Empresa do bilionário Richard Li vende negócio de data center por US$ 750 milhões

Patrick Fallon/Bloomberg
Patrick Fallon/Bloomberg

Richard Li, filho do homem mais rico de Hong Kong, busca maior flexibilidade na alocação de recursos da PCCW

A operadora de telecomunicações PCCW, controlada pelo bilionário Richard Li e sediada em Hong Kong, concordou em vender sua divisão de data center para o DigitalBridge por US$ 750 milhões, se aproveitando da crescente demanda por computação em nuvem em um momento em que começa a priorizar outros negócios.

Os lucros da venda serão usados para financiar investimentos em novas áreas de crescimento, como tecnologia e serviços financeiros, bem como pagar dívidas e recomprar ações da empresa, afirmou a PCCW na última segunda-feira (26) em um documento apresentado à Bolsa de Valores de Hong Kong. A companhia terá um expressivo ganho de US$ 180 milhões com a transação, que deve ser concluída no quarto trimestre de 2021, e está sujeita a aprovações regulatórias.

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O DigitalBridge, um fundo de investimentos no mercado imobiliário listado na Bolsa de Nova York, afirmou em um comunicado à imprensa que sairá do negócio com uma plataforma regional dona de data centers espalhados pela China, Hong Kong e Malásia. Os data centers da PCCW atendem grandes clientes e empresas globais por meio de uma crescente rede de instalações com sede principalmente em Hong Kong, um importante centro financeiro e hub de conectividade da Ásia, disse o fundo.

“Esta é uma plataforma excelente para o DigitalBridge expandir sua presença regional e apoiar uma equipe de gerenciamento focada em atender muitos clientes e grandes empresas com os quais o fundo já trabalha”, disse Marc Ganzi, presidente e CEO da empresa, em um comunicado.

Por mais de 25 anos, o DigitalBridge tem investido e operado negócios envolvendo ativos digitais, incluindo torres de celulares, data centers, fibra e infraestrutura de ponta. O fundo administra um portfólio de US$ 32 bilhões em nome de seus sócios e acionistas.

PCCW, a maior empresa de telecomunicações de Hong Kong, está saindo do negócio de data centers apesar do boom da computação em nuvem durante a pandemia e a crescente demanda por serviços como e-commerce, videoconferência e pagamentos digitais.

“O futuro crescimento e expansão dos negócios de data centers exigirão despesas de capital significativas”, disse a empresa. “Por meio da transação, teremos flexibilidade para alocar capital e recursos de forma mais eficiente para impulsionar o crescimento.”

A PCCW é uma das principais empresas de Li, filho do homem mais rico de Hong Kong, Li Ka-shing. Os interesses do jovem também incluem serviços financeiros, tecnologia e imóveis. Ele foi classificado como a 28ª pessoa mais rica do território, com um patrimônio líquido de US$ 4,5 bilhões, quando a lista mundial de bilionários da Forbes foi publicada em abril.

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