Criptomoedas ganham mercado como estratégia para diversificação

Ativos seguem regras próprias de negociação e têm pouca correlação com outras formas de investimentos, afirmam especialistas.

Mariangela Castro
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MicrovOne/Getty Images
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Cotação do bitcoin ultrapassou US$ 50 mil na segunda-feira (23) pela primeira vez desde maio deste ano

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Apesar da sua volatilidade, as criptomoedas são um importante recurso para diversificar portfólios. É o que pensam os os especialistas Marcelo Sampaio, CEO da fintech de criptoativos Hashdex, e Reinaldo Rabelo, CEO da corretora Mercado Bitcoin, que participaram de evento promovido pela XP Inc hoje (24). O debate foi mediado por Jennie Li, estrategista de ações da XP, e Julia Aquino, analista quantitativa da Rico.

Segundo os executivos, o mercado de criptomoedas tem um comportamento bastante diferente do mercado financeiro tradicional. A negociação, por exemplo, ocorre 24 horas por dia, sem abertura ou fechamento de pregão, e sem regulação. Essas características fazem com que seja um mercado sensível, aponta Rabelo, com volatilidade elevada.

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No entanto, elas também colaboram para que o ativo tenha pouca correlação com outras formas de investimento. Sampaio explica que, como o funcionamento das criptomoedas é significativamente diferente daquele dos mercados tradicionais, o uso desses ativos na composição de um portfólio pode ser interessante para a proteção de patrimônio.

“A correlação entre o mercado de cripto e o tradicional vai aumentar à medida que as criptomoedas são adotadas. No início da pandemia, por exemplo, foi um mercado que caiu como todos os outros, mas se recuperou muito antes”, diz ele.

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Para que investimentos em criptoativos sejam mais atrativos com o tempo, os CEOs acreditam que a criação de regulamentações é necessária e positiva. Não por acaso, golpes de hackers com criptomoedas podem varrer bilhões de empresas e corretoras.

“A culpa não é da tecnologia, e sim dos criminosos. Tudo que é novo pode ser alvo de crimes ou ser utilizado para o desenvolvimento social. Já temos algumas propostas de regulamentações, e o mercado vai se adaptar”, defende Rabelo.

A mesa também discutiu as aplicações de criptomoedas e blockchain (tecnologias usadas nas negociações desses ativos) no mundo real. Entre os destaques, os especialistas acreditam no uso de contratos inteligentes, transações digitais e NFTs, além do bitcoin como reserva de valor. “Talvez as utilidades mais legais ainda nem tenham sido inventadas”, diz Sampaio.

Além de as criptomoedas serem usadas para a diversificação, os debatedores ressaltaram a importância de vê-las como investimentos duradouros. Eles alertam, no entanto, que não existe consenso no mercado a respeito de seus preços no longo prazo.

Ainda assim, os dois CEOs acreditam que as criptomoedas atualmente em negociação estão baratas. “O preço pago por não ter um criptoativo em sua carteira será muito maior”, afirma Sampaio.

Para aqueles que querem começar a investir no mercado, Rabelo orienta principalmente estudo e conhecimento de novas tendências e tecnologias. “Estar conectado com isso será um enriquecimento pessoal. É importante conhecer, estudar e aprender, além de investir”, diz. Sampaio, por sua vez, recomenda que o investimento inicial em criptoativos corresponda a não mais que 1% do patrimônio do investidor.

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