Forbes Radar: Via, Eletrobras, Cosan, Bluefit e outros destaques corporativos

No Forbes Radar de hoje (13), começou nesta segunda-feira o período de reserva de ações da Bluefit para pequenos investidores antes de sua estreia na bolsa, prevista para o dia 28. A Via aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, com prazos de três, cinco e sete anos, segundo comunicado enviado à CVM.

Enquanto isso, o BRB (Banco de Brasília) pediu registro para realizar uma oferta subsequente de units, e o governo do Distrito Federal também aproveitará a operação para vender uma fatia no negócio.

A Eletrobras informou ao mercado que publicou no Diário Oficial da União o Decreto que cria a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. – ENBpar

Veja estes e outros destaques corporativos do dia:

Petrobras (PETR4)

A Petrobras confirmou cronograma para o início da operação da UPGN (Unidade de Processamento de Gás Natural) do Polo GasLub (antigo Comperj), em Itaboraí (RJ), em 2022, com um projeto que conta ainda com o gasoduto Rota 3 que trará o insumo do pré-sal, afirmou hoje (10) o presidente da companhia estatal, Joaquim Silva e Luna.

O projeto da UPGN com o gasoduto prevê capacidade para escoar e processar diariamente 21 milhões de metros cúbicos de gás do pré-sal.

O executivo falou durante um evento para a assinatura de protocolo de intenções com o governo do Estado do Rio de Janeiro, no Palácio Guanabara, para cessão de áreas do GasLub.

A ideia da iniciativa é explorar o potencial da infraestrutura do polo para atrair grandes indústrias, permitindo a criação de um complexo industrial.

Também presente no evento, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou que a expectativa é que a região do GasLub já receba novos investimentos industriais a partir do próximo ano.

Novos modelos contratuais

A Petrobras informou nesta sexta-feira que aprovou novos modelos contratuais para venda de gasolina A e de óleo diesel rodoviário e marítimo para as distribuidoras de combustíveis, e ressaltou que os novos contratos em nada alteram a sua política de precificação.

Segundo a empresa, os novos contratos visam simplificar alguns processos, aumentar a competitividade e trazer flexibilidade para a Petrobras na adoção de novas estratégias comerciais, à medida que a companhia deixa sua condição de quase monopolista no refino de petróleo por meio do processo de desinvestimentos em refinarias.

A Petrobras ressaltou que não há mudanças nas práticas de precificação destes produtos, que seguem o alinhamento dos mercados internacionais.

Os novos contratos ainda serão submetidos à homologação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Via (VIIA3)

O conselho de administração da Via aprovou a emissão de R$ 1 bilhão em debêntures, com prazos de três, cinco e sete anos, segundo comunicado enviado pela companhia à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) ontem (12).

Os recursos, segundo a varejista, serão destinados para alongamento do perfil da dívida da companhia e reforço de caixa no âmbito da gestão ordinária dos negócios da empresa.

Banco de Brasília (BSLI3)

O BRB (Banco de Brasília) pediu registro para realizar uma oferta subsequente de units, em busca de recursos para ampliar sua oferta de crédito e investir em tecnologia, enquanto o governo do Distrito Federal também aproveitará a operação para vender uma fatia no negócio.

Segundo o prospecto preliminar da oferta registrado na última sexta-feira (10) na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a operação será conduzida por Itaú BBA, BTG Pactual e Citi.

Embora listado, o BRF tem pouca liquidez, dado que 80,3% do capital (75,4% das ações ordinárias e 96,9% das preferenciais) estão nas mãos do governo do Distrito Federal.

A instituição diz no prospecto que enxerga “avenidas de crescimento” em mercados de nicho, que vão desde financiamento agrícola a bilhetagem eletrônica de ônibus.

Apple (AAPL34)

Uma juíza federal dos EUA atingiu uma parte essencial da App Store da Apple na última sexta-feira (13), forçando a empresa a permitir que desenvolvedores enviem seus usuários a outros sistemas de pagamento em uma vitória para a criadora de “Fortnite”, a Epic Games, e outros fabricantes de aplicativos.

Mas a magistrada não exigiu que a Apple deixasse os fabricantes de aplicativos usarem seus próprios sistemas de pagamento no aplicativo, um dos principais pedidos da Epic, e permitiu que a Apple continuasse a cobrar comissões de 15% a 30% por seu próprio sistema de pagamento no aplicativo.
fabricante de jogos “Fortnite”, Epic Games, informou ontem (12) em um documento judicial que planeja apelar de uma decisão em seu caso antitruste contra a Big Tech.

A juíza distrital dos EUA Yvonne Gonzalez Rogers descreveu sua decisão como exigindo uma mudança “comedida” nas regras da Apple. Analistas disseram que o impacto pode depender muito de como o fabricante do iPhone escolherá implementar a decisão.

A decisão aumenta amplamente a concessão feita a empresas de streaming de vídeo na semana passada, permitindo-lhes direcionar os usuários para métodos de pagamento externos. A decisão expande essa isenção para todos os desenvolvedores, incluindo os desenvolvedores de jogos que são os maiores geradores de caixa para a App Store da Apple, que é a base de seu segmento de serviços de US$ 53,8 bilhões.

