Ibovespa fecha em queda de 1%, mas garante saldo positivo na semana

O dólar fechou perto da estabilidade contra o real, com alta de 0,01%, a R$ 5,1154, mas apresentou baixa de 2,6% no acumulado da semana.

Diana Lott
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O Ibovespa acompanhou o exterior e fechou hoje (16) com queda de 1,18%, a 125.960 pontos, mas ainda assim acumulou avanço de 0,4% na semana. O clima de cautela em Nova York contribuiu para o desempenho negativo na sessão, em dia de vencimento de opções sobre ações na Bolsa brasileira.

Companhias com peso importante no índice brasileiro, como Petrobras (PETR3 e PETR4), Vale (VALE3) e bancos, registraram baixas nesta sexta-feira. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4), Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) fecharam em queda de mais de 1% cada.

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O parecer da reforma tributária, apresentado pelo relator do projeto, o deputado Celso Sabino (PSDB-PA), na terça (13), foi bem recebido pelo mercado. Entre os seus principais pontos, o documento propôs a eliminação da tributação dos rendimentos dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) e acentuou o corte do IRPJ (Imposto de Renda de Pessoa Jurídica), embora tenha mantido a taxação sobre lucros e dividendos em 20% e o fim da dedutibilidade de juros sobre capital próprio.

Também animou os investidores a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias ontem (15) – o texto agora segue para sanção presidencial.

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Em Wall Street, investidores digeriram nesta sexta as perspectivas de inflação em patamares elevados nos próximos meses, após falas do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e da secretária do Tesouro, Janet Yellen, mais cedo nesta semana. Ambos indicaram acreditar que o aumento dos preços é temporário, mas expressaram cautela sobre quanto tempo a alta deve durar – o discurso “hawkish” puxou os principais índices norte-americanos para baixo.

“Em circunstâncias normais, indicações das autoridades monetárias e econômicas de que a inflação está alta ou que alguma variável está fora de esquadro deveriam provocar uma retração nos fluxos de dinheiro para os ativos de risco, só que as circunstâncias não estão nem são normais”, comentaram os analistas da Levante.

“Há um excesso de dinheiro em circulação na economia global, e nada indica que o fluxo que encheu esse reservatório ao ponto de transbordar vai diminuir.”

O índice Dow Jones caiu 0,86%, a 34.687 pontos. O S&P 500 teve baixa de 0,75%, a 4.327 pontos, e o Nasdaq recuou 0,8%, a 14.427 pontos.

Também pesou no mercado norte-americano o aumento do número de casos da variante Delta da Covid-19, que subiu 70% em relação à semana anterior – as mortes tiveram alta de 26%.

O dólar fechou perto da estabilidade contra o real, com alta de 0,01%, a R$ 5,1154, mas apresentou baixa de 2,6% no acumulado da semana, com a percepção de um cenário doméstico favorável para a moeda brasileira voltando a compensar temores sobre uma possível redução de estímulos nos Estados Unidos.

Vários investidores têm apontado para a alta recente nos preços das commodities, bem como sinais de retomada da economia doméstica e a perspectiva de uma taxa Selic mais alta, como fator de impulso para o real frente ao dólar.

Marcos Weigt, head de tesouraria do Travelex Bank, afirma que “os fundamentos continuam bons para a moeda brasileira: temos termos de troca positivos, o que gera fluxos de entrada no mercado local”.

Enquanto isso, disse ele, o Congresso Nacional está iniciando um período de recesso, após a aprovação do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, e só retorna no início de agosto. “A gente pode ter período mais calmo na política com o recesso parlamentar”, disse ele. (Com Reuters)

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