Após divórcio, Bill Gates deixa de ser a quarta pessoa mais rica do mundo

Bill Gates transferiu quase US$ 2,4 bilhões em ações para sua ex-esposa, Melinda, na última quinta-feira (5).

Rachel Sandler
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Kevin Mazur/Getty Images
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O casal anunciou a separação em maio deste ano, embora consultas com advogados tenham começado em 2019

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Melinda French Gates tem agora um patrimônio líquido de aproximadamente US$ 5,6 bilhões após receber uma série de transferências de ações do ex-marido Bill Gates. A dupla está em processo de divisão de bens depois que seu divórcio foi finalizado na semana passada.

As transações foram suficientes para fazer Bill perder seu lugar como a quarta pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking de bilionários em tempo real da Forbes. Com US$ 129,6 bilhões, o fundador da Microsoft agora vale um pouco menos do que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, e é agora a quinta pessoa mais rica do mundo.

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A empresa de investimentos de Bill, Cascade Investment LLC, passou quase US$ 2,4 bilhões em ações para Melinda apenas na quinta-feira (5), de acordo com novos registros da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês). As transferências de ações foram relatadas pela primeira vez pela “Bloomberg” ontem (9). Em maio, dias após o casal anunciar o divórcio, Bill transferiu US$ 3,2 bilhões em ações para Melinda.

Melinda recebeu 3,3 milhões de ações da AutoNation, no valor de cerca de US$ 392 milhões, de acordo com os arquivos da SEC. Ela agora possui 8,8% da varejista de automóveis. A Cascade também transferiu 2,8 milhões de ações da fabricante de equipamentos agrícolas Deere & Co., que atualmente valem US$ 1 bilhão, e 9,5 milhões de ações da Canadian National Railway Co., hoje avaliadas em US$ 1 bilhão.

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Não está claro quanto Melinda receberá no total. Ela também pode ter recebido outros bens do ex-marido, como participações em empresas privadas ou imóveis – situações em que não há exigência legal de divulgação pública. Além disso, a Cascade Investment não teria que divulgar uma transferência de ações se Bill detiver menos de 5% da empresa que emitiu os papéis. Os termos que ditam como a enorme fortuna do casal será dividida estão em um contrato de separação sigiloso que foi assinado antes de Bill e Melinda anunciarem seu divórcio, em maio.

Em sua petição inicial de divórcio, Bill e Melinda disseram que seu relacionamento estava “irremediavelmente rompido”. Melinda ficou supostamente angustiada com os encontros de Bill com o falecido predador sexual Jeffrey Epstein e começou a consultar advogados de divórcio já em 2019, de acordo com o “Wall Street Journal”. Um porta-voz de Bill também admitiu que ele teve um caso com uma funcionária da Microsoft em 2000, que foi investigado pelo conselho da empresa em 2019. Bill deixou o conselho da Microsoft em março de 2020, antes que a investigação fosse concluída, embora o porta-voz negue que ele tenha tomado essa decisão por causa do inquérito.

Na semana passada, Bill falou sobre seu relacionamento com Epstein pela primeira vez. Em uma entrevista a Anderson Cooper, da CNN, ele disse que foi um “grande erro” passar tempo com ele. “É um momento de reflexão e, agora, preciso seguir em frente”, acrescentou Bill. “Dentro da família, vamos nos recuperar da melhor forma que pudermos.”

Apesar da turbulência, Bill e Melinda prometeram permanecer copresidentes da Fundação Gates, que lançaram em 2000 e desde então se tornou a maior organização filantrópica do mundo. A entidade anunciou no mês passado que Melinda se demitirá em dois anos se sua parceria profissional com Bill não funcionar.

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