Lucro da Engie Brasil Energia recua 58,4% no 2º trimestre, a R$ 319 milhões

Resultado foi impactado por um impairment de R$ 163 milhões pelo ajuste do valor contábil do complexo termelétrico Jorge Lacerda.

Redação
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A elétrica Engie Brasil Energia reportou ontem (5) lucro líquido de R$ 319 milhões no segundo trimestre de 2021, queda de 58,4% em relação a igual período do ano passado, em resultado impactado por um impairment de R$ 163 milhões pelo ajuste do valor contábil do complexo termelétrico Jorge Lacerda.

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A empresa também citou impactos negativos da atualização de concessões a pagar pelo IGP-M. Sem os efeitos não recorrentes representados pelo impairment, acrescentou a elétrica, o lucro líquido teria recuado 28% ante o segundo trimestre de 2020.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da controlada da francesa Engie atingiu R$ 1,53 bilhão no trimestre até junho, alta de 19,7% na comparação com mesma etapa de 2020.

A empresa ainda apurou receita líquida de R$ 3,13 bilhões no segundo trimestre, alta de 16,6% no ano a ano, impulsionada pela implantação de sistemas de transmissão, que representaram 25% da receita consolidada no período.

“A Engie Brasil Energia continua apresentando um desempenho consistente mesmo em um cenário de extensão da pandemia e diante de um contexto hidrológico ainda mais rigoroso do que o inicialmente previsto para o ano”, disse a administração da empresa, em referência à crise hídrica enfrentada pelo país, com a maior seca em 91 anos nas áreas de usinas hidrelétricas.

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A quantidade de energia vendida pela Engie no trimestre, sem considerar operações de trading, foi de 8.856 gigawatts-hora, volume 0,4% inferior ao comercializado na mesma etapa do ano passado. Por outro lado, o preço médio dos contratos de venda de energia subiu 4,9% na mesma comparação, a R$ 205,35/MWh.

“A aceleração da inflação, que impacta a correção das concessões, está influenciando positivamente o preço médio de venda de energia. Já estamos implementando reajustes nos contratos, mitigando a perda e impulsionando a receita”, afirmou a empresa em mensagem assinada pelo diretor-presidente, Eduardo Sattamini, e pelo diretor financeiro, Marcelo Cardoso Malta.

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Os executivos acrescentaram que a posição de caixa da Engie Brasil Energia “continua confortável”, na ordem de R$ 5,1 bilhões, com a relação dívida líquida/Ebitda, em 1,9 vez.

“Mantemos a previsão de investimentos de R$ 3,7 bilhões para o ano de 2021”, disseram eles. (Com Reuters)

 

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