Ibovespa fecha em baixa e desvaloriza 2,7% em agosto

Queda nos papéis de siderúrgicas e da Petrobras pesaram na Bolsa brasileira, que acumula recuo de 0,48% em 2021.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje em baixa de 0,80%, a 118.781 pontos, acumulando perda de 2,76% no mês de agosto e 0,48% em 2021. As quedas nas ações de siderúrgicas e da Petrobras, companhias que têm peso significativo na carteira teórica do índice, puxaram a Bolsa brasileira para baixo, além dos ruídos políticos em torno das negociações do Orçamento de 2022, cujo projeto foi apresentado nesta terça pelo governo ao Congresso.

As ações da CSN (CSNA3), Vale (VALE3) e Usiminas (USIM5) recuaram 4,99%, 1,80% e 0,80%, respectivamente, após os contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa de commodities de Dalian fecharem em queda de 5%. Já no caso da Petrobras (PETR4 e PETR3), que teve baixas de 3,60% e 2,30%, as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que o governo irá “trabalhar na questão do preço dos combustíveis” repercutiram mal no mercado. Em fevereiro, a alta dos preços levou à substituição do então presidente da estatal, Roberto Castello Branco, pelo general Joaquim Silva e Luna.

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Na agenda macroeconômica, o IBGE informou que a taxa de desemprego chegou a 14,1% no trimestre até junho, queda em relação à taxa de 14,7% vista no primeiro trimestre, mas ainda acima dos 13,3% no mesmo período de 2020. O resultado veio melhor que o esperado – a mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 14,4% no período. “As condições do mercado de trabalho devem continuar em uma tendência de recuperação gradual. A maior mobilidade, o aumento da confiança das empresas e a retomada de serviços prestados às famílias são os principais motores por trás dessa perspectiva”, disse em nota o economista da XP, Rodolfo Margato, citando, entretanto, os riscos das pressões inflacionárias e da crise hídrica.

O destaque positivo da sessão foi a Braskem (BRKM5), que teve alta 5,60%, renovando máximas históricas, em meio a expectativas relacionadas à movimentação de seus controladores (Novonor e Petrobras), que buscam vender suas respectivas participações na petroquímica.

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Em Wall Street, os índices também fecharam em baixa, mas acumularam ganhos em agosto após atingirem máximas recordes ao longo do mês. O Dow Jones caiu 0,11%, a 35.360 pontos; o S&P 500 recuou 0,13%, a 4.522 pontos; e o Nasdaq teve queda de 0,04%, a 15.259 pontos. A variante Delta segue preocupando os investidores, que temem por uma queda no consumo se novas medidas restritivas forem impostas para conter a pandemia.

O dólar fechou o dia em queda de 0,37%, a R$ 5,1697 na venda, encerrando o mês com baixa moderada após semanas de intensa volatilidade ditada, sobretudo, por problemas político-fiscais domésticos. A cotação acumulou queda de 0,69% em agosto, depois de chegar a subir 4,13% até o dia 19, quando fechou acima de R$ 5,42. Em 2021, a moeda norte-americana recuou 0,37% ante o real.

Nesta terça, a fraqueza do dólar no exterior se estendeu às operações locais, mas o mercado deixou as mínimas intradiárias após a definição da Ptax de fim de mês, por volta de 13h. (Com Reuters)

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