Ibovespa abre em queda com reforma do IR e recuo na produção industrial

O dólar oscila ante o real com investidores avaliando risco fiscal doméstico.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda no início do pregão hoje (2), com recuo de 0,84% aos 118.386 pontos perto das 10h13 no horário de Brasília. O mercado doméstico digere o andamento da reforma do Imposto de Renda (IR) na Câmara dos Deputados, e mais um dado negativo para a economia do país: a produção industrial de julho. Os mercados globais, enquanto isso, seguem atentos para os dados sobre desemprego nos Estados Unidos e para a inflação na zona do euro.

Nos indicadores, a produção industrial brasileira registrou queda de 1,3% em julho na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) hoje. Em relação ao mesmo período do ano passado, a produção subiu 1,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de queda de 0,5% na variação mensal e alta de 1,8% na base anual.

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Em Brasília, a Câmara dos Deputados aprovou ontem o texto principal do projeto de Reforma do IR, após o relator da proposta, Celso Sabino (PSDB-PA), promover mudanças em seu parecer, prometer a redução do IR (Imposto de Renda) para as pessoas físicas e afirmar que não haverá redução da arrecadação de Estados e municípios.

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, avalia que a reforma deve gerar ruídos na Bolsa brasileira. “Empresários com companhias de lucro presumido entre R$ 5 milhões e R$ 70 milhões por ano terão sua carga tributária aumentada sensivelmente, então essa massa de empresas, que emprega grande parte das pessoas no país, terão perdas com o aumento da carga tributária”. Mas ele ressalta que ainda é preciso avaliar como o projeto será recebido pelo Senado.

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Com a aprovação na Câmara, os investidores globais avaliam o cenário fiscal doméstico, enquanto o dólar oscila ante o real nesta quinta-feira. Às 10h13, a moeda era negociada em baixa de 0,04%, a R$ 5,1826.

Os futuros norte-americanos apontam para uma abertura no azul, após a divulgação da balança comercial de julho no país e dos dados de auxílio-desemprego referentes à semana encerrada em 28 de agosto. O Departamento do Trabalho registrou 340 mil pedidos no período, um pouco abaixo dos 345 mil esperados pelo mercado e dos 354 mil pedidos registrados na semana anterior. A balança comercial dos EUA de julho registrou déficit de US$ 70,10 bilhões, também inferior à expectativa do mercado de US$ 71 bilhões e do saldo negativo de US$ 73,2 bilhões registrados em junho.

A semana ainda termina com o payroll, principal relatório de emprego dos EUA, que trará os dados de empregos não agrícolas em agosto. Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, conta que os números trarão mais pistas sobre a política do banco central americano, em especial sobre a desaceleração do programa de compra de ativos.

As Bolsas europeias são negociadas de lado, com investidores reagindo à inflação ao produtor na região e atentos para os dados de emprego nos EUA. O bloco do Euro divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor) de julho, o qual registrou alta de 2,3% na comparação mensal, e aumento de 12,1% frente ao ano anterior. Economistas consultados pela agência Reuters esperavam avanços, respectivamente, de 1,1% e 11,0%. O BCE (Banco Central Europeu) quer manter a inflação em 2%, mas a primeira estimativa para a alta dos preços ao consumidor em agosto ficou bem acima das expectativas, em uma máxima de dez anos de 3,0%.

O Stoxx 600 cresce 0,19%; na Alemanha, o DAX sobe 0,05%; o CAC 40 valoriza 0,06% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 0,02%; enquanto no Reino Unido, o FTSE 100 recua 0,09%.

Na Ásia, os mercados fecharam em alta. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,24%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em alta de 0,90%; enquanto no Japão, o índice Nikkei valorizou 0,33%; e na China, o índice Shanghai, avançou 0,84%.

Os reguladores chineses do Ministério dos Transportes convocaram e entrevistaram 11 empresas de tecnologia com aplicativos de transporte privado, como a DiDi e a Meituan. Foi solicitado que elas retificassem o comportamento em desacordo com as regras de mercado vigentes no país.

Os contratos futuros do carvão coque negociados na China renovaram uma máxima histórica nesta quinta-feira, desencadeando também um rali nos preços do coque, à medida que importações fracas e o controle de produção nas minas geraram preocupações com a oferta. Os futuros do coque em Dalian fecharam em alta de 6,5%, a 3.359 iuanes por tonelada. Enquanto a referência do minério de ferro fechou em queda de 0,6%, a 774 iuanes por tonelada, devolvendo ganhos registrados no início da sessão.

Os preços do petróleo operam em alta hoje, apoiados por uma queda acentuada nos estoques de petróleo dos EUA, embora com ganhos limitados, devido à decisão da Opep+ de manter sua política de aumento gradual da produção. Por volta das 9h45, os futuros do petróleo Brent subiam 0,74%, a US$ 72,12 o barril, enquanto o WTI avançava 0,76%, a US$ 69,11. (com Reuters)

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