Ibovespa acompanha mercados globais e opera em queda à véspera de decisão do Fed

O Ibovespa opera em queda na abertura do pregão de hoje (27), perdendo 0,49%, a 125.384 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os mercados globais seguem digerindo as novas pressões regulatórias de Pequim, enquanto aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve, prevista para amanhã (28). No Brasil, investidores acompanham os resultados corporativos de blue chips nesta semana, como Vale e Petrobras.

O Banco Central divulgou nesta terça-feira dados sobre transações correntes e investimento estrangeiro referentes ao mês de junho, quando o ingresso líquido de IDP (Investimento Direto no País) totalizou US$ 174 milhões, ante US$ 1,6 bilhão em maio e US$ 5,2 bilhões em junho do ano anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o IDP atingiu US$ 46,6 bilhões, equivalentes a 3,02% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto o déficit em transações correntes do mesmo período atingiu US$ 19,6 bilhões, equivalentes a 1,27% do PIB.

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Em Brasília, a reformulação do Bolsa Família, o fundo de campanha eleitoral e a reforma tributária seguem no radar dos economistas, apesar do período de recesso do Legislativo.

O dólar é negociado em alta contra o real nesta sexta-feira, enquanto investidores seguem avessos ao risco, com novas pressões regulatórias na China e às vésperas de uma nova decisão sobre a política monetária nos EUA. Às 10h10, a moeda ganhava de 0,39%, a R$ 5,1940.

Os índices dos EUA ensaiam abertura em queda na sessão regular, com investidores à espera dos balanços das gigantes de tecnologia: Alphabet, Microsoft, e Apple divulgam seus resultados do segundo trimestre hoje.

O mercado norte-americano acompanha ainda o primeiro dia de reunião de política monetária do Federal Reserve, cuja decisão será conhecida amanhã (28).

No setor manufatureiro do país, as encomendas de bens duráveis registraram alta de 0,8% em junho, abaixo da expectativa de 2,1%, e menor que o crescimento de 3,2% do mês anterior, indicando desaceleração.

Do outro lado do oceano, os mercados europeus operam em queda, com investidores monitorando os lucros corporativos, o clima extremo e a disseminação da Covid-19 pelo continente. Incêndios florestais foram registrados em regiões do sul da Europa ontem (26), enquanto o norte do continente continua em operação de limpeza após dias de chuvas torrenciais e inundações, que provocaram mortes na Alemanha e em países vizinhos na semana passada.

O Stoxx 600 cai 0,49%; na Alemanha, o DAX recua 0,58%; o CAC 40 desvaloriza 0,48% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,85%; enquanto, no Reino Unido, o FTSE 100 decresce 0,50%.

As Bolsas asiáticas fecharam mais um dia com grandes recuos, em meio ao temor do mercado frente às pressões regulatórias do governo chinês. O índice Shanghai, da China, caiu 2,49%; o Hang Seng, de Hong Kong, recuou a 4,22%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,52%; enquanto no Japão foi na contramão e o índice Nikkei avançou 0,49%.

Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, explica que a continuidade do movimento de baixa acontece em função da “especulação dos investidores globais, que estariam se desfazendo de suas posições em ações chinesas em meio às reformas regulatórias que o país vem passando”. Além disso, os lucros industriais na China aumentaram 20% no comparativo anual em junho, segundo dados oficiais divulgados hoje, mas vieram abaixo dos 36,4% vistos em maio.

Enquanto isso, no mercado de commodities, os contratos futuros do coque em Dalian avançaram pela terceira sessão consecutiva nesta terça-feira, enquanto o carvão coque escalou uma nova máxima contratual, apoiado por preocupações com a oferta da matéria-prima siderúrgica na China, maior produtora de aço do mundo. O contrato mais negociado do coque na Bolsa fechou em alta de 1,2%, a 2.863 iuanes (US$ 441,55) por tonelada, já o minério de ferro negociado em Dalian cedeu 2,8%.

Por fim, os preços do petróleo operam sem direção definida nesta terça-feira, com os investidores apostando que o fornecimento restrito e o aumento das taxas de vacinação ajudará a compensar qualquer impacto na demanda devido ao aumento de casos de Covid-19 em todo o mundo. Às 9h45 desta manhã, o Brent subia 0,04%, a US$ 73,73 o barril, enquanto o WTI recuava 0,11%, a US$ 71,83 o barril. (com Reuters)

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