Forbes Radar: Cyrela, Lojas Renner, Americanas, Raízen e outros destaques corporativos

Últimas notícias sobre: Azul, Enauta, CCR, Eztec, Energisa e Magazine Luiza.

Artur Nicoceli
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No Forbes Radar de hoje (13), empresas divulgam balanço financeiro do segundo trimestre e grande maioria inverte prejuízo líquido arrecadado entre abril e junho de 2020. A Embraer teve lucro líquido de R$ 212,8 milhões, revertendo prejuízo de R$ 1 bilhão, a Raízen tinha R$ 332,8 milhões negativo e conquista R$ 800,5 milhões e a Arezzo declarou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 132,5 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Azul (AZUL4)

A Azul reportou ontem (12) lucro líquido de R$ 1,16 bilhão para o segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 1,62 bilhão sofrido um ano antes, ajudado pela aceleração da vacinação no Brasil e efeito cambial.

A receita líquida total cresceu quatro vezes no período, para R$ 1,7 bilhão, enquanto o total de custos e despesas operacionais subiu 72,1%, para R$ 2,1 bilhões, refletindo a retomada de voos conforme medidas de isolamento social são retiradas.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou negativo em R$ 50,9 milhões, ante resultado negativo de R$ 324,3 milhões um ano antes.

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A Azul registrou um ganho não-monetário em moeda estrangeira de R$ 2,3 bilhões no período, principalmente devido à apreciação do real em relação ao dólar, resultando em uma diminuição nas dívidas denominadas em moeda estrangeira.

A companhia aérea disse que encerrou o trimestre com um recorde de R$ 5,5 bilhões de liquidez imediata, incluindo caixa, equivalentes de caixa, investimentos e recebíveis de curto prazo. Isto representa 90,4% da receita dos últimos doze meses.

A dívida bruta total subiu em R$ 995,5 milhões no final de junho, para R$ 20,4 bilhões, principalmente devido à captação de US$ 3 bilhões, que foi parcialmente compensada pela apreciação do real em relação ao dólar e ao pagamento de arrendamentos e passivos.

Enauta (ENAT3)

A petroleira Enauta reportou na noite de um lucro líquido de R$ 635,7 milhões no segundo trimestre de 2021, salto de 464,2% na comparação anual e maior resultado da história da companhia, puxado pela incorporação de uma fatia adicional de 50% no Campo de Atlanta, no valor de R$ 542,1 milhões.

O lucro líquido obtido no período, que também reverte prejuízo de R$ 15,8 milhões visto no primeiro trimestre deste ano, ainda refletiu aumento do resultado operacional, principalmente no Campo de Atlanta, conforme a companhia.

Segundo a empresa, o Ebitda alcançou R$ 1,067 bilhão no período, alta de 241,7% em relação à mesma etapa de 2020, também influenciado pela incorporação da participação adicional em Atlanta.

A receita líquida da Enauta no segundo trimestre apresentou aumento de 43,3% em comparação anual, a R$ 349,4 milhões, puxada por um salto de 300% na receita do Campo de Manati e pela alta do petróleo Brent, enquanto a posição de caixa líquido avançou em 27,3%, para R$ 2,03 bilhões.

A dívida líquida da empresa cresceu 35,1%, para R$ 1,84 bilhão, com a alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitdax (Ebitda + despesas de exploração com poços secos ou subcomerciais) atingindo 1,2 vez, versus 1,4 vez ao final do segundo trimestre do ano passado.

Em termos operacionais, a Enauta reportou produção total de 1,56 milhão de barris de óleo equivalente, alta de 8,7% no ano a ano, com um salto de 211,4% na produção de gás compensando queda de 42,1% no bombeamento de petróleo.

CCR (CCRO3)

O grupo de concessões de infraestrutura CCR teve lucro líquido ajustado de R$ 294,4 milhões no segundo trimestre, revertendo resultado negativo de um ano antes.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda, também ajustado, de cerca de R$ 1,4 bilhão, avanço de 63,7% sobre o desempenho de um ano antes.

A receita líquida somou R$ 2,3 bilhões, crescimento de 30,4%.

