Ibovespa abre em queda com riscos políticos e à espera de ata do Fomc

O Ibovespa opera em queda na abertura do pregão de hoje (6), caindo 0,43%, a 126.374 pontos por volta das 10h11 da manhã, horário de Brasília, repercutindo as expectativas para a ata Fomc nos Estado Unidos e o primeiro dia de aumento nos preços dos combustíveis. A Petrobras informou ontem (5) um reajuste médio de 6,3% na gasolina e de 3,7% no diesel, o primeiro aumento da gestão do general Joaquim Silva e Luna.

Os investidores domésticos também acompanham os desdobramentos da reforma tributária no Congresso, da CPI da Covid-19 no Senado e da prorrogação do auxílio emergencial pelo governo, aprovada ontem. No exterior, os mercados seguem acompanhando os desdobramentos da última reunião da Opep+, adiada indefinidamente, enquanto a atenção dos investidores globais se volta para a divulgação da ata da última reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), prevista para amanhã (7).

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O IAEmp (Indicador Antecedente de Emprego no Brasil), que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, saltou 4,2 pontos em junho, a 87,6 pontos, seu maior patamar desde fevereiro de 2020 (92,0 pontos). O resultado reflete sinais de melhora no cenário econômico e sanitário, conforme informações da FGV (Fundação Getulio Vargas).

O dólar avança em relação ao real nesta manhã, enquanto os operadores aguardam a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Fomc e monitoram o clima político em Brasília. Perto das 10h11, o dólar era negociado em alta de 0,58%, a R$ 5,1165.

Os índices futuros do mercado dos Estados Unidos apontam para abertura no vermelho, no primeiro dia de pregão após o feriado da Independência no país. Os investidores norte-americanos já operam em compasso de espera pela ata do Fomc, que deve trazer mais informações sobre a visão do Federal Reserve para os rumos da política monetária norte-americana.

Enquanto isso, os preços do petróleo sobem ligeiramente, apoiados pelas expectativas de um mercado mais apertado, uma vez que as negociações sobre a produção das nações da Opep+ foram canceladas. Por volta das 9h45, o petróleo Brent subia 0,41%, a US$ 76,84, e o WTI estava em US$ 75,83 o barril, alta de 0,89%.

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, explica que a correlação entre petróleo e dólar é inversa, ou seja, quando o petróleo sobe, o dólar cai, e a correlação entre o aumento do dólar e o aumento da inflação norte-americana é direta. “Assim, se a escalada do petróleo continuar, é possível que a gente veja os mercados preocupados com inflação americana.”

As Bolsas europeias são negociadas majoritariamente em baixa, com os investidores atentos sobre os mercados de petróleo após as negociações entre os membros da aliança Opep+ serem abandonadas. A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, informou que as vendas varejistas na Zona do Euro aumentaram 4,6% em maio ante abril, e subiram 9,0% na comparação anual. O resultado ficou acima da expectativa de economistas consultados pela agência Reuters, que esperavam, respectivamente, avanços de 4,4% e 8,2%.

O Stoxx 600 avança 0,13%; o CAC 40 desvaloriza 0,21% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,09%; na Alemanha, o DAX perde 0,22%, depois que os pedidos industriais do país caíram 3,7% em maio, bem distante das expectativas de crescimento de 1% no mês. Enquanto isso, no Reino Unido, o FTSE 100 recua 0,19%, diante da perspectiva do fim das restrições sanitárias no dia 19 deste mês.

Na Ásia, os mercados fecharam mistos nesta terça-feira. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,25%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,04%; e na China, o índice Shanghai, recuou 0,11%. Enquanto no Japão, o índice Nikkei valorizou 0,16%, após previsões do governo apontarem uma recuperação da pandemia ainda neste ano, no novo cálculo, a economia crescerá 3,7% e em algum ponto, durante o ano fiscal que se encerra em março, o PIB (Produto Interno Bruto) real excederá os 547 trilhões de ienes (US$ 4,9 trilhões) registrados entre outubro e dezembro de 2019.

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram nesta terça-feira, acompanhando uma alta nos preços de matérias-primas e em meio a expectativas de medidas para controle de produção. O contrato mais ativo do vergalhão de aço para construção na bolsa de futuros de Xangai, para entrega em outubro, fechou em alta de 2,9%, a 5.304 iuanes (US$ 821,15) por tonelada. Já os futuros do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em setembro, fecharam em alta de 2,8%, a 1.231 iuanes por tonelada. (com Reuters)

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