Forbes Radar: JBS, Itaúsa, Vale, BR Properties e outros destaques corporativos

Últimas notícias Sobre: Vero, Randon, Ish Tech, Nvidia, Tenda, Lojas Renner, Vibra e Isa Cteep .

Artur Nicoceli
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No Forbes Radar de hoje (23), a Tenda, Eztec e Br Properties anunciam programa de recompra de ações. Para Filipe Villegas, estrategista da Genial Investimentos, “as companhias estão realizando esse movimento para apontar que apesar do cenário [político e econômico] conturbado, seus ativos seguem com um preço atrativo.”

Já no universo dos IPOs, a ISH Tech e a Vero protocolaram na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) pedidos de oferta de papéis.

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

JBS (JBSS3)

A JBS informou na última sexta-feira (20) que pretende realizar uma oferta condicional “off-market” para adquirir 100% das ações ordinárias da companhia australiana de aquicultura Huon por AU$ 3,85 por papel, em atualização de oferta anunciada no início deste mês.

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Segundo a empresa de alimentos brasileira, o movimento ocorre mediante recomendações para que a aquisição seja realizada no formato delimitado pelo capítulo 6 do Corporations Act 2001 da Austrália. A oferta, disse a companhia, será feita por sua subsidiária JBS Australia.

Na ocasião, a companhia brasileira havia anunciado um acordo de R$ 2,1 bilhões baseado na compra de ações da Huon por AU$ 3,85 por papel, em negócio marca a entrada da JBS no setor de aquicultura.

Vero

A provedora de serviços de internet Vero pediu registro para um IPO (oferta inicial de ações), ilustrando a movimentação de empresas do setor para buscar recursos no mercado para ganhar musculatura antes do leilão do 5G.

Criada em 2019 com a união de oito empresas do interior de Minas Gerais, a empresa se expandiu para Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e afirma ter atualmente cerca de 500 mil clientes, com 18,2 mil quilômetros de cabos de fibra óptica.

Embora não tenha citado especificamente o que pretende fazer com a venda de ações novas, a companhia revela que seu plano é crescer de forma orgânica, mas também via aquisições.

O anúncio chega no momento em que o país se aproxima do leilão da tecnologia de 5G, com o ministro das Comunicações, Fábio Faria, tendo previsto a concorrência para outubro.

Enquanto isso, empresas de internet que atuam em cidades de pequeno e médio portes, apoiadas por fundos de investimentos, têm se expandido de forma acelerada pelo país por meio de aquisições.

A EB Fibra, do ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente, mapeou cerca de 200 empresas para aquisições no país e se prepara para buscar recursos no mercado acionário para financiar seu plano de consolidação do setor no país.

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Vale (VALE3)

A mineradora Vale aposta no crescimento de novas tecnologias para a comercialização de seu minério de ferro, após lançar neste ano um canal de vendas por meio do aplicativo WeChat, além de concluir com sucesso transações a partir da tecnologia blockchain, em uso desde 2020.

O novo Mini Programa WeChat de Transação Spot de Minério de Ferro da Vale entrou oficialmente no ar na China em 23 de abril e concluiu oito transações até agora, com a venda de 71 mil toneladas de seu produto BRBR (Brazilian Blend Fines), segundo informações compartilhadas pela mineradora com a Reuters.

Já as vendas via blockchain, mecanismo usado desde setembro pela Vale, são mais volumosas, com a última delas em 5 de agosto superando 300 mil toneladas.

Os volumes negociados por esses novos meios digitais ainda são pequenos comparados à produção de minério de ferro da companhia prevista para este ano, de 315 milhões a 335 milhões de toneladas. Mas a mineradora projeta um crescimento de tais transações para os próximos anos.

Uma pesquisa recente da consultoria Accenture apontou que digitalização e adoção de plataformas e-commerce, promovendo a simplificação de processos, são as próximas grandes tendências das indústrias de mineração e metais, com perspectivas de retornos bilionários no mundo.

Randon (RAPT4)

A Randon registrou receita líquida de R$ 816,7 milhões em julho, uma alta de 75,9% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados enviados pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários na última sexta-feira (20).

No ano, a receita líquida acumula um crescimento de 88,8%, totalizando R$ 4,84 bilhões.

ISH Tech

A empresa de cibersegurança ISH Tech, com sede em Vitória (ES), pediu registro para uma oferta inicial de ações em busca de recursos para financiar seu crescimento orgânico e via aquisições, além de investir em pesquisa.

Fundada em 1996 como consultoria em TI, a ISH tem seu nome atribuído a uma expressão cunhada nos anos 1990 pelo ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, classificando a internet como uma super via de informação (information super highway).