O grupo terminou junho com uma relação dívida líquida sobre Ebitda de 2,3 vezes ante 2,7 vezes ao final do primeiro semestre do ano passado.

Eztec (EZTC3)

A construtora Eztec teve lucro líquido de R$ 139,5 milhões no segundo trimestre, forte avanço sobre os R$ 68 milhões apurados no mesmo período de 2020.

A companhia teve Ebitda de R$ 109,4 milhões, praticamente o dobro em relação aos R$ 54,6 milhões obtidos no segundo trimestre do ano passado.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido da Eztec em R$ 118,9 milhões no trimestre, segundo dados da Refinitiv.

A empresa teve receita líquida de R$ 288,75 milhões no trimestre, ante cerca de R$ 153 milhões um ano antes. A margem bruta, porém, caiu para 45,6% de 51,2% divulgados um ano antes.

Energisa (ENGI11)

A elétrica Energisa reportou lucro líquido consolidado de R$ 749 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo o prejuízo de R$ 88 milhões apurado em igual período do ano passado.

O Ebitda ajustado consolidado da empresa somou R$ 1,498 bilhão, salto de 86,8% na comparação anual.

As vendas de energia da empresa cresceram 7,9% na comparação anual, para 9.049 gigawatts-hora (GWh), com todas as classes apresentando resultado positivo, o que configura uma “forte recuperação”, segundo relatório da companhia.

A dívida líquida consolidada da empresa totalizou R$ 13,9 bilhões em junho, contra R$ 14,22 bilhões ao final do trimestre anterior. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, atingiu 2,5 vezes, redução de 1,2 vez ante o segundo trimestre de 2020.

Magazine Luiza (MGLU3)

O Magazine Luiza passou de prejuízo para lucro no segundo trimestre, uma vez que a disparada das vendas nas lojas físicas com a flexibilização das medidas de isolamento reforçou o faturamento das operações online.

De abril a junho, as vendas totais do grupo cresceram 60,5%, para R$ 13,7 bilhões, refletindo aumento de 46,4% no e-commerce e de 111,6% nas lojas físicas.

O relatório cita números da consultoria GFK, segundo os quais a participação de mercado do Magazine Luiza no trimestre subiu 3,7 pontos percentuais sobre um ano antes.

No trimestre, o resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização) ajustado cresceu 209% ano a ano, para R$ 455,4 milhões, com avanço de 2,5 pontos percentuais na margem. O Magazine Luiza teve de abril a junho lucro líquido ajustado atingiu R$ 89 milhões, ante prejuízo de R$ 62 milhões um ano antes.

BRF (BRFS3)

A companhia de alimentos BRF registrou prejuízo líquido de R$ 199 milhões no segundo trimestre de 2021, revertendo lucro de R$ 307 milhões visto no mesmo período do ano passado.

Segundo a BRF, o prejuízo decorre de maiores despesas financeiras, cujos principais impactos foram a atualização do valor justo da opção de venda relacionada à combinação de negócios da Banvit e os juros associados ao endividamento, contingências, arrendamentos e passivos atuariais da empresa.

A companhia também informou que, considerando o total societário, o prejuízo líquido no trimestre atingiu R$ 240 milhões.

Já o Ebitda ajustado da BRF somou R$ 1,271 bilhão no período, avanço de 23,2% na comparação anual.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner informou queda de 76,4% no lucro líquido do segundo trimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, pressionda em parte por expansão nas despesas operacionais.

A empresa teve lucro líquido de R$ 193 milhões, ante expectativa média de analistas de R$ 131,7 milhões, segundo dados da Refinitv.

A companhia apurou um Ebitda ajustado de R$ 330 milhões, incluindo produtos financeiros e arrendamentos, queda de quase 35% sobre o desempenho de um ano antes, quando várias empresas do país foram beneficiadas por medidas de auxílio editadas pelo governo para fazer frente ao isolamento social.

As despesas somaram cerca R$ 837,5 milhões, quase o dobro de um ano antes.

O grupo, que tem apostado em digitalização de suas vendas seguindo tendência exacerbada pela pandemia, registrou salto de 66,5% nas vendas online, para R$ 414,5 milhões.

