Ibovespa fecha no azul puxado por Wall Street, apesar de alta da inflação

Alta no preço da energia elétrica fez IPCA-15 de agosto chegar à marca mais alta para o período desde 2002.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (25) em alta de 0,50%, a 120.817 pontos, impulsionado pelo bom humor em Wall Street e pelos números positivos sobre as contas públicas do país. A arrecadação da Receita Federal cresceu 35,47% em julho em termos reais, somando R$ 171,27 bilhões, valor recorde para o mês, informou hoje a Receita Federal. No acumulado do ano, a arrecadação teve alta real de 26,11%, a R$ 1,053 trilhão, também o maior valor para o período da série do Fisco.

Durante a sessão, o mercado reagiu negativamente à prévia da inflação de agosto, medida pelo IPCA-15, que chegou ao nível mais alto para o período desde 2002. O indicador avançou 0,89% neste mês, ante 0,72% de julho. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 9,30%, acima das expectativas do mercado. A energia elétrica foi a principal responsável pelo avanço inflacionário, com alta de 5,0% em meio à crise hídrica.

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O índice brasileiro encontra fôlego para se recuperar após quedas profundas na última semana, amparado pelo arrefecimento da crise política em Brasília. As declarações realizadas ontem (24) pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, afastando a possibilidade da Casa aprovar medidas que furem o teto dos gastos foram bem recebidas pelos investidores.

Na visão do diretor da plataforma de análises Ohmresearch, Roberto Attuch, essas sinalizações ajudam a estabilizar a bolsa, embora o país passe por um momento difícil. O estresse político, as discussões sobre o aumento do Bolsa Família e a questão do pagamento dos precatórios, segundo ele, combinados com a aproximação da eleição presidencial em 2022, têm minado as perspectivas fiscais e prejudicado o mercado doméstico. “A bolsa brasileira está sofrendo em função de fatores domésticos, basicamente o político contaminando a questão fiscal”, afirma.

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Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas em meio ao otimismo dos investidores com a aprovação total pela agência sanitária do país da vacina da Pfizer/BioNTech, alimentando a expectativa de que mais norte-americanos se imunizem contra a Covid-19 e de que novas medidas restritivas sejam evitadas. Setores que tendem a se beneficiar da retomada econômica, como empresas smallcaps, chips e transportes, tiveram desempenho superior ao do mercado em geral. Além disso, o aumento dos rendimentos dos Treasuries deu impulso aos papéis do setor financeiro, sensíveis à taxa de juros.

A aprovação pelo Congresso do orçamento de US$ 3,5 trilhões para expandir programas sociais da gestão Joe Biden também animou o mercado. O S&P 500 avançou 0,22%, a 4.496 pontos. O Nasdaq subiu 0,15%, a 15.041; e o Dow Jones encerrou o dia com alta de 0,11%, a 35.405 pontos.

A atenção no exterior está voltada ao simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole, principalmente a fala do chair do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira, que pode trazer sinais sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

O dólar manteve o movimento de correção visto no pregão de ontem (24), fechando em baixa de 0,96%, a R$ 5,2113 na venda. O real mais uma vez liderou os ganhos entre as principais divisas globais, se beneficiando do bom humor externo e registrando novos ajustes após a forte pressão recente no mercado de câmbio.

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