Filho de Joseph Safra irá contestar na Justiça testamento bilionário

Família Safra afirmou desconhecer existência do processo e disse que o patriarca "tomou todas as precauções necessárias para que seus atos de última vontade fossem devidamente respeitados"

Redação
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Joseph Safra deixou fortuna estimada em US$ 16 bilhões quando faleceu, em 2020

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Um dos filhos do falecido banqueiro Joseph Safra planeja contestar na Justiça suíça o testamento do pai, que o deixou de fora da partilha da herança de seu pai, segundo o jornal O Globo.

Alberto Safra, 41 anos, ajuizou uma ação em um tribunal de Nova York pedindo autorização para buscar provas nos Estados Unidos para subsidiar seu pleito. Em nota, a família Safra afirmou desconhecer a existência do processo. “O Sr. Joseph Safra tomou todas as precauções necessárias para que seus atos de última vontade fossem devidamente respeitados.
Esta contestação é a posição isolada de apenas um dos filhos que não condiz com a verdade do fatos”, diz o comunicado.

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Joseph Safra morreu em dezembro de 2020, aos 82 anos, e deixou uma fortuna de US$ 16 bilhões para os seus herdeiros. Sua esposa, Vicky Safra, ocupa a posição 339 da lista de bilionários da Forbes, com fortuna estimada em US$ 7,4 bilhões. Os quatro filhos adultos do casal, David, Esther, Jacob e Alberto, estão no 358º lugar, com um patrimônio conjunto de US$ 7,1 bilhões.

Joseph herdou em 1955 o banco fundado pelo pai, Jacob (1891-1963), e assumiu a liderança dos negócios ao lado dos irmãos, Edmond e Moise. Depois da morte de Edmond (1999), o bilionário comprou a participação de Moise, em 2006, por um valor não revelado.

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O bilionário tinha investimentos imobiliários em algumas das principais metrópoles ao redor do globo e era dono, ao lado do bilionário José Cutrale, da gigante Chiquita Brands, maior produtora de bananas do mundo.

Alberto alega que o pai, que lutava contra o mal de Parkinson nos últimos anos de sua vida, foi influenciado a mudar seu testamento em 2019 – as alterações teriam deixado o filho fora da partilha.

“O Sr. Safra não estava sob nenhuma condição, naquele momento, de voluntária e conscientemente fazer mudanças em seus testamentos, muito menos mudanças que privariam o peticionário, um filho devotado que havia servido lealmente a seu pai durante anos nos negócios da família, de sua herança legítima”, argumentou Alberto em documentos judiciais apresentados em um tribunal federal de Manhattan, segundo O Globo.

 

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