A receita líquida de venda de mercadorias disparou para R$ 2,26 bilhões, 318% acima de um ano antes e 11,8% maior que o faturamento obtido no segundo trimestre de 2019.

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela divulgou seu lucro líquido de R$ 267 milhões para o segundo trimestre, evolução de 39% sobre os três primeiros meses do ano e forte incremento sobre o resultado positivo de R$ 68 milhões de um ano antes.

Analistas, em média, esperavam lucro líquido de cerca de R$ 209 milhões para a companhia de abril ao fim de junho, segundo dados da Refinitiv.

A empresa apurou uma margem bruta de 36,6%, 6,4 pontos acima do obtido um ano antes e 2 pontos acima do primeiro trimestre. A geração de caixa somou R$ 87 milhões, ante consumo de 61 milhões um ano antes e 70 milhões de geração nos três primeiros meses de 2021.

A empresa, que já havia divulgado prévia operacional do período em meados de julho, viu a receita líquida mais que dobrar em relação ao segundo trimestre do ano passado, para R$ 1,18 bilhão, em meio a um crescimento de 204,5% nas vendas contratadas.

O número de lançamentos da empresa no segundo trimestre foi de 19 ante 3 um ano antes.

JBS (JBSS3)

A administração da companhia de alimentos JBS informou em conferência de resultados do segundo trimestre que vai pagar pelas recentes aquisições anunciadas no segundo semestre do ano, sem aumentar a alavancagem.

Em balanço financeiro, a JBS mostrou alavancagem de 1,73 vez, e a manteve abaixo de 2 vezes em dólares nos últimos 12 meses.

Na semana passada, a JBS anunciou acordo para adquirir todas as ações emitidas pela australiana Huon Aquaculture, em acordo de R$ 2,1 bilhões que marca a entrada da empresa brasileira no setor de aquicultura.

Ao mesmo tempo, o conselho de administração da JBS aprovou o envio de uma carta-proposta à Pilgrim’s Pride para aquisição da totalidade das ações ordinárias em circulação de emissão da companhia, com o objetivo de realizar o fechamento de capital da empresa norte-americana.

A oferta é de US$ 26,50 para cada ação da PPC, conforme fato relevante publicado pela companhia brasileira.

“Caso a proposta seja aceita, a JBS fará a aquisição por meio de uma de suas subsidiárias nos Estados Unidos e a PPC poderá se tornar sua subsidiária integral”, disse a JBS, que atualmente já detém 80,21% das ações de emissão da Pilgrim’s Pride por meio de suas subsidiárias.

De acordo com a empresa, a proposta está condicionada à aprovação de um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da Pilgrim’s Pride e à aprovação da maioria dos titulares de direitos de votos atrelados aos papéis da PPC que não sejam detidos pela JBS.

A Pilgrim’s Pride, hoje listada na Nasdaq, atua nos mercados de frangos e suínos da América do Norte e Europa.

Ecopetrol (E1CO34)

A petroleira estatal colombiana Ecopetrol concordou em comprar a participação de 51,4% do governo no conglomerado ISA por 14,2 trilhões de pesos (US$ 3,58 bilhões).

A Ecopetrol vai comprar cerca de 569,5 milhões de ações da ISA por 25.000 pesos cada, afirmou.

A assinatura do acordo ocorre em um momento em que o país andino enfrenta pressões fiscais causadas pelo impacto da pandemia do coronavírus e fornecerá recursos para atender a essas necessidades, ao mesmo tempo que promove a transição energética da Colômbia, disse o ministro da Fazenda, José Manuel Restrepo.

Facebook (FBOK34)

O Reino Unido pode exigir que o Facebook venda a Giphy depois que o regulador de concorrência do país disse que sua investigação concluiu que o acordo entre as duas empresas prejudicaria o mercado de publicidade gráfica.

O Facebook, a maior empresa de mídia social do mundo, comprou o Giphy, um site para criar e compartilhar imagens animadas, ou GIFs, em maio do ano passado para integrá-lo com seu aplicativo de compartilhamento de fotos, o Instagram. O negócio foi avaliado em US$ 400 milhões pela Axios.

A Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês) iniciou uma investigação sobre o negócio em janeiro e, em abril, encaminhou o negócio para uma investigação aprofundada.