A juíza decidiu que a Apple não pode mais impedir os desenvolvedores de fornecer botões ou links em seus aplicativos que direcionam os clientes a outras formas de pagamento fora do próprio sistema de compra dentro do aplicativo da Apple. Segundo a decisão, a Apple não pode proibir os desenvolvedores de se comunicarem com os clientes por meio de informações de contato obtidas pelos desenvolvedores quando os clientes se cadastraram no aplicativo.

Cosan (CSAN3)

A Cosan S.A. comunicou ao mercado em geral que na última sexta-feira (10) ocorreu a liquidação financeira do investimento realizado pela Bradesco Vida e Previdência S.A. (“Bradesco”), via aumento de capital na Compass Gás e Energia S.A. (“Compass”), no valor de R$ 810 milhões por meio da emissão de novas ações preferenciais classe B representativas de 4,47% do capital da Compass.

A liquidação do investimento restante no valor total de R$ 630 milhões, que é parte da segunda rodada de investimentos via transação privada para aumento de capital, ocorrerá tão logo sejam cumpridas as formalidades necessárias. Após referida conclusão, a participação do Bradesco no capital social da Compass será de 4,32%.

Com a realização do investimento, passa a ser efetivo o Acordo de Acionistas firmado entre Compass, a Companhia e o Bradesco. Em complemento, a Cosan esclarece que BC Gestão de Recursos Ltda., Prisma Capital Ltda. e Núcleo Capital Ltda. também são parte desse acordo de acionistas, com a eficácia da participação destes últimos suspensa até a conclusão do investimento.

Allied S.A. (ALLD3)

A Allied Tecnologia S.A. informou aos seus acionistas que, na última sexta-feira (10), que o Conselho de Administração aprovou a proposta de pagamento de proventos, no valor total de R$ 43.213.146,25.

Divididos em: distribuição de dividendos intercalares, no valor de R$ 2.661.438,84, sendo que o valor dos dividendos intercalares por ação será de R$ 0,028555113; distribuição de dividendos intermediários no valor de R$ 9.129.113,59, sendo que o valor dos dividendos intermediários por ação será de R$ 0,097948098; e juros sobre o capital próprio no valor de R$ 31.422.593,82, que corresponde a R$ 0,337139337 por ação; sobre o valor dos juros sobre capital próprio incidirá Imposto de Renda à alíquota de 15%, exceto para os acionistas comprovadamente isentos ou imunes.

Bluefit (BFFT3)

O período de reserva para pequenos investidores comprarem ações da Bluefit antes de sua estreia na bolsa começa nesta segunda-feira (13). A companhia deve ser negociada na B3 a partir de 28 de setembro, com o código BFFT3, já o prazo de reserva acaba em 23 de setembro.

A rede de academias possui 102 unidades em operação (61 próprias e 41 franquias) e 201 mil clientes ativos. No primeiro semestre deste ano, ela registrou receita líquida de R$ 43,2 milhões, alta de 64,9% na comparação anual, enquanto o prejuízo líquido foi de R$ 15 milhões, 15,6% menor.

Rumo (RAIL3)

A Rumo anunciou na última sexta-feira (10) a conclusão de uma arbitragem com Logística Brasil, Dimitrios Markakis e Deminvest, acionistas minoritários da Brado.

O acordo remonta o direito de liquidez previsto no acordo de acionistas da empresa. Segundo a Rumo, com o encerramento do referido procedimento arbitral, a companhia adquiriu 15,42% do capital social da Brado, por cerca de R$ 388 milhões.

Eletrobras (ELET6)

Centrais Elétricas Brasileiras S/A informou ao mercado hoje (13), que foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto 10.791/2021, de 10 de setembro de 2021, que cria a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional S.A. – ENBpar.

A nova estatal, criada em razão do processo de capitalização da Eletrobras foi desenhada como um modelo de holding e terá como objeto deter o capital social e a comercialização da usina hidrelétrica de Itaipu, ser a sócia majoritária na Eletronuclear, gerir os contratos da Reserva Global de Reversão – RGR firmados até 2016 e os seguintes programas de governo: Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA, Mais Luz para Amazônia e Mais Luz para Todos.

A forma de segregação dos ativos ainda está em avaliação pelo BNDES e deverá ser aprovada em Assembleia Geral Extraordinária de Acionistas da Eletrobras.

CSN Cimentos
Os acionistas da CSN Cimentos já planejam relançar a abertura de capital da empresa na B3 em meados de outubro e fechar a operação antes do final do ano. O anúncio vem após a compra, na última quinta-feira, dos negócios de cimento e concreto no Brasil do grupo Holcim, por US$ 1,02 bilhão,

A CSN decidiu suspender o processo de IPO da empresa em meados de julho devido às condições nada favoráveis do mercado naquele momento. A expectativa da cimenteira com a listagem na Bolsa é de levantar R$ 2,5 bilhões a R$ 3 bilhões para sustentar seu plano de expansão.

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