Ibovespa fecha em alta, mas acumula queda de 2,5% na semana com ruídos políticos

Aversão a risco prevaleceu nesta semana em meio a receios sobre o início da retirada dos estímulos monetários nos EUA ainda em 2021.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (20) em alta de 0,76%, a 118.052 pontos, se recuperando da queda de ontem (19), mas sem conseguir compensar a sequência de baixas dos últimos dias, que levou o índice a encerrar a semana com perda acumulada de 2,5%. Nos últimos pregões, a aversão a risco prevaleceu em meio a receios sobre o início da retirada dos estímulos monetários nos EUA ainda neste ano, além dos persistentes ruídos políticos e fiscais no Brasil.

O suporte da sessão veio da recuperação em Wall Street e da ação da Vale (VALE3), que tem peso significativo na carteira do Ibovespa e figurou entre as maiores quedas ao longo desta semana. O avanço da Bolsa brasileira só não foi maior por causa do recuo da Petrobras (PETR4 e PETR3), que sofre o impacto da redução da demanda por petróleo, um reflexo da expectativa de menor crescimento da economia chinesa e do impacto da disseminação da variante Delta na retomada econômica. Ações de bancos, como Itaú e Bradesco, também pesaram no índice.

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A Sabesp (SBSP3) está entre os destaques positivos do dia, com alta de 10,86% após o deputado federal Rodrigo Maia, recém-nomeado secretário de Projetos e Ações Estratégicas de São Paulo, indicar que planeja privatizar a companhia até o fim de sua gestão.

Em audiência no Senado nesta sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a proposta de tributar dividendos com alíquota de 20%, argumentando que trata-se de um “imposto muito modesto”. O ministro disse ainda que a reforma do imposto de renda é uma aposta no vigor da recuperação econômica, partindo do pressuposto de que, com redução dos encargos sobre as pessoas jurídicas, os investimentos irão aumentar.

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As bolsas norte-americanas fecharam hoje em alta com impulso dos papéis de tecnologia, apesar das preocupações com a retirada de estímulos econômicos sinalizada em ata pelo Federal Reserve. Na semana, no entanto, os três principais índices norte-americanos acumularam perdas, puxados por baixas nas ações de setores como o bancário e de energia.

O Dow Jones encerrou o dia com avanço de 0,65%, a 35.120 pontos. O S&P 500 subiu 0,81%, a 4.441 pontos; e o Nasdaq teve alta de 1,19%, a 14.714 pontos.

O dólar fechou em baixa de 0,77%, a R$ 5,3803 na venda. Segundo Alexandre Netto, chefe de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, o arrefecimento da moeda é um movimento técnico, com exportadores “aproveitando a alta (do dólar) para internalizar recursos”.

Na semana, o dólar à vista subiu 2,65%, valorização mais forte desde a semana finda em 9 de julho, de 4,01%. Em agosto, o dólar já avança 3,39%, elevando a alta no ano para 3,73%. (Com Reuters)

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