Ibovespa abre no azul e acompanha movimento de recuperação global

O dólar recua ante o real com retorno do apetite por risco no exterior.

Iasmin Paiva
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O Ibovespa opera em alta no início do pregão de hoje (21), com avanço de 0,63% aos 109.528 pontos perto das 10h14, horário de Brasília. O dia é de recuperação dos principais índices globais, após grandes quedas na véspera devido a preocupações com o risco de impacto global de um eventual calote da incorporadora Evergrande, na China.

No entanto, Filipe Villegas, estrategista de ações da Genial Investimentos, afirma que ainda é cedo para considerar o tema como uma página virada. “Quando nós tivermos um sinal mais claro de como o governo [chinês] irá tratar esse problema, poderemos falar de uma questão superada.”

Além disso, nesta terça-feira começam as reuniões do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto), órgão norte-americano que decidirá sobre o futuro da política monetária do país, e do Copom (Comitê de Política Monetária), que terá como principal pauta o reajuste da taxa básica de juros.

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Para Julia Aquino, especialista em investimentos da Rico, a expectativa é que a redução da compra de títulos pelo governo norte-americano só seja anunciada em novembro. O Federal Reserve, banco central dos EUA, já sinalizou que pretende começar a diminuir as aquisições ainda neste ano.

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O Copom, por sua vez, deve informar novo aumento da Selic na quarta-feira. Aquino afirma que o reajuste provavelmente será de um ponto percentual (chegando a 6,25% ao ano). “Esses dois eventos continuarão ditando os movimentos dos dois mercados”, diz ela.

Em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, se reúne com os presidentes da Câmara e do Senado, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG), para discutir a PEC dos Precatórios, que tramita no Congresso, e seu impacto nas contas públicas. A discussão em torno do Orçamento para 2022 envolve o Auxílio Brasil, programa que substituirá o Bolsa Família e que não poderá ser bancado integralmente pelo aumento do IOF, que teve suas alíquotas reajustadas para cima até o fim do ano.

O dólar recua ante o real nesta quarta-feira, refletindo recuperação global no apetite por risco. Às 10h14, a moeda caía 0,45%, a R$ 5,3087.

Os índices futuros norte-americanos indicam abertura em alta, em movimento global de recuperação, após fortes quedas na segunda-feira com preocupações acerca do impacto do caso Evergrande. Os investidores também operam em compasso de espera pelo resultado da reunião do Fomc (Comitê Federal de Mercado Aberto).

As ações europeias operam no azul nesta manhã, recuperando-se das quedas do último pregão, enquanto os investidores seguem acompanhando o mercado chinês e o início da reunião do Fed. O Stoxx 600 sobe 1,00%. Na Alemanha, o DAX avança 1,40%; enquanto o CAC 40 valoriza 1,37% na França; na Itália, o FTSE MIB é negociado em alta de 1,38%; e o FTSE 100 tem avanço de 1,10%, no Reino Unido.

Enquanto isso, o mercado asiático fechou sem direção definida, em mais um dia de feriado na China, enquanto o mercado japonês digere os riscos após não abrir na véspera. O índice Shanghai caiu a 0,57% ao longo do dia na China; o Hang Seng, de Hong Kong, desvalorizou 2,13%; o BSE Sensex, de Mumbai, fechou em baixa de 0,29%; e, no Japão, o índice Nikkei recuou 1,10%.

No mercado de commodities, os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira, também em busca de equilíbrio após perdas acentuadas na véspera, causada por preocupações sobre o impacto global da crise chinesa e em meio à queda na oferta do produto nos EUA. Por volta das 9h50, o petróleo Brent subia 0,91%, a US$ 74,57, enquanto o WTI avançava 0,94%, a US$ 70,80. (com Reuters)

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