Ibovespa fecha em queda com indefinição da Opep+ e dólar em alta

O Ibovespa fechou a segunda-feira (5) em baixa de 0,55%, a 126.920 pontos, com o foco dos investidores voltado ao risco de instabilidade política no país em dia de menor liquidez nos mercados globais, que teve bolsas fechadas nos EUA em função do feriado da Independência do país.

A pesquisa PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda mostra crescimento do setor de serviços pela primeira vez em seis meses. A IHS Markit informou que o indicador subiu em junho a 53,9, de 48,3 em maio, ultrapassando a marca de 50, que separa crescimento de contração. O resultado revela o ritmo de expansão mais forte desde janeiro de 2013.

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De acordo com o levantamento, o avanço do índice se deu pela melhora da demanda devido à suspensão de algumas restrições adotadas contra o coronavírus, além do andamento do programa de vacinação.

Ainda nos indicadores, o Boletim Focus do Banco Central desta semana elevou a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 5,18%, uma alta de 0,13 ponto percentual em comparação com a da semana passada. A projeção da inflação também foi revisada para cima e passou de 5,97% para 6,07%.

A estimativa para a taxa Selic foi mantida a 6,50% para o fim de 2021. No entanto, por causa da alta da inflação, o BC projeta a taxa básica de juros em 6,75% em 2022.

O dólar seguiu o movimento de alta dos últimos dias e fechou a segunda-feira cotado a R$ 5,0866, ganhando 0,65%, com o mercado de câmbio sob pressão de crescentes ruídos políticos em Brasília e começando uma semana de cautela em relação à política monetária dos Estados Unidos.

A Petrobras anunciou o primeiro reajuste nos preços dos combustíveis da gestão do presidente-executivo Joaquim Silva e Luna e elevou o preço médio do diesel em 3,7% e o da gasolina em 6,3%. O preço médio do diesel nas distribuidoras subirá R$ 0,10, para R$ 2,81 por litro, enquanto a gasolina terá alta de R$ 0,16, para R$ 2,69 por litro.

No acumulado do ano, o diesel da Petrobras subiu cerca de 40%, enquanto a gasolina avançou 46%.

“O aumento vem como mais um alívio na construção de confiança do mercado com a nova gestão Joaquim Silva e Luna”, diz João Beck, economista e sócio da BRA. Ele acrescenta que falta, no entanto, uma fórmula técnica de reajuste para ajudar participantes do mercado e investidores.

A Associação dos Importadores de Combustíveis (Abicom) calcula que a defasagem do diesel ante a paridade de importação passa a ser de R$ 0,09, e a da gasolina, R$ 0,19.

“Ainda existem defasagens, mas o anúncio sinaliza que a companhia está buscando seguir a paridade internacional”, disse o presidente da Abicom, Sérgio Araújo.

Apesar do reajuste, as ações da Petrobras (PETR4) caíram 1,13% em reação à paralisação das negociações da Opep+. Os ministros do grupo decidiram cancelar os diálogos sobre sua política de produção de petróleo nesta segunda.

A Opep+ atingiu um impasse na semana passada, quando os Emirados Árabes Unidos se opuseram a uma prorrogação de oito meses às restrições de oferta. Nenhuma data para a retomada dos diálogos foi acordada.

O insucesso para um acordo significa que o esperado aumento de produção a partir de agosto não vai acontecer. A medida ajudaria a acalmar os preços do petróleo, que têm operado em máximas de dois anos e meio, com o Brent girando em torno de US$ 76,00 por barril nesta segunda-feira.

As ações europeias reverteram perdas nesta segunda-feira e fecharam em alta. O índice FTSEurofirst 300 subiu 0,29%, a 1.768 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 cresceu 0,34%, a 458 pontos, ampliando seus ganhos para uma terceira sessão consecutiva.

As empresas da zona do euro expandiram sua atividade no ritmo mais rápido dos últimos 15 anos para o mês de junho, já que a flexibilização de mais restrições ligadas ao coronavírus impulsionou o setor de serviços do bloco. Bancos, ações de matérias-primas e de viagens lideraram os ganhos do dia. (Com Reuters)

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