Governo amplia possibilidades de contratação de derivativos no exterior

O CMN passou a permitir que instituições financeiras autorizadas pelo BC recorram ao instrumento para outros fins que não a proteção de capital.

Redação
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Manusapon Kasosod/Getty Images
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Em nota, o Banco Central disse que a iniciativa visa ampliar as possibilidades de instrumentos de proteção

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O CMN (Conselho Monetário Nacional) autorizou hoje (30) a ampliação do uso de contratos derivativos no exterior em modalidades regulamentadas no mercado internacional, permitindo que bancos e outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central recorram a esses instrumentos para outros fins que não proteção de capital.

Até então, essas operações eram restritas ao “hedge” de direitos ou obrigações de natureza comercial ou financeira sujeitos a riscos cambiais ou de variação de taxas de juros ou de preços de mercadorias.

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Com a ampliação do escopo de utilização dos derivativos, o BC revogou as resoluções 3.312 (de agosto de 2005) e 3.833 (de janeiro de 2010), que definiam regras apenas dentro do objetivo de preservação dos recursos contra riscos de variações em preços de ativos financeiros.

Em nota, o Banco Central disse que a iniciativa visa ampliar as possibilidades de instrumentos de proteção, inclusive para investimento estrangeiro no Brasil e para financiamentos de longo prazo, como os voltados a projetos de infraestrutura.

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O mercado de derivativos – que inclui os mais variados tipos de contratos futuros ou a termo tendo como ativo-objeto ações, índices de ações, moedas, juros, commodities e crédito – movimenta trilhões de dólares diariamente e é utilizado tanto para “hedge” quanto para especulação.

O Brasil possui um dos mais desenvolvidos mercados de derivativos no mundo. Na B3, na véspera, por exemplo, foram negociados cerca de US$ 208,2 bilhões em contratos futuros, de opções, balcão e míni de diversas classes de ativos. (Com Reuters)


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