A CMA descobriu que, antes do acordo com o Facebook, a Giphy estava considerando expandir seus serviços de publicidade paga oferecidos nos Estados Unidos para outros países, incluindo o Reino Unido. No entanto, o Facebook encerrou as parcerias de publicidade de Giphy após o acordo, de acordo com o regulador.

Light (LIGT3)

A Light registrou lucro líquido de R$ 3,2 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 44,7 milhões apurado no mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 385,9 milhões, alta de 166% comparado com os R$ 144,7 milhões conquistado entre abril e junho de 2020.

Walt Disney (DISB34)

Os ganhos da Walt Disney Co superaram as estimativas de Wall Street para o último trimestre, conforme seus serviços de streaming captaram novos assinantes e a unidade de parques temáticos atingida pela pandemia voltou à lucratividade.

De abril a 3 de julho, a Disney registrou um lucro de US$ 0,80 por ação, excluindo certos itens. Wall Street esperava US$ 0,55 por papel, de acordo com a projeção média de analistas consultados pela Refinitiv.

Os parques temáticos da Disney receberam mais visitantes conforme as restrições por conta da pandemia foram aliviadas. A receita para os parques temáticos cresceu pela primeira vez nos últimos cinco trimestres, atingindo US$ 4,34 bilhões.

O lucro líquido dessa divisão, que inclui produtos de consumo, atingiu US$ 356 milhões, ante um prejuízo de quase US$ 1,9 bilhão um ano antes, quando muitos parques da Disney estavam fechados. Os parques dos EUA tiveram um lucro de US$ 2 milhões, enquanto os parques internacionais tiveram um prejuízo de US$ 210 milhões.

Disney+, Hulu e ESPN+ – as três plataformas de assinaturas online da empresa – ganharam cerca de 15 milhões de novos assinantes, totalizando quase 174 milhões. Disney+ tinha 116 milhões de clientes pagantes no final do trimestre, um pouco acima do consenso de 115,2 milhões de analistas pesquisados pela FactSet.

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Sabesp (SBSP3)

A Sabesp mais do que dobrou seu lucro no segundo trimestre, refletindo sobretudo efeito da valorização do real contra o dólar, o que ofuscou a receita praticamente estável.

A companhia de saneamento do Estado de São Paulo anunciou que seu lucro de abril a junho somou R$ 773,1 milhões, um salto de 104,4% ante mesma etapa de 2020.

Porém, o resultado veio pouco abaixo da previsão de analistas compilada pela Refinitiv, de R$ 819,5 milhões.

Já o resultado operacional da empresa medido pelo Ebitda ajustado somou R$ 1,4 bilhão no trimestre, queda de 8,1% ano a ano e também inferior aos R$ 1,8 bilhão previstos por analistas.

No trimestre, a receita líquida da Sabesp, de R$ 4,6 bilhões, foi apenas 3,7% maior do que um ano antes, enquanto os custos e despesas cresceram 14,6%, para R$ 2,7 bilhões.

Porém, o resultado financeiro, que passou de R$ 675,5 milhões de despesas no segundo trimestre de 2020 para R$ 248,8 milhões positivos neste ano, garantiram a melhora da última linha.

Natura&Co (NTCO3)

A Natura & Co divulgou lucro de cerca de R$ 235 milhões para o segundo trimestre, revertendo prejuízo do ano anterior, graças às estratégias aprimoradas de ecommerce e integração com a norte-americana Avon.

O resultado operacional medido pelo Ebitda caiu 3,4% sobre um ano antes, para R$ 630 milhões.

Apesar do impacto da pandemia no setor global de beleza e cuidados pessoais, a empresa informou que suas quatro marcas – The Body Shop, Avon, Aesop e Natura – tiveram vendas maiores no período.

O presidente-executivo, Roberto Marques, disse no balanço que a Natura está no caminho certo para cumprir suas metas para 2023. Em abril, a empresa estabeleceu como objetivo atingir entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões de receita líquida até 2023 e margem Ebitda de dois dígitos.

As ações de vendas sociais e ecommerce, tendência crescente no setor de cosméticos, e as vendas online contribuíram com 51% das vendas totais da Natura neste ano e ajudaram a compensar o impacto da pandemia.

CPFL (CPFE3)

A CPFL Energia registrou lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no segundo trimestre de 2021, salto de 143,6% ante igual período do ano passado, em meio a uma retomada no consumo de eletricidade no país, informou a empresa.

O Ebitda consolidado atingiu R$ 2 bilhões, avanço de 70% na comparação anual, acrescentou a CPFL, do grupo chinês State Grid.

As vendas de energia na área de concessão da empresa totalizaram 16.881 gigawatts-hora no período, de acordo com a CPFL.

No segmento de geração, Estrella destacou um bom desempenho do vento nos parques eólicos da empresa, o que levou a um aumento de 38,2% na geração eólica, e ressaltou que os reajustes contratuais também favoreceram o resultado do trimestre, uma vez que boa parte deles estão atrelados ao IGP-M.

A CPFL ainda reportou receita operacional líquida de R$ 8,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, alta de 34,3% no ano a ano, enquanto os investimentos avançaram em 57,2%, para R$ 1 bilhão.

A dívida líquida da empresa fechou o trimestre em R$ 15,6 bilhões, alta de 6,7%, enquanto a relação entre dívida líquida e Ebitda, que mede a alavancagem da companhia, atingiu 1,88 vez, versus 2,29 vezes em junho do ano passado.

A elétrica também citou a aquisição de 66,1% da gaúcha CEEE-Transmissão por R$ 2,6 bilhões, em leilão de privatização realizado em meados de julho, no qual superou empresas como Isa Cteep, Energisa e Mez Energia.

Alliar (AALR3)

A Alliar, terceiro maior grupo de medicina diagnóstica do país, apresentou resultados positivos no segundo trimestre de 2021, consolidando o terceiro trimestre consecutivo de crescimento. O destaque foi a evolução de R$ 96,7 milhões no lucro líquido ano contra ano, totalizando R$ 11,6 milhões e revertendo prejuízo do mesmo período em 2020 fortemente impactado pela pandemia.

O CEO da Alliar, Fernando Terni, que assumiu a liderança da companhia, destaca que a receita bruta do período foi de R$ 305,3 milhões, com crescimento orgânico de 102.4% em relação ao segundo trimestre de 2020. O resultado otimista mostra que, mesmo afetado pela segunda onda da Covid-19, a expectativa para o segundo semestre é positiva, uma vez que o ritmo da vacinação acelera. No acumulado do ano, a receita bruta totalizou R$ 612,2 milhões, sendo a melhor performance histórica da Alliar, com crescimento orgânico de 51% em comparação aos seis primeiros meses de 2020.

“O desempenho da receita reflete a forte retomada do core business (serviços para operadoras de saúde/clientes conveniados), com destaque para os exames de imagem, que sustentaram uma recuperação acelerada. O resultado também foi impulsionado pela participação dos Novos Negócios, a exemplo da expansão do iDr, healthtech do Grupo Alliar, que obteve receita de R$ 9,5 milhões no primeiro semestre de 2021 e crescimento de 91% no trimestre”, aponta Terni.

A Alliar também registrou um novo recorde de faturamento em Análises Clínicas para o período, no valor de R$ 57,7 milhões, o que representa um crescimento de 57.6% a.a. Houve desempenho inédito também no acumulado no ano, com faturamento de R$ 122,5 milhões, evolução de 68.5% a.a.

No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R﹩ 24.2 milhões, uma marca histórica para o período

Banrisul (BRSR6)

O Banrisul alcançou, no segundo trimestre de 2021, lucro líquido ajustado de R$ 281,9 milhões, representando uma expansão de 135,3% frente igual período de 2020; e rentabilidade ajustada anualizada de 13,1% sobre o patrimônio líquido médio. No primeiro semestre, o resultado ajustado atingiu R$ 560,8 milhões, 48,6% acima do registrado no mesmo período de 2020. O crescimento do período reflete, especialmente, o menor fluxo de despesa de provisão para perdas de crédito, a redução das despesas de pessoal, margens financeiras pressionadas, além do consequente maior volume de tributos sobre o lucro.

No primeiro semestre de 2021, o Banrisul atuou no fomento do desenvolvimento sustentável do Estado. Uma das medidas promovidas no período, possibilitando a manutenção e crescimento das empresas e geração de emprego e renda, foi o lançamento da linha de crédito Banrisul Giro FGI, permitindo que mais empresas tivessem acesso a novos recursos, contando com a garantia do Fundo Garantidor para Investimentos – FGI. Foram lançadas, ainda, novas linhas de crédito destinadas a microempreendedores individuais, micro e pequenas empresas, além de linhas de repasse da Finep direcionadas à inovação tecnológica e à indústria 4.0.

A carteira de crédito do Banrisul registrou saldo de R$ 36,6 bilhões em junho de 2021, incremento de R$ 674,2 milhões ou 1,9% nos 12 meses, período em que a estratégia comercial manteve-se voltada à seletividade na concessão de novos créditos, visando a preservação da qualidade da carteira de crédito. Como resultado desta estratégia, o índice de inadimplência acima de 90 dias, em junho de 2021, foi de 2,23% e permanece nos menores níveis históricos registrados pelo Banco.

O crédito comercial pessoa física, refletindo a estratégia de negócios da instituição, apresentou crescimento de R$ 543,1 milhões ou 2,5% nos 12 meses, alcançando R$ 21,9 bilhões em junho de 2021. A evolução foi influenciada, especialmente, pelo incremento do saldo das operações de crédito consignado, que registraram o montante de R$ 17,1 bilhões em junho de 2021.

O Banrisul, com o objetivo de conferir segurança, agilidade e conveniência aos seus clientes, manteve a estratégia de ampliação de acesso ao crédito consignado por meio do aplicativo Banrisul Digital e Home Banking. Por meio desses canais, foi disponibilizado a funcionalidade para aposentados e pensionistas do INSS e para mais 80 convênios de crédito consignado municipais e estaduais.
As operações de crédito comercial pessoa jurídica apresentaram saldo de R$ 6,2 bilhões em junho de 2021, com crescimento de R$ 210,3 milhões ou 3,5% em relação a junho de 2020. O resultado é devido, principalmente, às linhas de capital de giro, diante do aumento dos volumes concedidos em linhas emergenciais de acesso ao crédito, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, e o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito.

SBF (SBFG3)

O Grupo SBF, dono das marcas Centauro, Fisia e NWB, demonstra ao mercado os resultados do segundo trimestre de 2021. No período, a companhia registrou números positivos, impulsionados pela consolidação das aquisições da Nike do Brasil e da NWB, além do forte avanço no digital e retomada do funcionamento das lojas físicas para atendimento presencial. O resultado segue alinhado ao plano de construção de um ecossistema do esporte no Brasil, com bases fortes na contínua e sólida estratégia omnichannel da companhia, garantindo crescimento no digital e abertura de novas lojas.

No segundo trimestre, com balanço favorável, o Grupo SBF cresceu mais de 100% em receita bruta, comparado ao 2º trimestre de 2019, período sem efeitos da pandemia. Destaca-se ainda o crescimento de 51% no EBITDA, atingindo R$ 149,8 milhões, também contra o 2º trimestre de 2019. Os resultados indicam que o grupo volta a ter margens em linha com as observadas em anos pré-pandemia. O grupo registrou no 2º trimestre lucro líquido de R$ 41,5 milhões.

Nesse mesmo ritmo de aceleração, somado ao investimento em tecnologia e pessoas, as operações digitais foram responsáveis por 28% da receita total do Grupo SBF. No 2º trimestre de 2019 essa frente obteve 19,7% de participação. Outro resultado positivo fica à cargo do acumulado semestral, também alavancado pelo bom desempenho do trimestre. A receita líquida total do grupo atingiu R$1,9 bilhões, representando crescimento de 159,8% em relação ao 1S20 e 80,4% no comparativo ao 1º semestre de 2019.

