Ibovespa abre em queda em dia de aversão a riscos no exterior

O dólar avança ante o real e é negociado a R$ 5,25.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em queda na abertura do pregão de hoje (16), perdendo 1,01% aos 113.897 pontos perto das 10h12, horário de Brasília. No radar dos mercados globais, estão dados econômicos dos Estados Unidos e incertezas fiscais na China. No contexto doméstico, os investidores mantêm atenção aos índices de inflação e à crise político-institucional.

Entre os indicadores, o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) caiu 0,37% em setembro, ante alta de 1,18% em agosto, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira da FGV (Fundação Getulio Vargas). Segundo o relatório, o ritmo da queda nos preços do minério de ferro aliviou o indicador de inflação. No entanto, a expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 0,63%. Com o resultado, o IPG-10 acumula alta de 26,84% em 12 meses.

Em Brasília, a agenda segue com discussões sobre o pagamento dos precatórios e o impacto no teto de gastos. Para Pietra Guerra, especialista em ações da Clear Corretora, o destaque continua sendo a retirada dos gastos com precatórios do teto para o Orçamento do ano que vem. “O que percebemos é a tendência de que o governo apoie a proposta da Câmara dos Deputados de retirar esses gastos do teto. Ainda a ver, mas isso deve trazer impacto para a B3, seja de alívio quanto para aumentar as preocupações com a política fiscal.”

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O dólar avança frente ao real, com ruídos no mercado doméstico e aversão ao risco no exterior. Às 10h12, o dólar era negociado em alta de 0,39%, a R$ 5,2562.

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No mercado internacional, os futuros dos índices norte-americanos apontam para abertura sem direção definida, após a divulgação de dados econômicos no país. A concessão de auxílio-desemprego registrou 332 mil novos pedidos na semana encerrada em 11 de setembro, acima da previsão do mercado de 330 mil e dos 312 mil pedidos somados na semana anterior.

Além disso, o país registrou aumento de 0,7% nas vendas no varejo em agosto, acima da projeção de queda de 0,8% calculada por analistas. No mês anterior, os EUA divulgou queda de 1,8% no indicador.

Paula Zogbi, analista de investimentos da Rico, alerta que estamos às vésperas de um “quadruple-witching”, dia em que ocorre o vencimento de opções de ações, de índices futuros de ações, de ações e de “single-stock futures” (um tipo específico de contrato futuro). A analista afirma que podemos esperar “muito investidor correndo para organizar as carteiras no mesmo pregão, [ou ainda] volatilidade praticamente certa amanhã (17) na Bolsa norte-americana”.

As Bolsas europeias operam em alta nesta manhã, enquanto os mercados no continente digerem dados da balança comercial da zona do euro de julho e seguem atentos aos dados econômicos dos EUA. A agência de estatísticas da União Europeia informou que o superávit comercial não ajustado da zona do euro caiu a € 20,7 bilhões em julho, de € 26,8 bilhões em julho de 2020.

Nos sete primeiros meses de 2021 a balança calculou superávit em € 122,4 bilhões contra € 112,8 bilhões entre janeiro e julho de 2020. Após ajustado para oscilações sazonais, o superávit subiu a € 13,6 bilhões em julho, ante € 11,9 bilhões em junho, conforme as exportações aumentaram 1,0% no mês enquanto as importações cresceram apenas 0,3%.

O Stoxx 600 opera em alta de 0,71%; na Alemanha, o DAX avança 0,63%; enquanto o CAC 40 valoriza 1,05% na França; na Itália, o FTSE MIB tem alta de 1,12%; enquanto o FTSE 100 opera em alta de 0,42% no Reino Unido.

Além disso, os mercados asiáticos fecharam o dia em queda, em meio a receios de que o endividamento da incorporadora chinesa Evergrande Group desencadeariam um impacto mais amplo no mercado da região. A agência Fitch afirmou , à Reuters, que um default (calote, em inglês) da companhia poderia expor vários setores a um risco de crédito elevado

Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial Investimentos, conta que as informações vindas da China mostram que o caso vem piorando, pois a empresa precisa de dinheiro para terminar suas obras, “muitas [obras] já vendidas e não concluídas e uma dívida de mais de US$ 300 bilhões, a gente precisa acompanhar a situação e o alastro disso pela economia chinesa”.

O Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 1,46%; e o BSE Sensex, de Mumbai, fechou o dia em alta de 0,71%; o índice Shangai, na China, recuou 1,34%; e no Japão, o índice Nikkei caiu 0,62%.

No mercado de commodities, os contratos futuros do aço inoxidável chinês atingiram um recorde histórico nesta quinta-feira, enquanto a demanda permanece resiliente. Por outro lado, os preços dos ingredientes para a produção de aço na Bolsa de Commodity de Daliam caíram. O carvão metalúrgico fechou em queda de 0,6%, para 2.684 iuanes por tonelada, e o coque caiu 4%, para 3.189 iuanes. Já os contratos futuros do minério de ferro de referência na bolsa de Dalian caíram 3,9%, para 671 iuanes por tonelada.

Os preços do petróleo recuam nesta quinta-feira, após uma queda nos estoques da commodity nos EUA, maior consumidor mundial de petróleo. Por volta das 10h00, o petróleo Brent recuava 0,57%, a US$ 75,03 por barril, enquanto o WTI caía 0,65%, para US$ 72,14 o barril. (com Reuters)

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