Ibovespa abre em queda após dados de desemprego

O dólar recua ante o real diante de incertezas sobre situação fiscal doméstica.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda na abertura do último pregão de agosto (31), perdendo 0,21%, a 119.494 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os investidores digerem hoje os dados do mercado de trabalho no país, após a divulgação da Pnad Contínua, enquanto aguardam importantes decisões vindas de Brasília. No exterior, as atenções estão concentradas na inflação da zona do euro, e nos PMIs da China e dos Estados Unidos.

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1% nos três meses até junho, ante 14,6% nos três meses até maio, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 14,4% no período.

Enquanto isso, as discussões em Brasília seguem quentes no mercado. O ministro e presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux recebe, nesta terça-feira, os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para discutir a proposta para o pagamento dos R$ 89 bilhões de precatórios pelo governo, um acordo que foi aceito pelo ministro da economia, Paulo Guedes, na véspera.

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Além disso, o governo deve enviar hoje o projeto da LOA (Lei Orçamentária Anual) ao Congresso, com a definição de gastos para o ano eleitoral de 2022. Por fim, deve ser conhecido hoje o valor da nova bandeira tarifária de energia, que valerá ao longo do mês de setembro.

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O dólar recua sobre o real nesta manhã, com os investidores monitorando as perspectivas de política monetária dos Estados Unidos e o ambiente fiscal doméstico. Às 10h10, o dólar caía 0,46%, a R$ 5,1650.

Os futuros dos mercados dos Estados Unidos indicam abertura no vermelho, mas caminham para fechar mais um mês com ganhos. Júlia Aquino, especialista em investimentos da Rico, conta que o bom humor geral do mês no país foi motivado “pelos resultados corporativos sólidos e pela continuidade da política monetária de estímulos à economia, adotada pelo Federal Reserve, autoridade monetária norte-americana”.

Ainda hoje, às 10h45, os EUA divulgam o PMI (Índice de Gerentes de Compras, na sigla em inglês) referente ao mês de agosto. E na próxima sexta-feira (3), o payroll, principal relatório de emprego do país.

As ações europeias operam em queda nesta manhã, com investidores digerindo os dados econômicos mais recentes da região e do mundo. A inflação ao consumidor nos 19 países da zona do euro acelerou para 3% este mês, de 2,2% em julho, acima das expectativas de alta de 2,7% e ficando bem longe da meta de 2% do BCE.

O Stoxx 600 cai 0,38%; na Alemanha, o DAX tem queda de 0,40%; o CAC 40 desvaloriza 0,40% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 0,29%; enquanto no Reino Unido o FTSE 100 recua 0,62%.

Enquanto isso, as Bolsas asiáticas fecharam o último pregão do mês com altas, apesar da desaceleração da China em agosto. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,33%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 1,16%; enquanto no Japão, o índice Nikkei valorizou 1,08%; e na China, o índice Shanghai, avançou 0,45%.

O PMI oficial da indústria chinesa caiu a 50,1 em agosto, frente 50,4 em julho, mostraram dados da Agência Nacional de Estatísticas, resultado um pouco acima da marca de 50 que separa crescimento de contração. A expectativa de analistas consultados pela agência Reuters era do indicador a 50,2.

Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, explica que a China vem de um processo de desaceleração do crescimento econômico, com a presença de um governo mais intervencionista, atuando em vários setores privados, e um mercado de crédito com sinais de instabilidade. A partir disso, ele vê dois cenários que podem se concretizar daqui para frente: “o primeiro é mais positivo, com a China entrando em uma nova rodada de estímulos após a retirada no início do ano; e o segundo, envolvendo o mercado de crédito, pode provocar um momento de maior volatilidade”.

Os contratos futuros do aço inoxidável negociados na China subiram nesta terça-feira, na esteira da imposição de controles sobre projetos com alto consumo de energia em algumas regiões do país, que não conseguiram cumprir suas metas energéticas no primeiro semestre. Os futuros mais ativos do aço inoxidável em Xangai, para entrega em outubro, fecharam em alta de 3,9%, a 18.455 iuanes por tonelada. Já os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de commodities de Dalian fecharam em queda de 5%, a 808 iuanes por tonelada.

Os preços do petróleo operam em queda hoje, à espera da próxima reunião da Opep+, que acontece amanhã (1°) e trará informações sobre o controle da produção da commodity nos próximos meses. Às 9h50, o petróleo Brent recuava 0,98%, para US$ 71,52 o barril, enquanto o WTI estava em US$ 68,47 o barril, queda de 1,07%. (com Reuters)

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