Com 12 IPOs, julho já é o segundo mês do ano com mais estreias na Bolsa

O mês teve três novos pedidos de ofertas, 12 aberturas de capital, três follow-ons e nove desistências ou suspensões .

Artur Nicoceli
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iStock/GettyImages Plus
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Ofertas de julho movimentaram cerca de R$ 19 bilhões na B3; analistas estimam R$ 220 milhões em emissões em 2021

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O mês de julho é tradicionalmente conhecido pelo período de férias, mas foi de muito trabalho na B3. Em julho, um leque de novas opções ficou disponível no home broker dos investidores brasileiros, com novas empresas concluindo suas ofertas de ações.

Apenas nesta semana, sete companhias estrearam na Bolsa: Agrogalaxy (AGXY3), Armac (ARML3), TradersClub (TRAD3), Unifique (FIQE3), Brisanet (BRIT3), Clear Sale (CLSA3) e WDC Networks (LVTC3). As últimas semanas marcaram também as ofertas de 3tentos (TTEN3), Smartfit (SMFT3) e Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3).

Entre as ofertas subsequentes do período estão Méliuz (CASH3), Grupo Soma (SOMA3) e Magazine Luiza (MGLU3). Já os novos pedidos ficaram por conta da Monte Rodovias, Ammo Varejo, Althaia, e VIX Logística, essa havia cancelado um pedido de IPO em 2013.

Segundo dados da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e B3, em julho foram 12 aberturas de capital [considerando ofertas restritas] e três follow-ons, movimentando juntos aproximadamente R$ 19 bilhões, além de quatro novos pedidos para uma oferta de ações. Os números colocam julho atrás apenas de fevereiro, quando 18 ofertas foram realizadas.

Mas o mês também foi marcado por nove desistências entre as empresas brasileiras. Em 1º de julho, a Iguá Saneamento, companhia de saneamento básico, optou por desistir do IPO, sem citar os motivos da decisão. A empresa tentava pela terceira emplacar sua oferta de ações.

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Dias depois, BBM Logística e Privalia seguiram estratégia semelhante, suspendendo os seus IPOs, com o objetivo de encontrar um mercado com menor volatilidade no futuro.

O presidente-executivo do UBS BB, Daniel Bassan, explica que algumas empresas “desistem de fazer oferta porque estão em busca de alternativas de capitalização, seja através de private placement [rodada de financiamento] ou M&A. Outras empresas desistem da oferta em função do preço. Em muitos casos, com o mercado mais aquecido e muitas ofertas ao mesmo tempo, os investidores ficam mais criteriosos e uma oferta acaba competindo com a outra, impactando a fase da precificação.”

Os próximos IPOs

As empresas Raízen (RAIZ4), Oncoclínicas (ONCO3) e Agribrasil (GRAO3) estão em processo de bookbuilding, processo de definição do preço justo para uma oferta de ações. As estreias estão previstas para agosto.

“Devemos ver um maior número de protocolos [de IPOs] no começo de agosto. Esta janela já está aberta e se encerra apenas no dia 11 de novembro”, diz Saraiva. “Apesar da volatilidade, a taxa básica de juros continua em patamares razoáveis [4,25%] e as perspectivas estão cada vez mais positivas em relação aos efeitos da vacina, assim como da retomada econômica.”

Bassan projeta que até o final do ano cerca de 60 companhias façam seus pedidos de IPO. Segundo projeções da XP, 2021 deve somar 120 ofertas e movimentar R$ 220 bilhões em emissões.

“As companhias estão se antecipando para acessar o mercado. Seja para fazer caixa, para futuros investimentos e aquisições, ou para prover liquidez para seus acionistas”, diz o presidente-executivo do UBS.

Entre janeiro e julho, o mercado de capitais movimentou cerca de R$ 98 bilhões com 59 ofertas entre emissões ao varejo, esforços restritos e follow-ons.

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