Ibovespa opera em alta com foco em agenda econômica no Brasil e no exterior

O Ibovespa opera em alta na abertura do pregão de hoje (1°), ganhando 0,20%, a 127.057 pontos perto das 10h11, horário de Brasília, com o foco voltado para a agenda econômica doméstica e internacional. Temas como os gastos com a energia elétrica, a reforma tributária e a distribuição dos programas do governo também seguem na pauta do dia, com discussões nas três instâncias de poder político.

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) teve alta de 0,64% em junho, após subir 0,81% em maio, com os preços de habitação apresentando decréscimo em sua taxa de variação. Os dados informados pela FGV (Fundação Getulio Vargas ), nesta quinta-feira, mostraram que o índice passou agora a acumular, em 12 meses, alta de 8,29%. O mercado também aguarda outros dados importantes para a agenda econômica do Brasil.

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São esperados para hoje o PMI da manufatura, a balança comercial de junho – estimada em US$ 11 bilhões -, e o Caged, com expectativa de criação de 150 mil empregos em maio. Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, afirma que, apesar de a economia dar sinais de melhora, “o mercado de trabalho é um ponto de atenção, ainda com lenta recuperação e taxa de desemprego elevada, o avanço da vacinação pode melhorar esse quadro no segundo semestre”.

O dólar abriu em queda contra o real, à medida que os investidores digerem dados sobre o mercado de trabalho norte-americano e monitoram o clima político em Brasília. Às 10h11, o dólar recuava 0,22%, a R$ 4,9622.

As Bolsas dos Estados Unidos ensaiam abertura em alta no primeiro dia do semestre. Para Pablo Spyer, economista sócio da XP Investimentos, “o ânimo deriva da expectativa de uma recuperação econômica sólida na segunda metade do ano, de que os bancos centrais vão continuar a ser os apoios das economias e de que a reabertura das economias vai aumentar a receita das empresas”.

O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou também hoje que os pedidos de seguro-desemprego fecharam em 364 mil na semana encerrada em 26 de junho, abaixo das expectativas dos analistas da Refinitiv, que especulavam 390 mil pedidos. Além disso, o mercado espera os resultados do payroll, que serão publicados amanhã (2).

Os índices da Europa operam majoritariamente no azul, com os investidores antecipando a recuperação econômica do continente. A atividade industrial da Zona do Euro expandiu em junho no ritmo mais rápido já registrado, o PMI (Índice Gerente de Compras) final do IHS Markit subiu a 63,4 em junho, ante 63,1 em maio, acima da expectativa de 63,1, e leitura mais elevada desde que a pesquisa começou em junho de 1997.

O Stoxx 600 cresce 0,35%; na Alemanha, o DAX sobe 0,20%; o CAC 40 valoriza 0,46% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,43%. Enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,82%, apesar da atividade fabril do país recuar a 63,9 pontos em junho, frente 65,6 em maio, e abaixo da prévia de 64,2.

Os mercados asiáticos, por sua vez, fecharam em queda. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu a 0,57%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,31%; enquanto no Japão, o índice Nikkei desvalorizou 0,29%.

Na China, o índice Shanghai, recuou 0,07%, com a divulgação do índice PMI (Índice do Gerente de Compras) do Caixin/Markit da indústria, que caiu a 51,3 em junho, frente 52 no mês anterior, abaixo das expectativas de analistas de 51,8. O resultado foi influenciado pelo ressurgimento dos casos de Covid-19 na província exportadora de Guangdong e preocupações com a cadeia de oferta.

Os contratos futuros do aço negociados na China avançaram pela sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira, apoiados por preocupações persistentes com as perspectivas de oferta, ajudando o minério de ferro negociado em Dalian a se recuperar após dois dias de declínio. Ao final da sessão, o vergalhão em Xangai apurou alta de 0,8%, a 5.146 iuanes (US$ 796,37) por tonelada, enquanto, na Bolsa de Commodities de Dalian, o minério de ferro, matéria-prima siderúrgica, fechou em alta de 1,1%, a 1.166 iuanes por tonelada.

Enquanto isso, os preços do petróleo avançam nesta terça-feira, em dia de reunião dos ministros da Opep+ para decidir a política de produção do grupo a partir de agosto, eles também podem considerar uma extensão do pacto de restrição de oferta para além de abril de 2022, fontes afirmaram à agência Reuters. Por volta das 9h50, o petróleo Brent para setembro subia 2,47% para US$ 76,45 o barril, enquanto o WTI para agosto avançava 2,91%, a US$ 75,61 o barril. (com Reuters)

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