Ibovespa abre no azul com balanços positivos; investidores aguardam decisão do Fed

O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (28), ganhando 0,68%, a 125.458 pontos perto das 10h12, horário de Brasília. Os investidores seguem à espera da decisão do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto) sobre os rumos da política monetária nos Estados Unidos. Os balanços corporativos do segundo trimestre também estão no radar dos mercados.

Betina Roxo, estrategista-chefe da Rico, explica que na temporada de resultados do 2º trimestre, 88% das empresas do S&P registraram lucro acima do esperado, e na Nasdaq, esse percentual foi de 77%. No Brasil, ela conta que “a temporada também ganha força, com a divulgação dos números do Santander Brasil, CSN, Carrefour Brasil, Assaí, e Vivo, etc. Depois do fechamento, também serão divulgados os números do segundo trimestre da Vale”.

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Nos indicadores, a confiança da indústria brasileira registrou leve avanço em julho e chegou ao nível mais elevado desde o começo do ano, após o terceiro aumento consecutivo, apontou hoje a FGV (Fundação Getulio Vargas). Os dados mostraram que o ICI (Índice de Confiança da Indústria) ganhou 0,8 ponto e foi a 108,4 pontos em julho, alcançando o maior valor desde janeiro (111,3 pontos).

O Banco Central também divulgou os dados das Estatísticas de Crédito nesta manhã. Segundo o relatório, o saldo total de crédito no SFN (Sistema Financeiro Nacional) cresceu 0,9% em junho e chegou a R$ 4,2 trilhões. Em 12 meses, a alta foi de 16,3%. As concessões totais de crédito, dessazonalizadas, somaram R$ 425,4 bilhões em junho, uma alta de 1,6% no mês.

Em Brasília, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), retomou a tramitação da PEC 110/2019, que prevê a fusão dos impostos estaduais e municipais, uma proposta mais ampla de reforma tributária. Enquanto isso, a Câmara segue avançando nas negociações do projeto de Imposto de Renda apresentado pelo Ministério da Economia.

O dólar recua sobre o real nesta manhã, com operadores no aguardo da decisão do Fed sobre estímulos econômicos. Às 10h12, o dólar caía 0,16%, a R$ 5,1673.

Os futuros dos mercados dos Estados Unidos operam com leve alta, enquanto os investidores aguardam o discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, sobre o último dia da reunião da autarquia.

Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, alerta que todo o mundo quer saber o que o presidente do Fed vai falar, “[os investidores] querem ver se ele muda o tom sobre a recompra de títulos, a injeção de US$ 120 bilhões de dólares lá nos EUA, e também sobre a inflação, que ele tem chamado de temporária.”

Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, conta que o que se espera é que não haja retirada de estímulos por enquanto, com a taxa de juros se mantendo. “Isso porque ainda é preciso de uma confirmação mais sólida de dois pontos importantes para o BC dos EUA: um deles é a geração de emprego, já o outro é a estabilidade de preços, ou seja, controle da inflação.”

Ainda no mercado norte-americano, apresentam hoje os seus resultados corporativos do segundo trimestre Facebook, McDonald’s, Ford, Pfizer e Boeing.

As ações europeias operam em alta nesta manhã, em meio a divulgação de grandes lucros corporativos, enquanto os investidores aguardam o anúncio do Fed, nos EUA. Dentre as empresas cujos resultados são digeridos pelo mercado hoje estão: Deutsche Bank, Barclays, British American Tobacco, GlaxoSmithKline, Rio Tinto, BASF e Santander.

O Stoxx 600 sobe 0,36%; na Alemanha, o DAX cresce 0,18%; o CAC 40 valoriza 0,75% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,59%; enquanto no Reino Unido o FTSE 100 avança 0,16%.

Enquanto isso, as Bolsas asiáticas fecharam o dia com resultados variados, em meio a temores regulatórios na China que continuam a pairar sobre o mercado. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,54%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,26%; enquanto no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 1,39%; e na China, o índice Shanghai, recuou 0,58%.

Os contratos futuros do aço negociados em Xangai recuaram pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira, à medida que preocupações com a desaceleração da demanda por materiais de construção e manufatura na China ofuscaram movimentos do país para reduzir sua produção siderúrgica. O vergalhão de aço da Bolsa de Xangai fechou em queda de 0,3%, a 5.658 iuanes (US$ 869,82) por tonelada, enquanto, na Bolsa de Dalian, o minério de ferro avançou 0,2%, a 1.137,50 iuanes por tonelada.

Os preços do petróleo operam em alta nesta quarta-feira, depois que os dados da indústria mostraram que os estoques de petróleo e produtos dos EUA caíram mais acentuadamente do que o esperado na semana passada, reforçando as expectativas de que a demanda superará o crescimento da oferta. Às 9h55, o petróleo Brent avançava 0,65%, para US$ 74,00 o barril, enquanto o WTI estava em US$ 72,22 o barril, alta de 0,80%. (com Reuters)

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