Atualmente, além da matriz, a empresa possui nove escritórios, sendo oito espalhados pelo país e um na Flórida, Estados Unidos, e afirma que tem cerca de 500 funcionários. Entre os clientes, estão Itaú Unibanco, B3, Raízen, GPA e Honda. Em 12 meses até junho último, a ISH teve R$ 257 milhões de receita líquida.

Nvidia (NVDC34)

O acordo de US$ 40 bilhões para a aquisição da designer de chips britânica ARM pela Nvidia topou com um grande obstáculo na última sexta-feira (23), quando o órgão regulador britânico concluiu que ela pode prejudicar a concorrência e enfraquecer rivais, e que precisava de uma análise mais profunda.

Fechado em setembro do ano passado, o acordo entre a empresa de tecnologia britânica mais importante e a maior fabricante de chips gráficos e de inteligência artificial do mundo gerou críticas de políticos, adversários e consumidores.

No Reino Unido, também ganhou um cunho político, com críticos argumentando que um crescimento do nacionalismo econômico e maior consciência da necessidade de possuir infraestruturas-chave significa que a ARM, que pertence ao japonês SoftBank desde 2016, não deveria ser vendida novamente.

O órgão regulador de concorrência do Reino Unido aumentou a pressão ao dizer que a fusão poderia reduzir a concorrência em mercados do mundo inteiro e em setores como centros de dados, Internet das Coisas (IoT), automotivo e de videogames.

Para aprovar um acordo com sérias implicações à concorrência, o órgão regulador normalmente exigiria a separação de parte do negócio que resultou da fusão que teria o poder de prejudicar rivais. No entanto, as preocupações em torno da ARM e da Nvidia abrangem todo o negócio.

Tenda (TEND3)

A Tenda informou que o Banco Santander foi incluído na lista de instituições autorizadas a atuar como intermediária do novo programa de recompra de ações, que poderá ser realizado com a compra de derivativos, além de contratos de swaps, opções e futuros dos papéis da companhia.

Lojas Renner (LREN3)

O Procon-SP notificou a Lojas Renner pedindo explicações sobre o ataque cibernético que a companhia sofreu na última semana, no qual dados dos clientes foram expostos. A varejista precisará detalhar o modelo criptográfico que utiliza para proteger as informações, e se segue os modelos de segurança detalhado na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).

Vibra; ex BR Distribuidora (BRDT3)

A Petrobras convocou para 20 de setembro uma AGE (assembleia geral extraordinária) que decidira os novos membros do conselho de admininistração da Vibra (ex BR Distribuidora), além da designação do presidente e a elaboração de uma reforma estatutária.

ISA Cteep (TRPL4)

A Isa Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista) informou que o contrato celebrado, em 11 de agosto, entre o Ministério de Fazenda e Crédito Público da República da Colômbia – como vendedor – e a Ecopetrol – como compradora, com o objetivo de vender todas as ações detidas pelo Ministério na Isa foram concluídas.

“A Transação não implica em troca de controle acionário indireto, uma vez que o vendedor também é controlador da comprador”, informou a Isa em fato relevante.

Itausa (ITSA4)

A Itausa, em continuidade as notícias sobre o investimento do Itáu na XP, informou que as assembleias gerais extraordinárias – com o objetivo de deliberar sobre a incorporação das companhias – serão realziadas em 1º de outubro.

Considerando a fixação da data das AGEs e o cancelamento das ações de emissão da XPart em tesouraria, a relação de troca final será de 43,3128323 ações de emissão da XPart por 1 ação classe A da XP, ou 1 BDR por 1 ação também classe A.

Assim, caso aprovada a incorporação, a Itaúsa passará a ser detentora de 15,07% do capital total da XP e 4,74% de seu capital votante.

Eztec (EZTC3)

A Eztec aprovou um novo programa de recompra de 5 milhões de ativos. A operação tem duração de seis meses com início hoje (23) e pode ocorrer por dois anos. O que corresponde a 5% dos ativos em mercado.

BR Properties (BRPR3)

A BR Properties encerrou o RCA (programa de recompra de ações) realizada em 5 de agosto de 2020. Foram adquiridas 10 milhões de ativos, o que representam 99,95% do que foi estabelecido no projeto.

Ao mesmo tempo, o conselho de administração da companhia aprovou um novo RCA que visa também adquirir ativos da companhia para a manutenção em tesouraria, cancelamento ou entrega aos beneficiários do plano de opção de compra e venda na medida em que os lotes anuais são aprovados, além de maximizar o retorno aos acionistas.

O novo programa tem vigência até 19 de fevereiro de 2023, e contempla a aquisição de 18 milhões de ações, e tem o Itaú e o Credit Suisse como intermediários da operação.

(Com Reuters)

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