Ibovespa abre em alta com PIB da China e reforma tributária no radar

O Ibovespa opera em alta no início do pregão de hoje (15), e avança 0,13%, a 128.571 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. No radar dos investidores estão os dados da atividade econômica da China, a temporada de balanços do segundo trimestre nos Estados Unidos e a agenda macroeconômica e política cheia em Brasília.

O governo enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que altera a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2021, com o objetivo de criar condições para investimento em programas sociais e de garantia de renda mínima à população. O texto será votado às 10h00 de hoje na Câmara, e às 16h00 no Senado.

A proposta de privatização dos Correios teve sua votação no Congresso adiada para agosto, segundo o relator do projeto, Gil Cutrim (Republicanos – MA), após o recesso dos parlamentares. Enquanto isso, a reforma tributária segue em discussão na Câmara. No Senado, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM – MG), anunciou a prorrogação da CPI da Covid-19 por mais 90 dias.

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O dólar recua frente ao real nas primeiras horas da sessão desta quinta-feira, com investidores atentos à política monetária nos EUA. Às 10h10, a moeda era negociada em queda de 0,23%, a R$ 5,0746.

Os futuros das Bolsas norte-americanas apontam para abertura em queda. O mercado repercute hoje novos dados sobre a saúde do mercado de trabalho e o segundo dia de discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, no Congresso do país.

Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA somaram 360 mil na semana referente ao dia 10 de julho, alinhado com as expectativas do mercado, e abaixo do número registrado na semana anterior, de 386 mil pedidos.

Na Europa, o dia é marcado por mercados em queda, com investidores ainda atentos ao rumo da economia nos EUA. O Stoxx 600 cai 0,66%; na Alemanha, o DAX recua 0,94%; enquanto o CAC 40 desvaloriza 0,77% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,88%; e o FTSE 100 desce 0,74%, no Reino Unido.

Enquanto isso, os mercados acionários da Ásia fecharam o dia majoritariamente em alta, em dia de dados macroeconômicos importantes na China. A segunda maior economia do mundo cresceu um pouco menos do que o esperado no segundo trimestre, pressionada pelos custos mais altos das matérias-primas e por novos surtos de Covid-19. O PIB (Produto Interno Bruto) expandiu 7,9% entre abril e junho sobre o mesmo período do ano anterior, ante expectativa de alta de 8,1% em pesquisa da Reuters com economistas.

Segundo dados da Agência Nacional de Estatísticas, a produção industrial da China cresceu 8,3% em junho sobre o ano anterior, contra alta de 8,8% em maio, enquanto economistas esperavam avanço de 7,8%. As vendas no varejo avançaram 12,1% sobre o ano anterior em junho, contra expectativa de ganho de 11,0%, e após alta de 12,4% em maio.

O índice Shanghai, da China, subiu 1,02%; no Japão, o índice Nikkei recuou 1,15%; o Hang Seng, de Hong Kong, valorizou 0,75%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,48%.

Os contratos futuros de ferrosos na China – maior produtora global de aço – avançaram nesta quinta-feira, à medida que a recuperação econômica hesitante do país sustenta expectativas de medidas adicionais de suporte. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian fechou em alta de 1,6%, a 1.234 iuanes (US$ 191,01) por tonelada.

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, explica que, apesar da desaceleração no crescimento do país, o mercado interpretou que o governo deve manter as taxas de juros estáveis e mais políticas estimulativas. “O que tende a aumentar a liquidez e a demanda doméstica, incluindo metais, estimulando a alta dos preços do minério de ferro”, completou.

Os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira, estendendo as perdas enquanto os investidores se preparam para o aumento do fornecimento após um acordo de compromisso entre os membros da Opep+ e com o aumento dos estoques de combustível dos EUA, aumentando as preocupações sobre a demanda no maior consumidor do mundo. Por volta das 9h45, o petróleo bruto Brent caía 1,52%, para US$ 73,62 o barril, enquanto o WTI recuava 1,63%, para US$ 71,94. (com Reuters)

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