Ibovespa segue exterior e abre em queda, com variante Delta no radar dos mercados

O Ibovespa acompanha o exterior e opera em queda no início do pregão de hoje (19), com recuo de 1,67% aos 123.859 pontos perto das 10h14, horário de Brasília. O viés negativo dos mercados reflete a disseminação da variante Delta da Covid-19 em grandes economias, bem como o aumento na oferta de petróleo global, definida pela Opep+.

Por aqui, os investidores aguardam a prévia operacional da Vale após o pregão, em dia de agenda político-econômica fraca, mas com projeções de inflação ainda mais alta neste ano pelo Boletim Focus.

O mercado passou a ver o IPCA em 2021 a 6,31%, frente 6,11% na semana anterior, enquanto a projeção para 2022 foi mantida a 3,75%. A expectativa para a taxa Selic ao final deste ano passou a 6,75% na mediana das projeções, ante 6,63% no levantamento anterior. Para 2022, a taxa básica de juros foi mantida a 7,0%. A estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) melhorou para este ano e chegou a 5,27%. Com relação à taxa de câmbio, a expectativa de negociação da moeda foi mantida a R$ 5,05 para o fim do ano.

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A inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor) da segunda quadrissemana de julho, para a cidade de São Paulo, registrou alta de 0,87%, leve alta ante o aumento de 0,86% registrado na semana anterior, segundo a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

O dólar avança ante o real nesta segunda-feira, em meio à aversão ao risco no exterior, com preocupações sobre a desaceleração da retomada econômica. Às 10h14, a moeda subia 1,52%, a R$ 5,1933.

Ontem (18), a Opep+ chegou a um acordo para reduzir os cortes na produção de petróleo em 5,8 milhões de barris por dia até setembro de 2022. Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico Investimentos, aponta que “reduzir cortes significa expandir a produção, mais 400 mil barris por dia até que a produção se normalize na data estipulada, um movimento que deve começar no mês que vem”. Por volta das 10:00, o petróleo Brent caía 3,52%, a US$ 71,00, enquanto o WTI recuava 3,88%, a US$ 68,78.

Os índices futuros norte-americanos indicam abertura em queda, enquanto o mercado monitora os riscos da inflação e novos casos de Covid-19 no país e no mundo. Pablo Spyer, economista-sócio da XP Investimentos, explica que “voltaram os temores de que a nova variante Delta possa desacelerar, ou até suspender, a reabertura das economias. Não à toa, as ações que mais estão se penalizando na Bolsa dos EUA e da Europa são de empresas que se beneficiam da reabertura econômica.”

As ações europeias operam no vermelho, com os mercados digerindo o último anúncio da Opep+ sobre a produção de petróleo e reagindo à inflação e ao aumento dos casos Covid-19. Além disso, a devastação causada por inundações massivas na Alemanha e na Bélgica pode pesar no sentimento na região esta semana.

O Stoxx 600 cai 2,40%. Na Alemanha, o DAX recua 2,76%; enquanto o CAC 40 desvaloriza 2,60% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 3,48%; e o FTSE 100 tem recuo de 2,47%, no Reino Unido.

O mercado asiático fechou em baixa. O índice Shanghai caiu a 0,01% ao longo do dia na China; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,84%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 1,10%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 1,25%.

Os contratos futuros do aço negociados na China operaram em intervalos limitados nesta segunda-feira, em meio a preocupações com o aperto na oferta, mas diante de promessas de Pequim de seguir monitorando o mercado de commodities. O contrato mais negociado do vergalhão de aço na bolsa de futuros de Xangai fechou em alta de 0,8%, a 5.568 iuanes (US$ 859,42) por tonelada, enquanto a referência do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian terminou a sessão em queda de 1,5%, a 1.225 iuanes por tonelada. (com Reuters)

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