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Marca de lingerie da Rihanna “corta as asas” de Angels da Victoria’s Secret

Para tentar reconquistar seu mercado, a Victoria’s Secret anunciou lançamento de uma coleção de roupas esportivas femininas para todos os corpos

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Kevin Mazur / Getty Images
Kevin Mazur / Getty ImagesLançada em 2018 pela cantora Rihanna, a Savage X Fenty se posiciona cada vez mais no centro dos negócios de lingerie feminina; um mercado que deve atingir US$ 325 bilhões até 2025.

As famosas asas que popularizaram as Angels da Victoria’s Secret foram cortadas pela Savage X Fenty, marca de lingerie da cantora Rihanna voltada para a cultura da positividade corporal. Em meio à competição acirrada, a VS foi forçada a lançar a iniciativa inclusiva VS Collective, um coletivo de sete mulheres de vários perfis que se tornarão os novos rostos da marca.

A Savage X Fenty continua a se posicionar diretamente no centro dos negócios e da cultura de US$ 13,1 bilhões do setor de roupas íntimas femininas dos EUA, pressionando a Victoria’s Secret a replicar seu modelo.

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Enquanto a fabricante do famoso sutiã de diamantes continua a se debater com suas práticas, a Savage X Fenty provou que a diversidade e a inclusão vistas nos tamanhos das peças e em seu marketing levaram a um objetivo ainda maior: a igualdade em se sentir sexy.

Por ter colocado a inclusão no coração de sua marca de lingerie, Rihanna usou desde o início da Savage X Fenty modelos plus size e vários tons de pele para as peças, levando o negócio ao sucesso. A cantora e empreendedora alavancou seu poder de mídia social para fazer com que a marca, que já nasceu online, crescesse rapidamente para uma receita anual estimada em US$ 150 milhões. Sobre a Victoria’s Secret, o CEO da Savage X Fenty disse ao New York Times que angels seminuas não são mais “culturalmente relevantes”.

A empresa de lingerie de Rih Rih tem ganhado participação de mercado em comparação com a rival, que sofre com a queda nas vendas. Durante a era da diversidade na indústria, houve uma mudança significativa com o lançamento da Savage X Fenty, que agora está prestes a se tornar líder global de lingeries, um mercado que deve atingir US$ 325 bilhões até 2025. As ações da controladora da Victoria’s Secret, a L Brands, caíram cerca de 50% nos últimos dois anos.

Em 2020, a Savage X Fenty contratou o Goldman Sachs para liderar uma arrecadação de fundos de US$ 100 milhões. A marca alegou que o capital levantado poderia ser canalizado não apenas para uma expansão para o mercado europeu, mas também para uma linha de roupas esportivas. Embora a empresa tenha sido lançada em 2018, Savage X Fenty está em posição de chegar à liderança global no mercado de lingerie até 2025, mesmo ano em que o mercado de activewear (moda casual e esportiva) feminino deve atingir um valor de US$ 216,9 bilhões.

Neste cenário, o VS Collective lançado pela Victoria’s Secret e a intenção da empresa tradicional de expandir seu catálogo para roupas esportivas enfrentarão uma competição imensa. Além do plano de expansão do Savage X Fenty, marcas femininas líderes neste espaço, como Athleta e Lululemon, dominam o mercado.

Se Rihanna conseguir os US$ 100 milhões em financiamento para a expansão, a marca Savage X Fenty pode chegar à avaliação de US$ 1 bilhão e seguir no caminho do crescimento de 200% nas vendas registradas no ano passado. Sem mencionar que Rihanna é um caso raro. A mulher negra caribenha recebeu investimentos de US$ 70 milhões da Marcy Venture Partners, do rapper Jay-Z, da Avenir Growth Capital e da TriplePoint Ventures desde a criação do Savage X Fenty em 2018.

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A participação da Victoria’s Secret no mercado caiu de cerca de 80% em 2016, para 65% em 2019. Com seu novo e mais inclusivo “VS Collective”, sete mulheres notáveis se tornarão o rosto da marca, incluindo a atriz Priyanka Chopra Jonas, a jogadora de futebol Megan Rapinoe, a esquiadora de estilo livre e futura atleta olímpica Eileen Gu, a modelo Paloma Elsesser, a modelo Adut Akech, a fotógrafa Amanda de Cadenet e a modelo brasileira Valentina Sampaio. Assim, a Victoria’s Secret espera reconquistar a fatia de mercado perdida.

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