Ibovespa opera em queda após prévia da inflação de julho

O Ibovespa opera em estabilidade na abertura do pregão de hoje (23), com recuo de 0,02%, a 126.115 pontos perto das 10h11, horário de Brasília, em dia de divulgação de indicadores da atividade empresarial ao redor do mundo e prévia da inflação de julho no Brasil.

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,72% em julho, sobre alta de 0,83% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Uma pesquisa da agência Reuters com economistas estimava alta de 0,64% para o período. Enquanto isso, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) teve alta de 0,9% na terceira quadrissemana de julho, frente ao avanço de 0,88% na semana anterior. O indicador acumula crescimento de 8,73% nos últimos 12 meses.

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O mercado doméstico também segue atento aos desdobramentos da reforma tributária, após o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o relator da reforma, Celso Sabino, participarem de um evento para discutir o tema. Segundo a Folha de S. Paulo, Guedes sinalizou, sem especificar valores, que pode ampliar a faixa de isenção para tributação de dividendos, atualmente em R$ 20 mil.

O dólar recua frente ao real nesta quarta-feira, em um dia positivo para os futuros de ações em Nova York e de leitura mais alta da inflação no Brasil. Às 10h11, a divisa caiu 0,81%, a R$ 5,1702 na venda.

O mercado acionário nos Estados Unidos indica uma sessão no azul. Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, explica que os índices caminham para fechar a semana com ganhos. “Na última segunda-feira (19), as bolsas fecharam em forte queda, mas retomaram a força impulsionadas pela divulgação dos balanços das empresas, já que os números do segundo trimestre agradaram o mercado de forma geral.” Os investidores norte-americanos também aguardam o resultado do PMI (Índice Gerente de Compras), que será divulgado às 10h45, horário de Brasília.

Na Europa, as ações operam em alta, com os investidores digerindo uma série de dados econômicos de todo o continente, assim como acompanhando os resultados corporativos. O PMI preliminar do IHS Markit da Zona do Euro, visto como um bom guia para a aferir a saúde econômica, subiu de 59,5 para 60,6 em julho, sua leitura mais alta em 12 meses – e à frente da marca de 50, que separa o crescimento da contração.

O índice Stoxx 600 avança 0,90% nesta manhã; o índice DAX sobe 0,96% na Alemanha; o CAC 40 valoriza 1,05% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 1,26%. Enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 cresce 0,78%, após dados sobre vendas no varejo no país referentes ao mês de junho: as vendas varejistas subiram 9,7% frente ao ano anterior. Na comparação mensal, o indicador cresceu 0,5%, ante expectativa de crescimento de 0,4%.

As Bolsas asiáticas, por sua vez, fecharam o dia mistas. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou a 1,45%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,26%; na China, o índice Shanghai, caiu 0,68%; enquanto no Japão, o índice Nikkei avançou 0,58%.

Enquanto isso, o minério de ferro negociado em Dalian registrou hoje (23) a maior queda semanal em 17 meses, à medida que esforços intensificados da China para reduzir a fabricação de aço fez com que usinas começassem a cortar produção para evitar sanções. O contrato mais ativo da matéria-prima siderúrgica na bolsa de commodities de Dalian, para setembro, fechou em queda de 2%, a 1.124 iuanes (US$ 173,60) por tonelada, e o contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de Singapura, para agosto, cedeu 0,2%, a US$ 197,25 a tonelada.

Os preços do petróleo operam em queda nesta sexta-feira, apesar das expectativas de que o crescimento da demanda pela commodity deva superar a nova oferta. O acordo da Opep+ adiciona cerca de 400.000 barris por dia de agosto a dezembro. Próximo das 9h50, o petróleo Brent recuava 0,39%, para US$ 73,50, enquanto o WTI caía 0,35%, a US$ 71,66. (com Reuters)

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