Entenda como Jeff Bezos se tornou bilionário como CEO da Amazon

Empresário deixou o cargo ontem (4) para se dedicar às suas instituições de caridade e sua empresa de foguetes espaciais, a Blue Origin.

Rachel Sandler
Compartilhe esta publicação:
Reprodução/Forbes
Reprodução/Forbes

Empresário deixou o cargo ontem (4) para se dedicar às suas instituições de caridade e sua empresa de foguetes espaciais, a Blue Origin

Acessibilidade


Ontem (4) foi o último dia de Jeff Bezos como CEO da Amazon, encerrando uma notável jornada de 27 anos que fez a gigante do comércio eletrônico se tornar uma das empresas de capital aberto mais valiosas do mundo, com uma capitalização de mercado de US$ 1,8 trilhão. No processo, sua fortuna aumentou 12.425% – um crescimento de US$ 196 bilhões desde 1998, quando ele apareceu pela primeira vez na lista dos 400 norte-americanos mais ricos da Forbes com um patrimônio líquido de US$ 1,6 bilhão. Agora, o empresário vale quase US$ 202 bilhões, o que o torna a pessoa mais rica da Terra.

Bezos ainda permanecerá como presidente do conselho da Amazon, enquanto o CEO da Amazon Web Services, Andy Jassy,  que ingressou na varejista eletrônica em 1997, assumirá hoje (5) as operações diárias com o mesmo cargo. Bezos não estará tão envolvido com a empresa que fundou em 1994; em vez disso, se concentrará em seus outros interesses, incluindo suas instituições de caridade – o Bezos Day One Fund e o Bezos Earth Fund – e sua companhia espacial Blue Origin, que deve levar ele e seu irmão Mark ao espaço no dia 20 de julho. 

LEIA MAIS: Quanto Jeff Bezos já lucrou com a venda de ações da Amazon

Bezos se tornou bilionário pela primeira vez em 1998, um ano após a Amazon se tornar uma livraria online. Na época, a empresa estava apenas começando a expandir seu negócio ao permitir que os clientes comprassem CDs online. Naquele ano, o preço médio das ações da Amazon era de apenas US$ 7,47, uma fração dos US$ 3.487,40 dos papéis hoje.

Forbes

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.

Nas duas décadas seguintes, os negócios da Amazon começaram a se expandir para outros setores. Em 2005, a empresa lançou seu agora famoso serviço de associação Prime, oferecendo entregas gratuitas em dois dias aos clientes que pagarem uma taxa anual de US$ 79 (o Amazon Prime atualmente custa US$ 119 ao ano). Em 2006, a companhia criou sua unidade de computação em nuvem Amazon Web Services, que hoje é o braço mais lucrativo da empresa. Ela também entrou no streaming de vídeo em 2011, adquiriu a Whole Foods em 2017, abraçou o setor de segurança doméstica com a compra da Ring em 2018. Por último, ingressou na produção de filmes – o que inclui sua recente oferta pelos estúdios MGM em maio.

O tamanho e a influência crescente da Amazon atraíram críticas de todos os cantos do espectro político. Reguladores estão investigando a empresa, ativistas trabalhistas buscam sindicalizar a extensa rede de depósitos, legisladores progressistas criticaram publicamente a enorme riqueza de Bezos e conservadores denunciaram a decisão da marca no início deste ano de remover um livro sobre questões transgêneros. A Amazon respondeu na época dizendo que tem uma política de se recusar a vender livros que enquadrem as identidades LGBTQIA+ como doenças mentais.

Apesar dos recentes obstáculos, o preço das ações da Amazon continuou a disparar, recompensando seu fundador com uma fortuna cada vez maior. Bezos se tornou a pessoa mais rica do mundo em 2018, quando seu patrimônio líquido dobrou, saltando de US$ 81,5 bilhões em outubro de 2017 para US$ 160 bilhões no mesmo período do ano seguinte, graças ao preço crescente dos papéis no mercado. Ele derrotou Bill Gates, Warren Buffett e Mark Zuckerberg, tornando-se a primeira pessoa a acumular uma fortuna de 12 dígitos no ranking anual da Forbes dos 400 norte-americanos mais ricos. Ele está no topo da lista desde então, principalmente porque a pandemia levou as ações da Amazon a novos patamares. Elon Musk ultrapassou, brevemente, Bezos como o mais rico do mundo em janeiro deste ano, e o dono da LVMH, Bernard Arnault, da França, fez o mesmo em maio, mas o aumento das ações da Amazon o colocou de volta no topo novamente. Desde 2019, a fortuna de Bezos aumentou 73% – apesar de ele ter dado um quarto de seus papéis para sua ex-esposa MacKenzie Scott quando eles se divorciaram.

A Forbes estima que quase 90% de sua fortuna – cerca de US$ 176 bilhões – está na sua participação de 10% na Amazon. O resto está dividido entre seu investimento na empresa de foguetes Blue Origin, em várias casas pelo país, no jornal “Washington Post” e em uma série de investimentos em, pelo menos, duas dúzias de empresas de tecnologia e biotecnologia. Ao longo dos anos, Bezos vendeu quase US$ 27 bilhões em ações da marca, deixando-o com dezenas de bilhões para gastar como quiser. Apenas o tempo dirá como ele continuará fazendo isso. 


Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Compartilhe esta publicação: