Como bilionários nos EUA usam equipes esportivas para pagar menos impostos

Reprodução/Forbes
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Steve Ballmer comprou o Los Angeles Clippers no mesmo ano em que deixou o cargo de CEO na Microsoft

Para um grupo seleto de bilionários, não há sinal mais claro de sucesso do que ser dono de uma equipe esportiva profissional. Isso significa não apenas que você construiu (ou herdou) um negócio de bilhões de dólares, mas que tem dinheiro suficiente para investir centenas de milhões de dólares – ou, em alguns casos, bilhões de dólares – para comprar um ativo raro nos Estados Unidos.

Ao todo, são 150 equipes esportivas profissionais entre a National Football League, a Major League Baseball, a National Basketball Association, a National Hockey League e a Major League Soccer. A Forbes encontrou mais de 40 bilionários que possuem participações acionárias nessas equipes – participações que, para muitos desses proprietários, provaram ser investimentos incríveis.

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Alguns dos donos mais ricos dessas equipes conseguiram usar o sistema tributário dos Estados Unidos a seu favor, levando suas tributações às vezes a níveis inferiores às pagas pelos jogadores ou mesmo pelos funcionários dos estádios, de acordo com um relatório da ProPublica, que cita dados da Receita Federal do país.

Vários proprietários de times deduziram quase todo o preço de compra de seus times sobre impostos de ganhos futuros, segundo a ProPublica – um grande montante, com equipes da NFL avaliadas em mais de US$ 2 bilhões, enquanto as equipes da NBA custam pelo menos US$ 1 bilhão. Outros usaram os prejuízos de suas equipes para pagar menos impostos sobre outros ganhos. Dessa forma, as fortunas desses bilionários, bem como os valores de suas equipes, aumentaram significativamente.

Entre os mencionados no relatório da ProPublica estão Steve Ballmer, dono do Los Angeles Clippers, da NBA; David Tepper, proprietário dos Carolina Panthers, da NFL; Dan Gilbert, dono do Cleveland Cavaliers, da NBA; e Shahid Khan, proprietário do Jacksonville Jaguars, da NFL. Desde que as equipes foram compradas por eles, seus valores de mercado cresceram em média US$ 155 milhões – a cada ano.

Veja como esses bilionários se tornaram mais ricos desde que adquiriram os times. A Forbes contabilizou os patrimônios líquidos do dia 12 de julho de 2021.

  • Steve Ballmer

    Patrimônio líquido: US$ 81,6 bilhões
    Equipe: LA Clippers (NBA) – US$ 2,75 bilhões (2021)
    Aumento no valor da equipe desde a compra (2014): US$ 750 milhões
    Aumento do patrimônio líquido pessoal desde a compra (2014): US$ 59,1 bilhões
    Campeonatos vencidos: 0
    Percentual de vitórias da equipe desde a compra: 62,2%

    O Los Angeles Clippers mais que dobrou de valor desde que Ballmer comprou o time em 2014, apesar de não ter ganhado um único campeonato na história do time. A fortuna de Ballmer se multiplicou desde sua grande compra, que ele fez no mesmo ano em que deixou o cargo de CEO da Microsoft.

    Ele também intensificou seus esforços filantrópicos desde então, direcionando mais de US$ 2 bilhões para um fundo que visa tirar norte-americanos da pobreza. De acordo com o relatório da ProPublica, Ballmer pagou US$ 78 milhões em impostos no ano passado, o que lhe confere uma alíquota de imposto de renda federal de 12%.

    Allen Berezovsky/Getty Images
  • David Tepper

    Patrimônio líquido: US$ 14,5 bilhões
    Equipe: Carolina Panthers (NFL) – US$ 2,55 bilhões (2020)
    Aumento no valor da equipe desde a compra (2018): US$ 250 milhões
    Aumento do patrimônio líquido pessoal desde a compra (2018): US$ 2,9 bilhões
    Campeonatos vencidos: 0
    Percentual de vitórias da equipe desde a compra: 35,5%

    Fundador da Appaloosa Management, Tepper é indiscutivelmente o maior administrador de fundos de hedge de sua época. Em seu pico, a Appaloosa administrou US$ 20 bilhões em ativos; atualmente administra quase US$ 13 bilhões. Tepper comprou os Panthers há três anos por US$ 2,3 bilhões, a ProPublica estima que ele conseguiu deduzir US$ 140 milhões ao ano para fins de redução de impostos.

    GettyImages/CNBC
  • Dan Gilbert

    Patrimônio líquido: US$ 38,5 bilhões
    Equipe: Cleveland Cavaliers (NBA) – US$ 1,56 bilhão (2021)
    Aumento no valor da equipe desde a compra (2005): US$ 1,2 bilhão
    Aumento do patrimônio líquido pessoal desde a compra (2005): US$ 37,6 bilhões
    Campeonatos vencidos: 1
    Percentual de vitórias da equipe desde a compra: 49,8%

    Aos 22 anos, Gilbert fundou o que mais tarde se tornaria o Quicken Loans, o maior credor hipotecário dos Estados Unidos. Ele acumulou a maior parte de sua fortuna desde a compra dos Cavaliers, em 2005. A equipe, pela qual ele pagou US$ 375 milhões em 2005 e que venceu o primeiro campeonato da NBA em 2016, valorizou mais de 300% desde a compra. De acordo com a ProPublica, Gilbert reduziu sua receita tributável em um total de US$ 443 milhões de 2005 a 2018, por meio de despesas de amortização e perdas financeiras da equipe.

    Reprodução/Forbes

Steve Ballmer

Patrimônio líquido: US$ 81,6 bilhões
Equipe: LA Clippers (NBA) – US$ 2,75 bilhões (2021)
Aumento no valor da equipe desde a compra (2014): US$ 750 milhões
Aumento do patrimônio líquido pessoal desde a compra (2014): US$ 59,1 bilhões
Campeonatos vencidos: 0
Percentual de vitórias da equipe desde a compra: 62,2%

O Los Angeles Clippers mais que dobrou de valor desde que Ballmer comprou o time em 2014, apesar de não ter ganhado um único campeonato na história do time. A fortuna de Ballmer se multiplicou desde sua grande compra, que ele fez no mesmo ano em que deixou o cargo de CEO da Microsoft.

Ele também intensificou seus esforços filantrópicos desde então, direcionando mais de US$ 2 bilhões para um fundo que visa tirar norte-americanos da pobreza. De acordo com o relatório da ProPublica, Ballmer pagou US$ 78 milhões em impostos no ano passado, o que lhe confere uma alíquota de imposto de renda federal de 12%.

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