Ibovespa abre de lado com sanção do Orçamento e inflação no radar

O dólar recua frente o real com preocupações acerca da política monetária nos EUA.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera com volatilidade na abertura do pregão de hoje (23), com recuo de 0,07%, a 117.967 pontos perto das 10h17, horário de Brasília. O mercado doméstico repercute as perspectivas pessimistas para a inflação no país e a sanção da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) na última sexta-feira. Nos mercados globais, as atenções se concentram nos próximos passos do Federal Reserve para a política monetária dos Estados Unidos.

A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta segunda-feira mostra que a estimativa para a alta para o IPCA – referência para medir a inflação no país – chegou a 7,11% em 2021, ante 7,05% previsto na semana anterior. Para 2022 a projeção também teve alta, para 3,93%, de 3,90% antes. A pesquisa semanal mostrou a manutenção da perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic agora calculada em 7,50% para 2021 e 2022.

Para o PIB (Produto Interno Bruto), a estimativa de crescimento foi ajustada para baixo em 0,01 ponto percentual e em 0,04 ponto, respectivamente, para este ano e para o próximo, a 5,27% e 2,0%. Por fim, o mercado mantém a projeção de dólar cotado a R$ 5,10 para o fim de 2021.

Os investidores também seguem atentos aos conflitos políticos em Brasília. A semana começa com a repercussão da sanção da LDO para 2022, aprovada pelo presidente Jair Bolsonaro na última sexta-feira (20), que vetou o trecho da proposta que ampliava o montante a ser repassado ao fundo de financiamento eleitoral.

O dólar recua frente ao real, acompanhando o comportamento da divisa no exterior à medida que os investidores se preocupam com os próximos passos da política monetária do Fed. Às 10h17, a divisa caiu 0,55%, a R$ 5,3505 na venda.

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O mercado acionário nos Estados Unidos indica uma sessão no azul, apesar das preocupações com a retirada de estímulos da economia pelo Fed ainda este ano. As atenções se concentram no simpósio anual de Jackson Hole, na próxima sexta-feira (27), que trará novas diretrizes para a política econômica do país e realizado de forma virtual pelo segundo ano consecutivo, um sinal de que a nova onda do coronavírus já tem um impacto maior do que as autoridades do banco central norte-americano esperavam.

Lucas Collazo, especialista em investimentos da Rico, sinaliza que a autarquia não deve surpreender os mercados no evento desta semana. “Os participantes do mercado não esperam que o Fed dê qualquer sinal adicional ao fornecido pela ata de sua reunião de política monetária, publicada na semana passada.”

Os investidores norte-americanos também aguardam hoje o resultado do PMI (Índice Gerente de Compras), que será divulgado às 10h45, horário de Brasília.

Na Europa, as Bolsas operam em alta apesar de dados da atividade empresarial da zona do euro abaixo das expectativas e das preocupações com a política monetária dos EUA e com as regulações na China. O PMI preliminar do IHS Markit, visto como um bom guia para a aferir a saúde econômica, caiu a 59,5 em agosto de 60,2 no mês passado. A leitura ficou acima da marca de 50, que separa crescimento de contração, e pouco abaixo da expectativa de 59,7 em pesquisa da Reuters.

O índice Stoxx 600 avança 0,50% nesta manhã; o índice DAX sobe 0,22% na Alemanha; o CAC 40 valoriza 0,89% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,50%. Enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 cresce 0,38%, apesar do PMI composto de flash IHS Markit/CIPS desacelerar a 55,3 ante 59,2 em julho, um mínimo de seis meses, à medida que a falta de pessoal e os problemas de fornecimento de materiais pesavam sobre a atividade empresarial.

As Bolsas asiáticas, por sua vez, fecharam o dia em alta, após o anúncio de que não houve nenhum caso de Covid-19 no país pela primeira vez desde julho. O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,05%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,41%; na China, o índice Shanghai, subiu 1,45%; enquanto no Japão, o índice Nikkei avançou 1,78%.

Os contratos futuros do coque e do carvão metalúrgico negociados na China registraram alta de 8% hoje e renovaram máximas recordes. Os preços reagiram a rumores sobre uma possível suspensão das importações de carvão da Mongólia em função da pandemia, o que reduziria a oferta de matérias-primas siderúrgicas.

Os contratos do carvão coque e do coque na bolsa de commodities de Dalian para janeiro de 2022 escalaram máximas de 2.421 iuanes (US$ 373,01) por tonelada e 3.053,50 iuanes por tonelada, respectivamente. Enquanto isso, o contrato mais negociado do minério de ferro em Dalian fechou em queda de 1,1%, a 757 a iuanes por tonelada

Os preços do petróleo crescem nesta segunda-feira, com o apoio da desvalorização do dólar, apesar das preocupações de menor demanda em função do aumento no número de casos da variante Delta do coronavírus. Próximo das 9h50, no horário de Brasília, o petróleo Brent avançava 3,21%, para US$ 66,83, enquanto o WTI subia 3,17%, a US$ 64,11. (com Reuters)

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