Bilionários self-made: 10 brasileiros que criaram suas próprias fortunas

A Forbes listou os superricos que saíram do zero para construir grandes patrimônios.

Mariangela Castro
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Eduardo Saverin, Jorge Paulo Lemann e Luiza Helena Trajano são alguns dos bilionários que lideraram o crescimento de seus próprios patrimônios

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A definição do que é ser uma pessoa de sucesso é pessoal, e pode variar conforme uma infinidade de variáveis, mas ninguém pode negar o êxito dos empreendedores que saíram do nada e construíram fortunas ao longo do tempo. Esse grupo de pessoas é popularmente conhecido como self-made.

O termo em inglês é utilizado para descrever empresários cujo sucesso é proveniente do próprio trabalho, e não de condições externas, como heranças. Alguns dos self-mades brasileiros adquiriram o status de bilionários após fundar a própria empresa, como é o caso de Candido Pinheiro, presidente do Grupo Hapvida, que abriu seu primeiro hospital em Fortaleza após economizar o dinheiro que recebia trabalhando como oncologista.

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Outros nomes, como Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, não foram os fundadores das empresas, mas os responsáveis pela expansão e pelo papel atual desempenhado pela companhia no setor.

Ainda que o tempo seja fator importante para uma empresa se consolidar no mercado, a lista de self-mades tem bilionários de todas as idades. Antonio Luiz Seabra, por exemplo, fundador da Natura Cosméticos, tem 78 anos e controla a Natura desde 1969. Já Eduardo Saverin, atualmente com 39 anos, cofundou o Facebook em 2004 e ocupa o topo do ranking.

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Abaixo, a Forbes elencou a trajetória de 10 dos principais bilionários self-mades do Brasil. Juntos, eles possuem patrimônio de US$ 98,7 bilhões. As fortunas foram estimadas com base no fechamento dos mercados ontem (4).

  • Eduardo Saverin

    Fortuna: US$ 19,7 bilhões

    Origem do patrimônio: nascido em São Paulo, Eduardo Saverin fundou o Facebook em 2004, ao lado de Mark Zuckerberg e mais três colegas, enquanto estudava na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

    A maior parte de sua fortuna é proveniente da rede social. Mas Saverin também empreendeu em outros negócios. Em 2016, lançou o fundo de risco B Capital, que investe em empresas de tecnologia da Ásia, Europa e América do Norte em estágio avançado, por meio de uma Spac nos Estados Unidos.

    Getty Images
  • Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira

    Fortuna: US$ 16,4 bilhões, US$ 11,3 bilhões e US$ 8,5 bilhões respectivamente.

    Origem do patrimônio: os três empresários brasileiros possuem participação majoritária na AmBev, maior cervejaria do mundo. Eles também são donos da holding Restaurant Brands International, que controla a rede de fast-food Burger King, a empresa de alimentos Kraft Heinz e a varejista Lojas Americanas.

    Os três estudaram economia e administração: Lemann em Harvard e Telles e Sicupira na Universidade Federal do Rio de Janeiro. O trio trabalha junto desde 1973, ano em que Telles e Sicupira ingressaram na corretora Garantia, que na época já era administrada por Jorge Paulo Lemann.

    Desde então, a trajetória dos empresários foi marcada por grandes decisões. Em 1982, o trio comprou as Lojas Americanas. Sete anos depois, adquiriram a cervejaria Brahma que, dez anos mais tarde, se juntou à cervejaria Antarctica, criando a AmBev. A se tornou a maior cervejaria do mundo após a fusão com a fabricante belga Interbrew.

    Outro investimento de sucesso do trio ocorreu em 2004, quando eles fundaram a empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Alexandre Behring.

    Arte / Forbes
  • Jorge Neval Moll Filho

    Fortuna: US$ 13 bilhões

    Origem do patrimônio: estimado como a terceira pessoa mais rica do país, o cardiologista Jorge Neval Moll Filho é fundador da Rede D’Or, um dos maiores conglomerados de hospitais do Brasil. Sua carreira iniciou em 1977, quando o médico decidiu começar um laboratório de imagens para diagnósticos de saúde, conhecido como Cardiolab.

    No mesmo ano, Moll inaugurou o Grupo Lab e, em 2000, o Copa D’Or., que seria a primeira unidade hospitalar com conceito de hotelaria da rede. Os negócios cresceram e, atualmente, a Rede D’Or possui mais de 40 hospitais ao redor do país, incluindo os que levam o nome São Luís.

    Reprodução / São Luiz
  • Alexandre Behring

    Fortuna: US$ 7,2 bilhões

    Origem do patrimônio: aos 54 anos, Alexandre Behring possui uma agenda corrida: ele atua como presidente da Kraft Heinz, é copresidente da Restaurant Brands International e é cofundador da empresa de investimentos 3G Capital, ao lado de Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, que conheceu em 1995 durante seu MBA em Harvard.

    Behring abriu sua primeira empresa em 1989, chamada Modus OSI Tecnologias, porém o negócio foi finalizado em 1993. Ele trabalhou na GP Investimentos durante dez anos e também foi diretor da AmBev, antes de se dedicar com exclusividade à 3G Capital, fundada em 2004. O empresário estreou na lista de bilionários da Forbes em 2020.

