Ibovespa tem semana negativa e Dow Jones atinge máxima histórica

O Ibovespa fechou hoje (23) em queda de 0,87%, a 125.052 pontos, após uma semana marcada por volatilidade e baixo volume de negociação nas últimas duas sessões. Os preços do minério de ferro tiveram a maior desvalorização diária em 17 semanas, puxando para baixo as ações da Vale e a Bolsa, uma vez que os papéis da empresa têm grande peso no índice brasileiro.

A prévia da inflação de julho medida pelo IPCA-15 revelou alta de 0,72% nos preços ao consumidor no mês, de acordo com dados divulgados hoje (23) pelo IBGE (​​Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), sob pressão, principalmente, dos preços da energia elétrica – foi o maior aumento para o mês desde 2004. Os dados reforçaram a leitura de analistas de que o Banco Central deve reajustar a taxa Selic em um ponto-percentual, atraindo investidores ao mercado de renda fixa em detrimento da Bolsa.

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Wall Street teve mais um pregão positivo graças aos bons resultados vistos nos balanços do segundo trimestre divulgados até agora. O Dow Jones fechou a 35.061 pontos – primeira vez que o índice supera os 135 mil pontos – após subir 0,68%. O S&P 500 avançou 1,01%, a 4.411 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,04%, a 14.836 pontos.

​​”Enxergamos uma continuação dos últimos dias. É uma montanha-russa ao contrário. Primeiro caímos e desde então estamos avançando de volta ao topo”, disse Chris Zaccarelli, diretor de investimentos da Independent Advisor Alliance em Charlotte, Carolina do Norte, em referência às fortes perdas da segunda-feira (19) também vistas no Ibovespa.

Um firme movimento de compra tirou o dólar da queda de 1% de mais cedo, levando a moeda a fechar o dia próximo da estabilidade, com queda de 0,03%, a R$ 5,2105. Na semana, a divisa ganhou 1,82%, elevando os ganhos de julho para 4,70%. Em 2021, o dólar sobe 0,36%.

Na semana que vem, TIM, GPA, Carrefour Brasil, Santander Brasil, Vale, Ambev e Usiminas, entre muitas outras, publicam seus balanços do segundo trimestre deste ano. “Preços de commodities favoráveis, uma base de comparação fraca em relação ao ano anterior e uma reabertura da economia devem levar a resultados operacionais sólidos para a maioria das empresas”, espera a equipe do Santander Brasil.

Em termos consolidados, os especialistas do banco estimam alta de 180% no lucro líquido, de 91% no Ebitda e de 52% na receita líquida, afirma o relatório assinado pelo estrategista Ricardo Peretti.

“Os cíclicos globais – produtores de commodities, especialmente a Vale – mais uma vez devem contribuir mais para este crescimento anual robusto, em nossa visão.” Excluindo-os, o Ebitda deve crescer 12% em relação ao ano anterior. (Com Reuters)

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