Risco fiscal faz Ibovespa descolar do exterior e fechar em baixa

Dólar fechou estável apesar de registrar baixas significativas frente a uma cesta de pares no exterior, na maior desvalorização diária desde o começo de maio.

Diana Lott e Artur Nicoceli
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O Ibovespa se descolou das bolsas no exterior e fechou hoje (23) em queda de 0,49%, a 117.471 pontos, com desempenho penalizado pela percepção de risco fiscal no Brasil. As tensões entre Executivo e Judiciário aumentam as incertezas sobre a aprovação da agenda econômica do Planalto, que inclui a reforma do imposto de renda e o plano de pagamento dos precatórios, além do orçamento para 2022.

As ações da Embraer (EMBR3) estão entre os destaques positivos do dia, com alta de 5,89%, “devido aos contratos no segmento de veículos elétricos e carros voadores que a companhia fechou nos últimos dias”, afirma Bruno Madruga, sócio e head de renda variável da Monte Bravo Investimentos. A fabricante de aviões comerciais informou, na manhã desta segunda-feira, que sua subsidiária Eve Urban Air Mobility ampliou a parceria com a startup de Singapura Ascent Flights Global para realizar 100 mil horas de voos em veículos elétricos.

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A Lojas Americanas (LAME4), por outro lado, teve a maior queda da sessão, de 6,08%, em função da integração de suas operações com as da B2W e da perspectiva para o setor de varejo nos próximos meses. “O mercado ainda está apreensivo com os resultados reportados pelas empresas, e recentemente, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados mais fracos para as vendas no varejo brasileiro. As incertezas macroeconômicas, como altas nas taxas de juros e inflação afetam o poder de compra das famílias e são motivos de preocupação por parte dos investidores nesses ativos”, diz Túlio Nunes, especialista em Finanças da Toro Investimentos.

Em Wall Street, os índices fecharam em alta, com o Nasdaq atingindo nova máxima recorde de 14.942 pontos, após subir 1,55% na sessão. O Dow Jones avançou 0,61%, a 35.335 pontos, e o S&P 500 cresceu 0,85%, a 4.479 pontos. Os setores bancário e de energia lideraram os ganhos após uma forte liquidação na semana passada. O mercado também recebeu positivamente a aprovação total pela agência sanitária dos Estados Unidos da vacina da Pfizer contra a Covid-19.

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A atenção nesta semana está voltada para a conferência anual do Federal Reserve em Jackson Hole (Wyoming), que começa na quinta-feira (26), na qual os investidores esperam pistas sobre quando o banco central dos EUA começará a reduzir seus estímulos à economia.

O dólar fechou estável a R$ 5,3802 na venda. No exterior, a divisa norte-americana registrou baixas significativas frente a uma cesta de pares, na maior desvalorização diária desde o começo de maio. “O dólar aprofundou sua queda no exterior, mas, no Brasil, o risco fiscal deixou o real fraco”, explica Camila Abdelmalack, economista-chefe da Veedha Investimentos. (Com Reuters)

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