Ibovespa vai aos 125 mil pontos e dólar ultrapassa R$ 5,20

O Ibovespa fechou a terça-feira (6) em forte baixa de 1,44%, a 125.094 pontos, o menor fechamento desde 27 de maio. O dia foi marcado pela aversão a riscos do mercado com turbulência política em Brasília e cautela no exterior. As bolsas norte-americanas operaram em clima de calmaria na volta do feriado da Independência.

Durante o dia, o Ibovespa chegou à mínima de 124.866 pontos, puxado ainda pela queda do preço do petróleo. A cotação da commodity reage ao impasse dos países membros da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados), que não chegaram a um acordo sobre o aumento da produção.

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O petróleo Brent fechou em queda de US$ 2,63, ou 3,4%, para US$ 74,53 por barril, após atingir o pico da sessão a US$ 77,84, a máxima desde outubro de 2018. As ações da Petrobras (PETR4) ficaram entre os destaques negativos do dia: os papéis fecharam cotados a R$ 27,67, queda de 4,09%

“A bolsa brasileira capturou boa parte da aversão ao risco emplacada no exterior e caiu, [com a baixa] intensificada pelo cenário político nacional”, avaliou o analista da Aware Investments, Aldo Filho.

O analista da Clear Corretora Rafael Ribeiro destacou que o patamar dos 125 mil pontos será decisivo no curtíssimo prazo, pois caso perdido, irá gerar um novo impulso de baixa e abrir caminho para o suporte de curto prazo, marcado em 122 mil pontos.

Ainda hoje, o banco Credit Suisse elevou para 6,9% a estimativa para a inflação medida pelo IPCA em 2021, de 6,7% antes, como resultado de novo aumento nos preços de combustíveis pela Petrobras, anunciado ontem (5), e da expectativa de aumento nos preços dos alimentos devido a condições climáticas “ruins” no país.

O dólar registrou forte alta contra o real na sessão, acompanhando o fortalecimento da divisa norte-americana frente a outros pares globais. No fechamento, o dólar avançou 2,40%, negociado a R$ 5,2087 na venda.

Estrategistas do Morgan Stanley alteraram nesta terça o entendimento do banco e passaram a ter visão “neutra” para a taxa de câmbio.

“Embora o ciclo de alta [de juros] em curso deva continuar a fornecer suporte para o real, achamos que o carregado posicionamento comprado e um dólar potencialmente mais forte [no mundo] podem desencadear alguma retração da moeda [brasileira] no curto prazo”, disseram estrategistas em relatório.

Em Wall Street, os índices de ações terminaram a sessão em campo misto, com o Dow Jones e o S&P 500 fechando em leve queda de 0,60% e 0,20%, a 34.577 e 4.343 pontos, respectivamente. O Nasdaq teve pequena alta de 0,17%, a 14.663 pontos.

Os investidores estrangeiros aguardam a divulgação da ata do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto, na sigla em inglês), prevista para amanhã (7). O documento deve trazer informações sobre a visão do Federal Reserve para os rumos da política monetária norte-americana.

As ações europeias tiveram forte queda nesta terça, quebrando uma sequência de três dias de ganhos. As vendas mensais no varejo da zona do euro aumentaram mais do que o esperado em maio, após uma queda em abril. Mas as ações da região caíram drasticamente depois que uma pesquisa revelou que a atividade do setor de serviços dos Estados Unidos esfriou em junho. O índice FTSEurofirst 300 caiu 0,57%, a 1.758 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,52%, a 456 pontos no fechamento. (Com Reuters)

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