Brasil tem maior superávit em transações correntes para agosto em 15 anos, a US$ 1,684 bilhão

O déficit em transações correntes no acumulado em 12 meses caiu a 1,23%, frente a 1,30% em julho

Redação
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Adriano Machado/Reuters
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O déficit em transações correntes no acumulado em 12 meses caiu a 1,23%, frente a 1,30% em julho

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O superávit em transações correntes do Brasil foi de US$ 1,684 bilhão em agosto, maior dado para o mês desde 2006 (quando se registrou balança de +2,127 bilhões), afetado principalmente por uma melhoria nas trocas comerciais com o exterior.

Com isso, o déficit em transações correntes no acumulado em 12 meses caiu a 1,23%, frente a 1,30% em julho, ao menor patamar desde janeiro de 2018 (-1,11%).

O resultado de agosto veio melhor que o superávit de US$ 1 bilhão esperado por analistas em pesquisa Reuters. Por sua vez, os Investimentos Diretos no País (IDPs) alcançaram US$ 4,451 bilhões, abaixo de expectativa no mercado de US$ 6 bilhões. Para o mês de setembro, o BC projetou um déficit em transações correntes de US$ 1,9 bilhão e IDP de US$ 5 bilhões. Até o dia 21 deste mês, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 2,238 bilhões, informou ainda o BC.

DETALHAMENTO

Em agosto, o superávit da balança comercial subiu 14,2% ante igual mês do ano passado, a US$ 5,648 bilhões.

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Também contribuindo para o dado de transações correntes no mês, o déficit na renda primária diminuiu 8,2% na mesma base de comparação, a US$ 2,601 bilhões.

Isso aconteceu sobretudo por menores despesas líquidas com juros, que somaram US$ 794 milhões no mês, frente a US$ 986 milhões um ano antes. As remessas de lucros e dividendos, por sua vez, ficaram praticamente estáveis a US$ 1,817 bilhão, contra US$ 1,859 bilhão em agosto de 2020.

Já o déficit na conta de serviços cresceu 8,6% em agosto na comparação anual, a US$ 1,577 bilhão.

No mês, as despesas líquidas com viagens internacionais subiram a US$ 195 milhões, ante US$ 123 bilhões em agosto do ano passado, mas ainda permanecendo em um patamar baixo, num reflexo das restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

INVESTIMENTOS EM CARTEIRA

Segundo informou o BC, os investimentos em carteira no mercado doméstico em agosto caíram a US$ 1,196 bilhão, contra US$ 2,345 bilhões um ano antes, compostos por um ingresso de US$ 1,366 bilhão em títulos de dívida e saída de US$ 170 milhões em ações e fundos de investimento.

No acumulado de janeiro a agosto, contudo, o saldo das entradas em carteira é positivo em US$ 23,964 bilhões, ante saída de US$ 28,281 bilhões em igual período de 2020. (com Reuters)

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