Ibovespa acompanha exterior e abre em queda com redução de estímulos nos EUA e risco fiscal no Brasil

O dólar avança ante o real em dia de aversão ao risco no exterior, a R$ 5,43.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda no início do pregão de hoje (19), com recuo de 1,10% aos 115.362 pontos perto das 10h10, horário de Brasília. Os mercados ainda digerem a ata do Federal Reserve divulgada na véspera, que anunciou uma possível redução dos estímulos monetários nos Estados Unidos ainda este ano.

No contexto doméstico, a crise política em Brasília e o risco fiscal seguem pressionando o índice brasileiro. As divergências em torno da proposta de reforma do imposto de renda impedem a votação do texto, entre elas o escalonamento da tributação dos dividendos solicitada por parlamentares, mas que enfrenta resistência na equipe econômica.

A PEC dos Precatórios também está no centro das discussões do Congresso. De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o secretário de Orçamento Federal do Ministério da Economia, Ariosto Culau, afirmou ontem (18) que o plano de imunização contra a Covid-19 pode ficar comprometido caso o Congresso não aprove a proposta do governo para reduzir os gastos com precatórios.

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Entre os destaques corporativos do dia, a Caixa Econômica Federal divulgou seus resultados financeiros do segundo trimestre, com lucro líquido de R$ 6,3 bilhões no período, alta de 144,7% se comparado com o mesmo período de 2020.

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O dólar avança ante o real nesta quinta-feira, em meio à aversão ao risco no exterior, com preocupações sobre a política monetária dos EUA. Às 10h10, a moeda subia 1,07%, a R$ 5,4325.

Os índices futuros norte-americanos indicam abertura em queda, repercutindo a ata do Fed e números sobre o mercado de trabalho do país. Segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos, o país registrou 348 mil novos pedidos de seguro-desemprego até o dia 13 de agosto, abaixo da projeção de 363 mil da Refinitiv e menor do que os 377 mil pedidos registrados na semana anterior.

Os números positivos do mercado de trabalho endossam a postura do Fed, que sinalizou em sua ata o início da redução de estímulos à economia ainda para este ano através do seu programa de compra mensal de títulos de US$ 120 bilhões. A medida pegou o mercado de surpresa, que esperava a redução a partir do próximo ano.

Os membros da autoridade norte-americana ainda divergem, no entanto, sobre os impactos de mudanças na política monetária para a recuperação dos danos causados pela pandemia no mercado de trabalho.

Paloma Brum, analista de investimentos na Toro, avalia que a falta de consenso gerou estresse nos mercados de ativos de risco. “Contudo, os integrantes do FOMC enfatizaram que a redução do programa de compra de títulos do mercado não consiste em um precursor para um aumento iminente das taxas de juros”, explica.

As ações europeias operam no vermelho nesta manhã, com os mercados digerindo o último anúncio do Fed e as pressões regulatórias na China. O Stoxx 600 cai 1,96%. Na Alemanha, o DAX recua 1,81%; enquanto o CAC 40 desvaloriza 2,63% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em baixa de 1,58%; e o FTSE 100 tem recuo de 1,88%, no Reino Unido.

O mercado asiático fechou em baixa, já que os temores regulatórios seguem pesando sobre o sentimento dos investidores. O índice Shanghai caiu a 0,57% ao longo do dia na China; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 2,13%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,29%; e no Japão, o índice Nikkei recuou 1,10%.

Os contratos futuros do minério de ferro negociados na China engataram a terceira sessão consecutiva de perdas nesta quinta-feira, afundando mais de 7% e atingindo o menor patamar desde 5 de fevereiro, pressionados pela fraca demanda e por estimativas de um aumento na oferta. O contrato mais negociado do minério de ferro na bolsa de commodities de Dalian, para entrega em janeiro, fechou em queda de 7,2%, a 763 iuanes (US$ 117,44) por tonelada.

Em Singapura, a commodity recuou mais de 13%, também influenciada pelo discurso do Fed sobre apertar os estímulos monetários e com a perspectiva de um consumo chinês menor.

Os preços do petróleo têm mais um dia de recuo nesta quinta-feira, prejudicados por temores sobre a demanda mais lenta por combustível em meio a um aumento nas taxas de contaminação por Covid-19 em todo o mundo, enquanto um aumento inesperado nos estoques de gasolina dos EUA pressiona o mercado. Por volta das 9h45, o petróleo Brent caía 2,65%, a US$ 66,42, enquanto o WTI recuava 2,88%, a US$ 63,33. (com Reuters)

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