Ibovespa acompanha exterior e fecha em queda à espera de simpósio do Fed

Mercados aguardam indícios de quando o Banco Central dos EUA irá revisar política monetária e começar a reduzir a compra de títulos.

Diana Lott
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O Ibovespa encerrou hoje (26) em queda de 1,73%, a 118.723 pontos, em um dia de cautela motivada pelos ruídos políticos e realização de lucros depois de dois fechamentos positivos seguidos do índice. O cenário externo colaborou com o dia negativo na Bolsa brasileira, já que os mercados estão em compasso de espera pelo discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, no simpósio de Jackson Hole, programado para amanhã (27). Os investidores esperam indicações de quando o Fed começará a reduzir sua política de compra de títulos.

A divulgação dos dados do Caged de julho também não foi suficiente para animar o mercado doméstico. O indicador mostrou que foram abertos 316.580 postos de trabalho no período, número acima das estimativas de analistas, que previam 300 mil novas vagas para o mês.

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As quedas das ações do Itaú (ITUB4) e da Vale (VALE3), de 2,42% e 1,10%, respectivamente, puxaram o Ibovespa para baixo, uma vez que têm peso considerável na carteira teórica do índice. No entanto, o maior recuo do dia foi das ações da Cyrela (CYRE3), que caíram 5,94%. Segundo Luis Sales, estrategista-chefe da Guide Investimentos, a baixa é “apenas uma correção, pois os papéis fecharam na última terça-feira em alta de 12,33%, e ontem subiram 3,87%”. O Banco Inter (BIDI11), por sua vez, registrou a maior alta da sessão, de 4,56%, após anunciar a liberação de créditos para um milhão de clientes.

Em Wall Street, os índices recuaram nesta quinta-feira, após altas sucessivas levarem o S&P 500 e o Nasdaq a recordes históricos nos últimos pregões. O Dow Jones caiu 0,54%, a 35.213 pontos; o S&P 500 teve baixa de 0,58%, a 4.470 pontos; e o Nasdaq registrou queda de 0,64%, a 14.945 pontos. A expectativa em torno da reunião do Fed em Jackson Hole pautou a sessão, com investidores evitando riscos e adiando decisões.

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Entre os indicadores do dia, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 6,6% em taxa anualizada, informou o Departamento de Comércio nesta quinta-feira em sua segunda estimativa de crescimento do indicador para o trimestre de abril a junho. O índice foi revisado para cima em relação ao resultado de 6,5% divulgado em julho. Economistas consultados pela Reuters esperavam um crescimento de 6,7% no segundo trimestre.

Também foram divulgados hoje os números dos novos pedidos de seguro desemprego pelo Departamento de Trabalho. As solicitações subiram para um total de 353 mil na semana encerrada em 21 de agosto. Pesquisa da Reuters indicava expectativa de 350 mil novos pedidos para o período.

“Os resultados desses dois indicadores podem acelerar o fim do tapering, como é chamada a redução gradual da compra de títulos pelo Fed”, diz Breno Bonani, analista da Valor Investimentos.

A cotação do dólar quebrou uma série de quatro quedas e fechou em alta de 0,86%, a R$ 5,2561 na venda, influenciada pela valorização da moeda norte-americana no exterior. Ainda assim, o dólar acumula ​​queda de 2,30% na semana. (Com Reuters)

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