    Dimitrios Kambouris/Getty Images
  • Alceu Elias Feldmann

    Fortuna: US$ 5,9 bilhões

    Origem do patrimônio: Alceu Elias Feldmann é o self-made fundador do Grupo Fertipar, empresa de fertilizantes. Após se formar em agronomia pela Universidade Federal do Paraná, Feldmann iniciou sua carreira como vendedor de fertilizante na Ultrafértil, percorrendo diferentes cidades do país.

    Em 1980, ele fundou a Fertipar em um armazém alugado, na cidade de Paranaguá. A localização foi importante para que a empresa tivesse sucesso e, poucos anos depois, expandisse para outras cidades da região. Atualmente, a Fertipar é responsável por 15% do mercado brasileiro de defensivos agrícolas. Feldmann é o atual presidente da empresa e do conselho de administração, controlando 85% da gigante do agronegócio.

    Reprodução/Forbes
  • Luiza Helena Trajano

    Fortuna: US$ 4,5 bilhões

    Origem do patrimônio: Luiza Helena Trajano é a acionista majoritária da varejista Magazine Luiza, detentora de mais de 1.000 lojas no Brasil e um dos principais players do comércio eletrônico nacional. Ainda que a primeira unidade da rede tenha sido fundada pelos tios de Luiza, foi ela quem liderou a expansão da marca e a transição para o varejo online, que atualmente corresponde por quase 40% do faturamento do Magalu.

    A empresária começou a trabalhar de maneira informal no comércio da família aos 12 anos e, efetivamente, aos 18 anos, como aprendiz, passando por diferentes funções até se tornar CEO, em 1991. Atualmente, ela é considerada a brasileira mais rica do mundo, segundo estimativas da Forbes.

    Tomas Arthuzzi
  • Candido Pinheiro

    Fortuna: US$ 3,6 bilhões

    Origem do patrimônio: o empresário Candido Pinheiro é também um self-made da área da saúde. Oncologista, ele economizou o dinheiro que recebia com sua prática médica para abrir um hospital na cidade brasileira de Fortaleza, em 1979, hoje conhecido como Hospital Antonio Prudente.

    Com o tempo, sua empresa expandiu e Pinheiro comprou outros hospitais e clínicas na cidade, criando o Grupo Hapvida. Em 1993, finalmente, o empresário criou o plano Hapvida Saúde e conquistou o mercado do Ceará. A expansão resultou em mais aquisições ao longo dos anos e, em 2018, o Grupo Hapvida estreou na Bolsa de Valores. A companhia segue presidida pelo médico e atualmente possui 25 hospitais com presença em 11 estados brasileiros.

    Divulgação
  • Walter Faria

    Fortuna: US$ 2,9 bilhões

    Origem do patrimônio: nascido no Rio de Janeiro, o empresário Walter Faria adquiriu a pequena cervejaria Petrópolis em 1998 e, em 15 anos, transformou o Grupo em uma das maiores empresas de cerveja e bebidas do Brasil, detentora de marcas como Itaipava e Crystal.

    Faria já trabalhava com cerveja no início da década de 1990, já que possuía um cargo de comando na distribuidora da Schincariol. Após a compra da Petrópolis, Faria investiu de forma agressiva no marketing da companhia, estratégia que favoreceu o seu crescimento. O grupo é a única grande cervejaria 100% brasileira e tornou-se a vice-líder em vendas no território nacional.

    Reprodução/YouTube
  • Guilherme Benchimol

    Fortuna: US$ 2,9 bilhões

    Origem do patrimônio: Guilherme Benchimol começou sua carreira como estagiário em uma corretora de valores, aos 18 anos. Se formou em economia e, após ser demitido de seu último emprego na corretora do Grupo Bozano, decidiu fundar a XP Investimentos. Com capital inicial de R$ 10 mil em 2001, a empresa nasceu voltada para a educação financeira.

    Hoje, a XP é a maior assessoria de investimentos do país, dona das corretoras Rico e Clear, com cerca de R$ 817 bilhões em ativos sob custódia. Em 2019, a XP abriu capital na Nasdaq, nos Estados Unidos, movimentando US$ 2,25 bilhões e foi avaliada em US$ 14,9 bilhões. Benchimol segue como acionista majoritário da empresa.

    Divulgação
  • Antonio Luiz Seabra

    Fortuna: US$ 2,8 bilhões

    Origem do patrimônio: a fortuna de Antonio Luiz Seabra é proveniente da Natura Cosméticos, empresa fundada pelo empreendedor com apenas 27 anos em 1969. O modelo de negócios da Natura era baseado em venda direta, semelhante à concorrente norte-americana Avon (que agora é também da Natura).

    Após 52 anos de história, a empresa possui 1,4 milhão de consultoras que atuam na venda de produtos de porta em porta, além de lojas físicas. A marca também está presente na França e em outros seis países na América Latina. Em 2017 a Natura adquiriu a cadeia de cosméticos britânica The Body Shop por mais de US$ 1 bilhão. O empresário ainda atua como copresidente do conselho da empresa e defende estratégias voltadas à preservação do meio ambiente.

    Divulgação

Eduardo Saverin

Fortuna: US$ 19,7 bilhões

Origem do patrimônio: nascido em São Paulo, Eduardo Saverin fundou o Facebook em 2004, ao lado de Mark Zuckerberg e mais três colegas, enquanto estudava na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

A maior parte de sua fortuna é proveniente da rede social. Mas Saverin também empreendeu em outros negócios. Em 2016, lançou o fundo de risco B Capital, que investe em empresas de tecnologia da Ásia, Europa e América do Norte em estágio avançado, por meio de uma Spac nos Estados Unidos.

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