Ibovespa segue exterior, fecha em queda e volta ao vermelho em 2021

Wall Street em baixa, aversão a risco nos mercados globais e expectativa em torno da votação da reforma do imposto de renda pesaram na Bolsa brasileira.

Diana Lott
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O Ibovespa fechou hoje (17) com queda de 1,30%, a 117.635,73, em um dia de aversão a riscos nos mercados globais, preocupação fiscal no Brasil e expectativa em torno da votação do projeto de reforma do imposto de renda (IR), prevista para hoje. Com o fechamento desta terça-feira, o índice brasileiro volta a acumular queda em 2021, perdendo 0,93%.

Secretários de Fazenda e de Finanças dos estados e dos principais municípios do país defenderam nesta terça-feira a rejeição do texto da reforma do IR, argumentando que ele traz perdas de arrecadação aos governos regionais que comprometeriam a prestação de serviços públicos.

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Na contramão do mercado, as ações da Yduqs (YDUQ3) e da Cemig (CMIG4) estão entre os destaques positivos do Ibovespa, após subirem 6,23% e 2,81%, respectivamente, impulsionadas pelos bons resultados de seus balanços do segundo trimestre.

A holding de educação registrou lucro líquido de R$ 116,5 milhões entre abril e junho deste ano, revertendo o prejuízo líquido de R$ 79,5 milhões do mesmo período em 2020. A Cemig também teve crescimento do lucro líquido, que foi de R$ 1,94 bilhão no segundo trimestre, quase o dobro na comparação com o mesmo intervalo de 2020, de R$ 1 bilhão. No semestre, o lucro líquido saltou de R$ 1 bilhão ano passado para R$ 2,3 bilhões em 2021.

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A queda dos preços futuros do minério de ferro da China levou a um recuo de 1,65% nas ações da Vale (VALE3) – que tem peso importante na carteira teórica do Ibovespa – e nos papéis da Usiminas (USIM5), que ficou entre as cinco maiores perdas do dia após cair 5,09%.

Nesta terça, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o governo precisa passar uma mensagem forte sobre disciplina fiscal em meio a ruídos sobre a sustentabilidade das contas públicas, que têm mexido com os preços no mercado.

Segundo ele, a percepção do mercado foi de que tanto a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) dos Precatórios quanto a reforma do Imposto de Renda foram propostas para financiar um programa de transferência de renda mais robusto. Mais recentemente, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ter acertado com a equipe econômica que o reajuste no programa será de no mínimo 50%.

No exterior, dados do varejo dos Estados Unidos mostraram recuo nas vendas de julho acima das expectativas do mercado. A queda de 1% no último mês – ante expectativa de 0,3% de recuo – levou Wall Street a fechar no vermelho. O Dow Jones caiu 0,79%, a 35.343 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,93%, a 14.656 pontos. Quase todos os setores do S&P 500 tiveram desempenho negativo, com o segmento de consumo discricionário apresentando a pior performance do dia. O índice fechou a terça com queda de 0,71%, a 4.448 pontos.

“O desempenho aquém do esperado foi justificado pelos impactos da variante Delta na economia e, levando em conta que as bolsas estão mais próximas das máximas do que das últimas mínimas, qualquer sinalização de retrocesso econômico acaba gerando uma correção”, explica Rafael Ribeiro, da Clear Corretora.

O dólar fechou em leve queda de 0,12%, a R$ 5,272, influenciado por um movimento de venda após a moeda superar R$ 5,30. A cotação no mercado doméstico descolou do clima de aversão a risco no exterior, onde o dólar subia de forma generalizada.(Com Reuters)

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