“Estamos em um momento de muita confiança, pois já conhecemos a força e a resiliência de uma marca como a Centauro que, em dois meses com todas as lojas reabertas, volta a crescer com margens saudáveis. Além, claro, de Fisia, que nos revela a total potência da Nike com uma excelente oportunidade de desenvolvimento, especialmente no digital. Os resultados voltam a mostrar que a nossa convicção na criação de um ecossistema do esporte está alinhada com nossas perspectivas e que não vamos parar por aqui”, afirma o CEO do Grupo SBF, Pedro Zemel, concluindo que o segundo trimestre, embora ainda afetado pela pandemia, imprime a visão do novo patamar do Grupo SBF: uma companhia de R$ 1,4 bilhão em vendas.

Copel (CPLE6)

A Companhia Paranaense de Energia informou que, por meio do Despacho nº 2.421 da Agência Nacional de Energia Elétrica, entrou em operação comercial a terceira unidade geradora da Pequena Central Hidrelétrica Bela Vista, com 9,8 MW de capacidade instalada. Em conjunto com as duas primeiras unidades geradoras da PCH Bela Vista.

Com isso, a Copel antecipa em quase dois anos e meio a operação comercial do empreendimento em relação ao início do prazo do suprimento contratado, permitindo, assim, que toda a energia produzida pela PCH Bela Vista até dezembro de 2023 seja comercializada no Ambiente de Contratação Livre.

Americanas (LAME4)

A Americanas divulgou seu primeiro resultado após a combinação dos ativos da antiga B2W com os da Lojas Americanas, um desempenho que reverteu prejuízo proforma de um ano antes com lucro líquido de R$ 225 milhões.

A companhia, dona dos sites Americanas.com e Submarino e de ativos que incluem a fintech Ame, apurou resultado pelo Ebitda ajustado de R$ 1 bilhão de abril a junho, crescimento proforma de 44,9% sobre um ano antes.

O GMV total, que inclui as vendas da empresa e de vendedores do marketplace, somou R$ 12,6 bilhões, incremento anual de 32,6%. As vendas mesmas lojas, considerando os pontos físicos do grupo, subiram 17,6%.

O resultado foi divulgado no mesmo dia em que o Magazine Luiza reportou vendas de R$ 13,7 bilhões do trimestre, alta sobre um ano antes de 60,5%.

O resultado veio um dia depois que a companhia anunciou a compra do hortifruti Natural da Terra por R$ 2,1 bilhões.

Em separado, a companhia anunciou que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de até R$ 17,5 milhões, que vai até 10 de fevereiro de 2023.

Trisul (TRIS3)

A Trisul aprovou a 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 150 milhões, com vencimento em cinco anos. O destino dos recursos não foi especificado pela companhia.

Petrobras (PETR4)

Petrobras, em continuidade ao comunicado de 11/06/2021, informa que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis aprovou hoje o acordo de coparticipação de Búzios, que regulará a coexistência do Contrato de Cessão Onerosa e do Contrato de Partilha de Produção do Excedente da Cessão Onerosa para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Após ajustes realizados nas estimativas de produção e tributos, o valor total da compensação que as partes do Contrato de Partilha de Produção devem à parte do Contrato de Cessão Onerosa foi atualizado para US$ 29 bilhões, que será recuperado como Custo em Óleo pelos contratados.

Dessa maneira, o recebimento pela Petrobras da parcela das parceiras CNODC Brasil Petróleo e Gás e CNOOC Petroleum Brasil da compensação, no valor de US$ 2,9 bilhões, deverá ocorrer até o final deste mês.

A partir do início de vigência do acordo, a participação na Jazida Compartilhada de Búzios, incluindo a parcela do contrato de concessão BS-500, será de 92,6594% da Petrobras e 3,6703% de cada um dos parceiros, já considerando o ajuste na estimativa de produção.

Track & Field (TFCO4)

A Track & Field apresentou crescimento das vendas no segundo trimestre de 2021 atingindo R$ 176 milhões, 338% superior à venda registrada no mesmo período de 2020 e 84% maior quando comparada com o segundo trimestre de 2019. Em linha com este avanço, a receita líquida totalizou R$ 94,4 milhões. O aumento da rentabilidade também foi destaque no período. O Lucro Líquido ajustado no segundo trimestre de 2021 foi de R$ 13,9 milhões, 30 vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado e 84% superior ao segundo trimestre de 2019.

