Queridinho dos brasileiros, ações do Duolingo disparam 36% em estreia na Nasdaq

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Fundadores do Duolingo, Luiz Von Ahn e Severin Hacker celebram estreia em Wall Street

As ações do Duolingo terminaram o primeiro dia de negociação na Nasdaq com valorização de 36,28%, a US$ 139,00 no fechamento, levando a capitalização de mercado da companhia para próximo dos US$ 6 bilhões. A oferta de ações da startup de ensino de idiomas em Wall Street movimentou US$ 3,4 bilhões, com os papéis precificados acima da faixa indicativa de preço, a US$ 102,00.

A empresa possui 500 milhões de usuários, sendo 40 milhões ativos, e presença em 194 países. No Brasil, um dos maiores mercados do Duolingo, 30 milhões de usuários entre ativos e inativos.

De acordo com o levantamento do RankMyApp, o Duolingo foi o aplicativo de educação mais procurado por brasileiros na Play Store e na AppleStore em 2020. Contudo, até o momento, os Estados Unidos representam seu maior mercado, com 20% dos seus usuários, enquanto a Ásia corresponde a 15% da base de clientes do Duolingo.

Segundo o CFO da companhia, Matt Skaruppa, a edtech projeta ampliar sua força na América Latina. “O Brasil é um dos nossos três principais mercados”, comenta Skaruppa, acrescentando que, no país, o app é também uma ferramenta de mobilidade social.

De acordo com o prospecto registrado na SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, na sigla em inglês), o montante captado será usado para “propósitos corporativos gerais”, como capital de giro, despesas operacionais, dispêndios de capital e investimentos.

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O app

A plataforma, fundada em 2011, oferece aulas e exercícios gratuitos em 40 idiomas. No ano passado, a companhia teve crescimento de 34% em alunos ativos e 84% em pagantes, na comparação anual. Inglês, espanhol e francês são as três línguas mais procuradas.

O Duolingo Plus, assinatura premium do app, tem custo mensal de R$ 39,99, ou R$ 19,90 na assinatura anual.

Outro braço de atuação é o Duolingo English Test, uma avaliação online sob demanda de proficiência em inglês. Cerca de três mil programas de ensino superior aceitam os resultados do teste feito pelo Duolingo, como a universidade Yale, Stanford e o MIT (Massachusetts Institute of Technology).

Em 2020, a empresa lucrou aproximadamente US$ 16 milhões, com 344 mil exames aplicados ao custo de US$ 49,00.

O Duolingo investiu US$ 53 milhões em pesquisa e tecnologia em 2020, sendo que apenas nos três primeiros meses de 2021 já chegou a US$ 22 milhões, ou seja, a companhia alocou, entre janeiro e março deste ano, cerca de metade que foi aportado durante o ano passado inteiro.

Para continuar crescendo, a empresa deseja aumentar a base de assinantes do Duolingo Plus e expandir a plataforma para outros segmentos da educação, como alfabetização e matemática. Por enquanto, o Duolingo ABC, que ensina crianças a ler e escrever, está disponível apenas em inglês.

O portal TechCrunch apontou que a estreia do Duolingo na bolsa norte-americana é uma janela aberta para futuras edtechs abrirem capital. A HolonIQ, empresa voltada ao mapeamento do mercado educacional no mundo, acredita que antes de 2030 cerca de 100 empresas de educação devem estar listadas em bolsa.

Segundo a Abstartups (Associação Brasileira de Startups), as edtechs representaram em 2020 o maior segmento de startups no Brasil, 17,3%, de acordo com o Mapeamento de Comunidades 2020.

As operações em meio a pandemia

A companhia fundada por dois engenheiros obteve receita líquida de US$ 55,4 milhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 97% se comparado com os três primeiros meses de 2020 (R$ 28,1 milhões).

Segundo o documento registrado na SEC, 73% da receita é fruto do Duolingo Plus, 17% de publicidade que aparece aos usuários que não pagam a plataforma e 10% do Duolingo English Test.

Já o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) trimestral ficou em US$ 871 mil, superando o prejuízo de US$ 867 mil entre janeiro e março de 2020.

Há dois anos o Duolingo foi reconhecido como unicórnio após receber investimentos de US$ 30 milhões ao ser avaliado em US$ 1,5 bilhão em uma rodada Series F, liderada pelo Capital G – fundo de private equity da Alphabet, holding do Google.

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