JPMorgan amplia negociação de criptomoedas para clientes

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Jamie Dimon, presidente do Conselho e CEO do JPMorgan, ampliou acesso de clientes em wealth management às moedas digitais

Em uma reviravolta irônica dada a conhecida desconfiança do CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, com o mercado de cripto, a instituição financeira se tornou o primeiro grande banco dos Estados Unidos a fornecer a todos os clientes de wealth management acesso a bitcoins e outros fundos de criptomoedas.

Os gestores de fortunas do banco, responsáveis por US$ 630 bilhões em ativos, poderão agora aceitar pedidos de compra e venda de alguns produtos do setor: Bitcoin Trust, Bitcoin Cash Trust, Ethereum Trust, produtos Ethereum Classic e Bitcoin Trust Osprey Funds. A mudança nas regras do banco entrou em vigor na última segunda-feira (19), de acordo com um memorando interno obtido pelo jornal Business Insider.

“Estamos entusiasmados com a integração à plataforma do JPMorgan. O Osprey Bitcoin Trust continua sendo o fundo de bitcoin de menor preço negociado publicamente nos Estados Unidos e acreditamos que os clientes do JPMorgan verão valor no produto”, disse Greg King, fundador e CEO da Osprey Funds à Forbes. O fundo fechou o pregão de ontem a US$ 14,99.

As novas diretrizes se aplicam a todos os clientes do JPMorgan, incluindo os self-directed que usam o aplicativo de negociação Chase, clientes afluentes do JPMorgan Advisors e o nível mais rico de clientes atendidos pelo banco. Os consultores não têm permissão para recomendar produtos de cripto, e os clientes devem pedir expressamente para fazer negociações de moedas digitais.

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Anteriormente, o JPMorgan só permitia que clientes privados investissem em um fundo de bitcoin de gestão ativa que tinha serviços de custódia fornecidos pela empresa de cripto NYDIG.

A expansão do acesso a produtos criptos para clientes do JPMorgan ocorre em um momento em que o interesse do público geral pelo mercado está crescendo, especialmente depois de o bitcoin atingir seu preço mais alto, US$ 65 mil, em 14 de abril. Desde então, o mercado desinflou – hoje (23), às 10h47, horário de Brasília, a cripto era negociada a US$ 32 mil (R$ 167 mil) – no entanto, a demanda para obter exposição à classe de ativos voláteis como reserva de valor ou diversificador de portfólio permanece forte. Mary Callahan Erdoes, chefe de gestão de ativos e fortunas do JPMorgan, disse à Bloomberg em julho que muitos dos clientes do banco desejam investir em moedas digitais.

Os investidores agora irão observar se outros bancos de Wall Street que também limitavam a exposição de clientes selecionados ao mercado de cripto farão o mesmo. Em março, o Morgan Stanley começou a oferecer acesso a três fundos com exposição ao bitcoin aos clientes que têm ao menos US$ 2 milhões em ativos e, em junho, o Goldman Sachs passou a oferecer negociação de futuros de criptos para clientes institucionais e fundos de hedge.

Pedidos de comentários ao JPMorgan, Grayscale (responsável pelo Bitcoin Trust) e Osprey não foram respondidos até o momento da publicação desta reportagem.

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