Empresas chinesas negociadas nos EUA perdem mais de US$ 150 bilhões em valor de mercado na semana

Papéis das 10 principais companhias do país asiático acumularam queda de 15% nesta semana em Nova York.

Jonathan Ponciano
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Charles Platiau/Reuters
Charles Platiau/Reuters

Jack Ma, CEO da gigante do e-commerce Alibaba; ação da companhia liderou quedas na semana em Wall Street

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As ações das gigantes de tecnologia chinesas negociadas nos Estados Unidos lutaram para reduzir suas perdas nesta semana em meio às preocupações sobre os esforços do país asiático para impor novas regulamentações para empresas de capital aberto. A perda combinada no valor de mercado supera os US$ 150 bilhões para as 10 maiores ações de companhias da China listadas nos EUA, um recuo combinado de 15% na semana.

Os papéis da gigante do comércio eletrônico Alibaba, a maior empresa chinesa negociada nos EUA, estiveram entre os destaques negativos, com queda de mais de 15% na Bolsa de Valores de Nova York na semana, para US$ 157, e diminuindo sua capitalização de mercado para US$ 424 bilhões.

Outros varejistas online, como JD.com e Pinduoduo registraram perdas semelhantes, eliminando cerca de US$ 20 bilhões e US$ 10 bilhões em valor de mercado nesta semana, respectivamente, apesar dos pequenos ganhos registrados ontem.

“A China continua sendo uma grande fonte de preocupação global”, escreveu o analista Adam Crisafulli, da Vital Knowledge Media, apontando para o fortalecimento da campanha regulatória do país contra corporações e ações que exigências para que empresas de educação online para crianças encerrem seus lucrativos negócios no país.

As ações chinesas amargaram quedas profundas desde terça-feira, quando o presidente Xi Jinping prometeu redistribuir a riqueza do país regulando “rendas excessivamente altas” – estimulando uma liquidação que esmagou ações de empresas europeias de luxo com grandes negócios na China, como da LVMH e da holding francesa Kering, dona de marcas de luxo, como a Gucci.

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Em questão de semanas, a China introduziu regulamentações severas visando grandes áreas de sua economia e mostrando aos investidores como pode ser arriscado investir em seu mercado, escreveu Tom Essaye, autor do Sevens Report, em nota. “Sim, há um mercado enorme e muito potencial de crescimento, mas obviamente existem riscos regulatórios que parecem estar crescendo a cada mês”, disse Essaye.

Na semana passada, as autoridades divulgaram um plano abrangente de cinco anos cobrindo praticamente todos os setores da economia. Na quarta-feira, os reguladores de mercado da China publicaram uma longa lista de projetos para criação de regras visando empresas de tecnologia, impedindo-as de usar dados para influenciar as escolhas dos consumidores, “atividades de sequestro de tráfego”, entre outras coisas.

“Isso tudo é um lembrete gritante de que a atual repressão regulatória de Pequim não vai ceder”, disse o analista da Wedbush, Dan Ives, em nota na quinta-feira, prevendo que as ações de tecnologia dos EUA devem se beneficiar da repressão direcionada ao setor na China no próximo ano. “O medo de mais regulamentação na China é uma grande preocupação para os investidores e, no final das contas, causará mais uma rotação do setor de tecnologia da China, para a tecnologia dos EUA”, avalia.

O índice Nasdaq Golden Dragon China, que acompanha as negociações das empresas chinesas nos Estados Unidos, caiu 9% nesta semana e acumula queda de 51% em relação ao recorde histórico de fevereiro.

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