Martin, na qual seu filho, Lance Stroll, compete. O pai, que fez fortuna liderando a marca de moda norte-americana Michael Kors após o IPO em 2011, e possui uma participação de 16% na Aston Martin em abril de 2020. Em janeiro de 2020, ele investiu US$ 238 milhões na famosa montadora britânica.

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  • John Paul DeJoria

    Patrimônio líquido: US$ 2,6 bilhões

    O Circuito das Américas, com sede no Texas, é o lar do Grande Prêmio de Austin desde sua inauguração, em 2012, e conta com John Paul DeJoria, fundador da tequila Patrón, entre seus investidores. A ROKiT Drinks, uma subsidiária da empresa de telecomunicações de DeJoria, deveria ser o patrocinador principal da equipe da Williams até 2023, mas a equipe encerrou o negócio em 2020 por razões não reveladas.

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  • John Elkann

    Patrimônio líquido: US$ 2 bilhões

    A icônica equipe de F1 da Ferrari tem um investidor significativo: o bilionário John Elkann, que atua por meio de seu cargo como presidente e CEO da Exor, holding da família italiana Agnelli. O clube italiano Juventus e a marca de luxo Christian Dior são apenas dois dos muitos investimentos de alto nível dos Agnellis, ao lado da montadora Fiat.

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Carlos Slim

Patrimônio líquido: US$ 71 bilhões

A Claro, braço da empresa pan-latino-americana de telecomunicações America Movil, de propriedade do magnata mexicano Carlos Slim, é patrocinadora da equipe da Red Bull, com o logotipo da empresa em destaque na asa traseira de seus carros. Slim é patrocinador do piloto mexicano Sergio Pérez desde seus primeiros dias de kart até a Red Bull. Os dois homens parecem ter desenvolvido um relacionamento próximo: Pérez se referiu a Slim como seu pai, seu amigo e seu ‘braço direito’ em postagens do Instagram.

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