Anapetro pede que Petrobras desista de rodada de licitações de blocos exploratórios

Grupo enxerga tomou decisão "dada a fragilidade ambiental e jurídica" de áreas em oferta.

Redação
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Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Anapetro justifica pedido à Petrobras por conta da fragilidade ambiental e jurídica de áreas em oferta

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A Anapetro (Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras) encaminhou hoje (26) requerimento à petroleira pedindo que ela não participe da 17ª Rodada de Licitações de blocos exploratórios neste ano, “dada a fragilidade ambiental e jurídica” de áreas em oferta, disse o grupo em comunicado.

A rodada está marcada para ocorrer em 7 de outubro, com a oferta de 92 blocos exploratórios marítimos nas bacias de Campos, Santos, Pelotas e Potiguar.

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Até o momento, além da Petrobras, estão inscritas outras seis petroleiras: Chevron, Shell, TotalEnergies, Ecopetrol, Karoon e Murphy. Outras companhias ainda poderão ter inscrições aprovadas pela reguladora ANP (Agência Nacional do Petróleo).

“Participar deste leilão é uma temeridade, dada a fragilidade ambiental e jurídica, e também um risco efetivo para a imagem da Petrobras, para a percepção do mercado sobre o futuro da empresa e para o preço das ações da companhia”, ressaltou o presidente da Anapetro, Mario Dal Zot, também diretor de Assuntos Jurídicos e Institucionais da FUP (Federação Única dos Petroleiros).

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Segundo a Anapetro, os blocos colocados a leilão estão em 14 áreas sensíveis ambientalmente, por serem reservas naturais estratégicas para a manutenção do meio ambiente equilibrado, como Abrolhos, Atol das Rocas e a Ilha de Fernando de Noronha.

A associação disse ainda que as áreas em oferta, que somam 53,93 mil quilômetros quadrados, abrigam 89 espécies ameaçadas aos blocos exploratórios, sendo 32% criticamente em perigo; 20% em perigo e 48% vulneráveis à extinção, segundo informações técnicas do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente).

O documento, destinado ao presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, e ao presidente do Conselho de Administração da empresa, Eduardo Bacellar Leal Ferreira, foi entregue um dia antes de reunião da AGE (Assembleia Geral Extraordinária) da estatal.

Dal Zot disse ainda que setores organizados da sociedade irão judicializar o processo, a exemplo do que ocorreu na 12ª Rodada, realizada em 2013, quando dezenas de blocos foram excluídos do processo licitatório devido a questões ambientais mesmo depois de terem sido leiloados.

A Anapetro pontuou ainda que várias ações e iniciativas contra a realização da 17ª Rodada já deram entrada na Justiça.

Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedido de comentários. (Com Reuters)

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