Fundador de rede de casas de repouso se torna bilionário no Japão

Ações da Amvis mais que dobraram no último ano; patrimônio líquido de Keiichi Shibahara, detentor de 77% da companhia, chegou a US$ 1 bilhão.

Ruby Leung
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Amvis
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Shibahara é formado em medicina e trabalhou como pesquisador por 20 anos antes de fundar a companhia, aos 48 anos de idade

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Enquanto os hospitais japoneses se concentram no tratamento de pacientes com Covid-19, mais idosos estão indo para asilos, como os operados pela Amvis, listada na bolsa de Tóquio. As ações da companhia mais que dobraram desde agosto do ano passado, tornando seu fundador e CEO, Keiichi Shibahara, um bilionário. Como o maior acionista da Amvis, com 77% da empresa, Shibahara (56 anos), agora tem um patrimônio líquido de US$ 1 bilhão.

A Amvis opera 41 asilos privados em todo o Japão, de acordo com seu site, e tem mais 11 atualmente em construção. “A empresa foi a primeira do Japão a estabelecer o modelo de negócios de clínicas de cuidados continuados e cresceu rapidamente para se tornar uma empresa líder no setor de saúde domiciliar e de enfermagem”, disse Shibahara à Forbes.

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Shibahara fundou a Amvis em 2013, um ano depois que o governo japonês implementou uma política de atendimento domiciliar que determina que as pessoas com doenças crônicas ou deficiências sejam incentivadas a receber atendimento em casa para reduzir a pressão sobre os hospitais. De acordo com o jornal Japan Times, a proporção de pessoas com 65 anos ou mais no Japão era a mais alta do mundo na época e correspondia a 28,7% da população total do país.

“No Japão, uma mudança na política de saúde está forçando as pessoas com câncer terminal ou que respiram com ajuda de aparelhos a terem alta dos hospitais e irem para suas casas”, explica Shibahara. “Essa situação foi reforçada pelo fato de que os hospitais estão ocupados lidando com pacientes infectados com a Covid-19, e esses pacientes estão migrando para instalações operadas pela Amvis.”

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No início de agosto, devido a um aumento no número de casos da Covid-19, o primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga anunciou uma política para limitar a hospitalização de pacientes com coronavírus apenas aos casos mais graves.

Para o ano fiscal encerrado em setembro de 2020, as vendas aumentaram mais de 71%, para 9,2 bilhões de ienes (US$ 83 milhões) em relação ao ano anterior, enquanto o lucro dobrou para 1,2 bilhão de ienes (US$ 11 milhões). De outubro de 2020 a 31 de março deste ano, as vendas e o lucro aumentaram 66% e 108%, respectivamente, em relação ao ano anterior.

Nascido na cidade de Nagoia, no centro do Japão, Shibahara se formou na Escola de Medicina da Universidade de Nagoia, onde obteve sua licença médica. Ele depois obteve um diploma de biologia molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto.

Após a graduação, Shibahara trabalhou como pesquisador por 20 anos, com especialização em imunologia e biologia molecular. Ele abandonou a pesquisa com a intenção, diz ele, “de contribuir mais de perto para o setor de saúde”. O empresário começou trabalhando como um empreendedor social, revitalizando hospitais e lares de idosos e acumulando capital inicial para abrir a Amvis, aos 48 anos. Como ele diz: “Minha estreia como empresário demorou a acontecer.”

O setor de saúde no Japão não produz muitos bilionários. Além de Shibahara, apenas Itaru Tanimura, fundador da provedora de serviços médicos online M3, fez fortuna na área, de acordo com a lista da Forbes de Bilionários do Mundo.

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