China se prepara contra eventuais desvios de fundos imobiliários da Evergrande

Segundo o veículo de imprensa local Caixin, contas especiais de custódia foram abertas no final de agosto em pelo menos oito províncias onde a imobiliária tem projetos mais inacabados.

Redação
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Bobby Yip/Reuters
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Contas especiais de custódia foram abertas no final de agosto em pelo menos oito províncias onde a Evergrande tem projetos mais inacabados

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Diversos governos locais na China criaram contas especiais de custódia destinada aos projetos imobiliários da principal incorporadora do país, e hoje bastante endividada, a Evergrande, para evitar que os fundos destinados aos projetos habitacionais sejam desviados, disse o veículo de imprensa local Caixin.

Com dívidas de US$ 305 bilhões, a Evergrande perdeu o prazo de pagamento de títulos de dívida em dólar na semana passada, e o silêncio da empresa sobre o assunto fez os investidores globais se perguntarem se terão que engolir grandes perdas quando o período de carência de 30 dias se encerrar.

VEJA TAMBÉM: Presidente do conselho da Evergrande recebeu US$ 8 bilhões em dividendos enquanto empresa acumulava dívida

As contas especiais de custódia foram abertas no final de agosto em pelo menos oito províncias onde a Evergrande tem projetos mais inacabados, disse o veículo chinês neste domingo, citando uma fonte próxima à equipe de gerenciamento da empresa.

Entre as províncias, estão Anhui, Guizhou, Henan, Jiangsu e cidades ao sul do Delta do Rio das Pérolas, acrescentou.

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As contas de custódia visam garantir que os pagamentos daqueles que adquirem imóveis sejam usados para concluir os projetos habitacionais da Evergrande, e não desviados para outro lugar, como para credores, disse o Caixin.

Em algumas cidades do sul, como Zhuhai e Shenzhen, os escritórios do regulador habitacional, o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano-Rural, também estiveram envolvidos na supervisão e revisão do uso de recursos pelos projetos da Evergrande, disse.

A Evergrande e o Ministério da Habitação não responderam aos pedidos de comentários. (Com Reuters)

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