O ship from store, estratégia em que as lojas físicas funcionam como pontos de estoque e agilizam a logística, também contribuiu para esse resultado. A modalidade passou a representar 27% do total das vendas geradas pelo e-commerce, ante 14% no primeiro trimestre desse ano. Até o fim de junho, 205 lojas tinham implementado o ship from store/pick up in store (retirada de pedidos feitos online nas lojas físicas), contando também com a “Entrega Super Expressa”, com prazo máximo de 2 dias úteis, representando 72% do total.

Unipar (UNIP6)

A Unipar Carbocloro tem lucro líquido trimestral de R$ 246,97 milhões, 13 vezes maior que o ganho registrado um ano antes. Já a receita líquida da companhia somou R$ 1,16 bilhão, com alta de 57,7% na comparação anual. O Ebitda totalizou R$ 425,8 milhões, com expansão de 212,5% frente ao mesmo período de 2020

Sanepar (SAPR4)

A Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) apontou lucro de R$ 331,8 milhões no segundo trimestre, alta de 16,7% na comparação anual. Já a receita cresceu 10,7% de abril a junho, para R$ 1,2 bilhão, e o Ebitda somou R$ 581,9 milhões, alta de 23,3%.

Grupo Matheus (GMAT3)

O Grupo Mateus tem lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 190,5 milhões no segundo trimestre, alta de 0,70% em relação a abril a junho do ano passado. Já a receita líquida foi de R$ 3,7 bilhões, 37,5% maior que 2020, e o Ebitda caiu 2,1% no 2º trimestre para R$ 248 milhões.

Rumo (RAIL3)

A Rumo teve lucro líquido trimestral de R$ 312 milhões, 22,8% menor em relação ao mesmo período de 2020. O Ebitda ficou em R$ 1,1 bilhão, 1,7% menor que o ano passado.

Lavvi (LAVV3)

A Lavvi teve lucro líquido de R$ 90,5 milhões no segundo trimestre, seteve vezes maior que 2020 (R$ 13,5 milhões). O Ebitda ajustado foi de R$ 92 milhões entre abril e junho, avanço de 357% em relação ao ano passado. As vendas da companhia somaram R$ 507,5 milhões no período, crescimento de 3.828% na comparação anual.

Embraer (EMBR3)

A fabricante de aeronaves Embraer registrou lucro líquido de R$ 212,8 milhões no segundo trimestre deste ano, no que representa o primeiro lucro recorrente da companhia desde o primeiro trimestre de 2018, com impulso da recuperação da demanda por viagens após a forte queda relacionada à pandemia de Covid-19.

Em igual período do ano passado, a Embraer havia reportado prejuízo de R$ 1 bilhão, em momento em que lutava para reestruturar operações para enfrentar a pandemia e o fracasso de um acordo de US$ 4 bilhões com a Boeing.

Raízen (RAIZ4)

A Raízen teve lucro líquido trimestral de R$ 800,5 milhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 332,8 milhões em 2020. Já o Ebitda do segundo trimestre foi de R$ 1,76 bilhão, 12 vezes maior na comparação anual (R$ 143,6 milhões).

Marisa (AMAR3)

A Marisa registrou prejuízo líquido de R$ 59,5 milhões no segundo trimestre, mas ainda é uma melhora se comparado com o prejuízo de R$ 171,7 milhões do mesmo período do ano passado. Já o Ebitda ajustado foi de R$ 40,5 milhões, revertendo o valor negativo de R$ 66,8 milhões no segundo trimestre de 2020.

Arezzo (ARZZ3)

A Arezzo declarou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 132,5 milhões no segundo trimestre, revertendo o prejuízo de R$ 82,3 milhões de 2020. A receita da companhia saltou de 258% entre abril e junho, para R$ 553 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 84 milhões, 15,2% maior que os R$ 72,1 milhões no mesmo período do ano passado.

SLC Agrícola (SLCE3)

A SLC Agrícola teve Lucro líquido trimestral de R$ 447,2 milhões, 128,1% maior que o ano passado, enquanto o lucro líquido do primeiro semestre foi de R$ 824,1 milhões, 133,8% maior que do ano passado. A companhia também informou Ebitda ajustado de R$ 505,2 milhões, com 48,4% de margem ajustada e 248,8% maior que o arrecadado ano passado.

(Com Reuters)

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