Ibovespa abre no vermelho com queda no varejo e ruídos políticos

Dólar recua frente o real após dados da inflação nos EUA.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa abriu no vermelho hoje (11) com baixa de 0,11%, a 122.065 pontos, por volta das 10h10, no horário de Brasília. Os investidores globais digerem números sobre a inflação nos Estados Unidos, que subiu em linha com o esperado no mês de julho, enquanto seguem monitorando a disseminação da variante Delta no mundo. Por aqui, a queda nas vendas no varejo em junho e as pautas econômicas em Brasília provocam ruídos no mercado doméstico.

Nos indicadores do dia, as vendas no varejo brasileiro caíram 1,7% em junho na comparação com o mês anterior e tiveram alta de 6,3% sobre um ano antes, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço de 0,7% na comparação mensal e de 9,1% sobre um ano antes.

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Já em Brasília, a reforma tributária pode ser votada na Câmara dos Deputados ainda hoje, após o relator do texto, deputado Celso Sabino (PSDB-PA), protocolar formalmente seu parecer na última madrugada. Rachel de Sá, chefe de economia da Rico, explica que o novo parecer da proposta inclui “redução do IRPJ de 15% para 6,5% em 2022 e 5,5% em 2023, mas a novidade vem compensada pela redução em 1,5% da CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido)”.

Além disso, o Tesouro informou na noite de ontem (10) que a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos Precatórios, que prevê o parcelamento desses pagamentos, traz mudanças à chamada regra de ouro, permitindo que o governo obtenha uma autorização antecipada do Congresso para cobrir despesas correntes, como pagamentos de salários e aposentadorias, com receitas de operações de crédito.

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O dólar recua ante o real, com os mercados monitorando os cenários fiscal e político domésticos, além da divulgação de dados de inflação nos EUA. Às 10h10, a moeda norte-americana era negociada em queda de 0,53%, a R$ 5,1691.

Os índices futuros norte-americanos apontam para uma abertura em alta, após a divulgação de dados do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) com alta de 0,5% na inflação em julho ante o mês anterior, em linha com o esperado pelas estimativas do Refinitiv. Na comparação anual, por sua vez, o indicador registrou alta de 5,4%, frente à expectativa de 5,3% de variação positiva.

Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, explica que esse número é determinante para a dinâmica de curto prazo do mercado no país. “Uma inflação mais alta poderia levar a uma antecipação do processo de normalização monetária ou passar para o mercado que esse movimento de retirada de estímulos vai ser mais acelerado. Por isso, uma piora na percepção de risco do mercado pode forçar o Fed a uma mudança bem mais drástica do que o mercado precifica hoje.”

Os índices europeus operam em alta, enquanto os mercados globais permaneceram cautelosos, monitorando a disseminação da Covid-19 e os dados econômicos dos EUA. O Stoxx 600 ganha 0,18%; o CAC 40 valoriza 0,30% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,59%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 avança 0,51%.

Na Alemanha, o DAX cresce 0,02%, após a inflação ao consumidor de julho registrar alta de 3,8% na comparação anual, em linha com as expectativas e ante 2,3% no mês anterior. Além de crescimento de 0,9% frente ao mês anterior, também esperado pelo mercado.

As Bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, com um salto nos estoques de petróleo devido à alta dos preços da commodity. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,20%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,05%; e no Japão, o índice Nikkei valorizou 0,65%; enquanto na China, o índice Shanghai cresceu 0,08%.

Os contratos futuros do minério de ferro em Dalian avançaram quase 4% nesta quarta-feira, após cinco sessões consecutivas de perdas, em meio a temores relacionados à oferta diante de restrições de produção impostas pela China. O contrato mais negociado minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro de 2022, fechou em alta de 3,7%, a 871,50 iuanes (US$ 134,33) por tonelada.

Enquanto isso, o petróleo opera em queda nesta quarta-feira. Por volta das 9h50, o petróleo Brent avançava 0,99%, para US$ 69,93 por barril, enquanto o WTI perdia 0,91%, para negociação a US$ 67,67 por barril. (com Reuters)

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