Rapyd recebe aporte de US$ 300 milhões

Operação levou avaliação da fintech a US$ 5 bilhões

Iain Martin
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Reprodução/Forbes
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Arik Shtilman, cofundador e CEO da Rapyd, disse que a receita da companhia triplicou desde outubro passado

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A avaliação da Rapyd, plataforma de pagamentos que atende clientes como Uber e Ikea, dobrou para US$ 5 bilhões desde o levantamento de sua última rodada em janeiro. O crescimento ocorre em meio a um boom no mercado das fintechs, impulsionado pela pandemia. Com sede em Londres, na Inglaterra, a empresa acaba de levantar uma rodada, desta vez uma série E, de US$ 300 milhões para financiar aquisições e expansão na América Latina e na Ásia.

O negócio acontece apenas um mês depois que a Rapyd adquiriu a empresa de pagamentos islandesa Vailtor, em um negócio de US$ 100 milhões, e apenas sete meses depois de captar US$ 300 milhões em janeiro. “Este é um ciclo rápido, mas o crescimento do nosso negócio tem sido vasto e os pagamentos estão indo muito rápido, então seis meses são, na verdade, mais parecidos com 18 meses, o que é uma situação normal para arrecadação de fundos”, disse Arik Shtilman, cofundador e CEO da Rapyd.

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Segundo o executivo, a receita da Rapyd triplicou desde outubro passado, quando a rodada anterior foi encerrada. Agora, a companhia está gerenciando US$ 20 bilhões em transações internacionais não apenas para pequenas empresas, mas também para que o dinheiro seja depositado e retirado de carteiras digitais para companhias como o Uber na América Latina.

A aquisição da Valitor permitirá que a fintech se expanda para o que Shtilman classificou como setores de alto risco, como criptomoedas e jogos online. “Este é um espaço que se move muito rapidamente e não se trata apenas de volumes e receitas, mas de novos casos de uso que você nunca viu antes”, diz.

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Fundada por três empreendedores israelenses em 2016, a Rapyd faz parte de uma indústria em expansão que administra o dinheiro para a economia digital. A pandemia e a debandada de investidores em busca de lucro com as fintechs geraram um salto significativo nas avaliações das startups, além de discussões sobre uma bolha.

O rival norte-americano Stripe levantou uma rodada de US$ 600 milhões em março, o que levou sua avaliação a US$ 95 bilhões, o triplo do último valor relatado de US$ 36 bilhões, em abril de 2020. Na Europa, a avaliação do banco digital Revolut explodiu de US$ 5,5 bilhões no ano passado para US$ 33 bilhões este ano, enquanto a compra da empresa sueca Suécia Klarna viu seu valor saltar de US$ 14,6 bilhões para US$ 45,6 bilhões em um intervalo de três meses entre as rodadas no início deste ano.

A rodada da Rapyd foi liderada pela Target Global e contou com a participação da Fidelity Ventures, Altimeter Capital e BlackRock. A Stripe foi um dos primeiros investidores na Rapyd. A startup inglesa lançou seu próprio braço de financiamento de risco em maio, com o objetivo de apoiar outras fintechs em estágio inicial.

“Há uma tendência global na adoção de carteiras digitais”, diz Mike Lobanov, sócio da Target Global, acrescentando que partes da Ásia-Pacífico e da América Latina deixaram de lado as redes de cartão do tipo Visa para adotar e-wallets baseadas em smartphones. “A tendência é que tenhamos várias carteiras digitais, e alguém terá que conectar todas elas. A Rapyd é quem está melhor posicionado para isso.”

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